segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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The Need 4Fun: Shift

Por Luke*

Fotos: Alexandre Silva (o cara que vomitou), do Fliperamablog 

 

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Em 1994, o mundo foi apresentado a um jogo até então despretensioso de corrida: Road & Track Presents: Need For Speed começaria, há 15 anos, o que transformaria-se nos dias de hoje na série de games de corrida mais aclamada de todos os tempos. Need For Speed.

Como um gamer – e nerd! – relativamente jovem, não tive a oportunidade de jogar todos os games da franquia na atualidade de seus respectivos lançamentos. Entrei no mundo de Need For Speed por um primo viciado no Hot Pursuit, lá por 98. Dali pra frente, sempre que um novo NFS saía, lá ia eu comprar – ou roubar do primo.

O tempo se passou e, com ele, a franquia evoluiu. Mais alguns títulos foram lançados, até que a revolução realmente desse as caras: Need For Speed: Underground explodiu cabeças. Gráficos impressionantes, um roteiro a ser seguido, trilha sonora de cair o queixo e o que até então habitava apenas a imaginação dos gamers: possibilidades praticamente infinitas de customização. Se antes você podia apenas mexer nas cores do carro, agora poderia transforma-lo e molda-lo à seu próprio gosto. O impacto que este título trouxe é lembrado até hoje por aqueles que passaram pela “experiência Underground”.

Mas nem apenas de flores vive uma franquia. Com o passar do tempo (e dos títulos), devo confessar que não olhava mais com tanta paixão para a série. Digo... Sim, os títulos novos carregavam gráficos arrasadores, mas... depois do Underground, a inovação não parecia tão “embasbacante” assim. Fazendo meu próprio juízo de valor, admito que, de todos os jogos que seguiram, meu favorito foram o Most Wanted e Carbon, tanto que mal cheguei a jogar o Undercover. Mal sabia eu que algo grande estava para acontecer.

O FiliPêra, Editor-Chefe desse blog, entrou em contato comigo. Convocou-me para cobrir o evento de lançamento do novo jogo da série: Need For Speed: Shift. Fiquei animado, como já era de se esperar. Mas dessa vez, aquela sensação de que “algo a mais” estava para acontecer simplesmente não me abandonava.

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O Evento

Como de costume, o nerd que vos escreve chegou mais cedo do que o combinado para o início do evento. Mais precisamente, 20 minutos adiantado. Foi o momento de conversar com o Jogorama e, enquanto testávamos o jogo, bater um papo com o Infomaníaco.

É preciso confessar... Só estando em um evento desse tipo para perceber como nós, portadores desse vício em jogos – ou qualquer outra coisa de nosso universo – tornamo-nos altamente sociáveis e engraçados ao nos juntarmos. Sozinhos, podemos até aparentar uma certa timidez... Mas é fato: Juntou nerd coisa boa não vai sair. E, realmente... Não saiu!

Entre piadas internas (envolvendo um corredor de Kart tão lento que, cada vez que passava por nós, recebia uma ressalva à lá Pica Pau nas Cataratas do Niágara) e olhares medrosos para a pista e para os karts, nos trocamos. Se já era difícil imaginar nerds indo correr de Kart, imaginem estes mesmos seres de macacão e capacete, olhando uns para os outros com cara de: “Tá... Isso é sério mesmo?”. Épico.

A corrida aconteceu. Nerds rodaram. Nerds se chocaram. Nerds riram e pisaram fundo no acelerador. Nerds vomitaram (na verdade, só um), e nerds suaram (nesse caso, todos). O resultado final? Nerds se divertiram mais do que haviam imaginado, e no final das contas, percebemos que o espírito “Just4Fun” adotado pelo nosso ilustre corredor das Cataratas do Niágara era mesmo o melhor. Não foi uma competição. Foi uma tarde para se rir e perceber que, independente das fronteiras, diferenças ou qualquer outra coisa... É o espírito de NERDS UNIDOS que nos une, e que um dia nos fará conquistar todo o Cosmos!

