terça-feira, 23 de junho de 2009

Avatar FiliPêra

O diploma caiu… ótimo!

 

jornalismo_sergiocastro

Depois que o planeta inteiro discutiu o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo no Brasil, vou aproveitar para dar a minha opinião. Creio ser somente mais uma, afinal, todos já falaram tudo que poderia ser dito, esgotaram todos os argumentos e debateram o suficiente… Mas, como estudante de jornalismo, que já esperava pela decisão, e é tarado por escrever, nem que seja em guardanapos engordurados de lanchonete, vou traça-la aqui.

Quem reclama do fim da obrigatoriedade do diploma é medroso. Ponto! Bons profissionais não têm nada a temer, somente a ganhar. Uma redação é um ambiente pulsante, mas precisa ser mais heterogêneo (na prática ele já o é, visto que muitos veículos não escondiam que não exigiam diploma para o ingresso nas redações). Ter somente jornalistas impede diálogos, mesmo que muitos deles busquem especializações, provavelmente jamais irão alcançar profissionais realmente formados naquela área. Imagine um médico, um advogado, um engenheiro, um cineasta… todos eles numa redação. Com certeza poderão falar com muito mais autoridade de suas respectivas áreas do que formados em comunicação (isso, é claro, estamos falando de redações com certo dinheiro para sustentar gente desse calibre nos seus quadros).

E mesmo sem formação, é bom que entrem nas redações (ou em assessorias, lugar que não pretendo trabalhar, embora hoje esteja empregado em lugar parecido) quem sabe escrever, não necessariamente quem estudou quatro anos para pegar um pedaço de papel e dizer que está pronto. Quem quer ser jornalista e tem o dom (ou sei lá como você chama aptidão, vocação, wathever) não precisa enfrentar quatro anos de faculdade (com custos elevados, seja de dinheiros, nas particulares, ou de tempo, nas federais). Ter diploma não garante nada. Força de vontade e conhecimento é que garantem.

Jornalismo não necessita de conhecimento técnico específico. Jornalista não é médico, aviador, astronauta… com dois ou três meses de treinamento na prática (e sabendo escrever, sempre!) ele tá pronto. E na boa, faculdade de jornalismo não é isso que todos pensam. Se o aluno quiser passar com um mínimo de conhecimento ele passa. Não é nada impossível. Depois que se pega a manha da faculdade, se passa. Teve matérias que faltei metade das aulas e tirei notas maiores que muitos alunos mais assíduos do que Eu. Quem quis aprendeu, quem achou inútil (assim como Eu), só fez o suficiente para passar. Muitos dos meus professores não conseguiriam trabalhar em redações nos dias de hoje. Nem mesmo sabem usar o Photoshop, softwares de edição de vídeo ou de diagramação. Não sabem criar um blog, para que serve o Twitter, ou caçar linhas de código em um ambiente HTML. São dinossauros, atrasados. Me pedem para ler jornais todos os dias, sendo que na internet vejo as coisas mais rapidamente (não creio que jornais irão sobreviver muito tempo, somente as revistas).

Faculdade de jornalismo tem muita coisa chata. Os tais jornais de faculdade não te dão metade da liberdade que se prega (não sei nas federais, mas nas particulares não). Duas matérias minhas foram rejeitadas na época que editava uma página do jornal mensal da faculdade. Uma sobre maconha indígena, que era protegida por lei, e poderia ser obtida grátis desde que se aproximasse dos índios. Outra, um pouco mais convencional, era sobre pirataria. Argumentou-se que era crime (nas duas ocasiões), antes mesmo de verem uma linha pronta. Não gostei e saí do jornal (de onde não ganhava nada, só passagem). De vez em quando mando alguma coisa, mas penso que poderia estar fazendo algo muito melhor, caso me dessem suporte para isso.

Os veículos e as pessoas que me ensinaram (e ainda ensinam) a escrever são muitos. São os textos da Wired, da The Economist, da EDGE, da New Yorker. Nas viagens loucas, que ficam no limite do jornalisticamente aceitável da revista Vice. Nas reportagens da Rolling Stone, nas temáticas ousadas da Trip. Nos textos de Edson Aran, Daniel Galera, na Playboy. Nos quadrinhos de Grant Morrison, Alan Moore e Neil Gaiman. Nos neologismos bem construídos dos textos cheios de humor da Jenny Taylor (que, além do Sílvio Luiz, me mostrou que imprensa esportiva não precisa ser bundona. - Dê uma chance a gata, Milton Neves!). Aprendo também lendo os textos cheios de si do Cardoso, nas HQs traduzidas pelo Von DEWS, nos textos profundos da Dolphin. Nas páginas cheias de emoção da Aninha. Nos livros de Ken Follet, na bizarrice de Chuck Palahniuk, nos livros transgressores de Hunter Thompson, de Jack Kerouac (indicação da Thahy, outra excelente escritora), Gay Talese… enfim, em todos os cantos é só querer. Não foi a faculdade que me ensinou isso, e nem vai ser.

Eu odeio lides, relises, e todas essas babaquices que só servem para castrar o estilo (mas aprendo, para desconstruir, é preciso saber construir) e colocar todos na mesma forma.

Mas a grande questão pífia que se levantou com a cassação da obrigatoriedade do diploma pelo STF (por uma figura que muito desgosto: Gilmar Mendes) foi que o jornalismo brasileiro está morrendo com isso. Não! Pense nos melhores jornalistas que você conhece, e tente descobrir quantos deles realmente se formaram em jornalismo. Uma ínfima minoria, mesmo com os cursos de jornalismo despejando um bando de gente no mercado por aí. Serão esses mesmos cursos (medíocres, como os alunos que eles formam) que irão tomar o duro golpe do fim do diploma. Eles não serão mais necessários, ficando apenas os cursos de verdade. Escolhi jornalismo por ter tesão por jornalismo, não por achar que uma faculdade ia me tornar um. Já me considerava um antes mesmo de entrar nela e aprendi muito mais aqui, no NSN; com meus colegas de redação, com os comentários que vocês deixam, com outros blogueiros que nos ajudaram.

Estudante de jornalismo, não é necessário queimar seu diploma em praça pública, ou matar a fome comendo jornais, como os idiotas lá de cima (mas enfim, respeito o direito de protestar de todo o mundo…). Se você é bom, tem carga cultural, sabe do que está escrevendo/falando, você tem emprego. Do contrário, chore por aí, você já era. Aquele seu amigo inteligente que desenhava putaria o dia todo, fazia textos para o blog dele, ou ficava jogando RPGs sem parar… ele vai ocupar a sua vaga. E não precisa de uma porcaria de papel assinado para isso!

24 Comentaram...

Ana Recalde disse...

Achei seu texto muito corajoso, Pêra. Como sempre, parabéns!!! :D

Alexandre disse...

Post interessante, sou novato nesse mundo blogástico, mas