Sem mais delongas, senhores... Vamos ao jogo.

 

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Need For Speed: SHIFT!

Gráficos:

Estupendos. É nesse quesito que a franquia mais se destaca. Com pistas “oficiais” (em circuitos) e “street”, é preciso concentrar-se no jogo em si para não se perder em meio a paisagens magníficas e detalhes riquíssimos. Isso sem contar, é claro, o deleite de jogar na câmera-cockpit. Até o volante, personagem principal mas ao mesmo tempo coadjuvante, é uma obra à parte. Se os gamers discutem vários outros quesitos, aqui está algo indiscutível e insuperável.

Jogabilidade:

A palavra aqui é diferente. Para quem estava acostumado, nos outros jogos da franquia, a um estilo de direção mais arcade, mais simplório, irá se surpreender agora. A EA decidiu levar a “gaming-experience” do Need For Speed a um novo âmbito. Vire demais o carro e irá perdê-lo na grama, na areia ou na parede. Freie forte demais e perderá o controle do carro. Use o freio de mão de maneira incoerente e, novamente, “olá parede”.

O contrário, porém, também é válido. Saiba frear na hora certa e cometa ultrapassagens dignas de replay. Pise no acelerador nas horas certas e irá cravar tempos magníficos. Este quesito abre discussão por ser uma inovação da EA. Uma aposta que, na opinião desse gamer, deu certo. Basta aguardar a repercussão, e torcer para que as próximas versões sejam tão caprichadas quanto esta, no quesito da jogabilidade.

Sons:

Bons e ruins, ao mesmo tempo. E a explicação é simples: Os sons ambientes (dos carros, das freadas, do motor, das batidas) continuam incomparáveis. A trilha sonora, porém, pareceu perder-se. Será que os desenvolvedores da EA esqueceram que Nerds não gostam that much de rap? Eles acertaram a mão em Underground, mas lentamente foram perdendo a noção do cabível. Pelas poucas músicas que pude ouvir – e depois, analisa-las ao ter acesso ao soundtrack do jogo -, esse é mais um quesito que o jogo ficará devendo. Vale a dica de, nas configurações, abandonar essas músicas e botar as suas para tocar.

Conjunto da Obra:

Depois de algumas sequências não-tão-boas assim, Need For Speed: Shift tenta mudar a maneira de se enxergar - e jogar - games de corrida. Basta esperar para ver se essa mudança será bem aceita ou não.

 

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*Luke Baranyi é nerd, cinéfilo, filósofo de boteco e dono do O Questionador

6 Comentaram...

Etcho disse...

estou realmente ansioso pra poder jogar. acompanho a série desde o início e pela queda da qualidade nas últimas versões aumenta a vontade de saber como vai ser.

Anônimo disse...

Muito bom texto, gosto da sua escrita!
sobre o need: ainda nao joguei!
parabéns pela matéria.

Guilherme disse...

Fala Luke, grande parceiro, foi muito bom bater um papo contigo, apesar das curtição, foi muito legal o evento, até a próxima!! :D só para constar, GOIAS EXISTE!!

Roger disse...

Novo aqui ^^
Muito Boa a matéria, sou fã e colecionador da série...
Parabens pelo blog...

Alexandre Silva disse...

Eu gostaria de saber quem foi o nerd que vomitou na no fim da corrida quando ele "levantei" do kart.

Enfim, parabéns pelo post, ficou muito bom mesmo! Vou começar a acompanhar mais de perto, fica esperto para não vomitarem em vc, hehehehe.

Continue assim! Nos falaremos!
Abs!

Alexandre Silva

Anônimo disse...

Valeu pela resenha Luke mas a galera da Codemaster já nos entregou um game que tem tudo isso e ainda roda nas nossas maquinas atuais (PCs de custo medio) e consoles topo de linha: se chama Race Driver: Grid. Considero satisfatorio. Mas e você, o que acha?

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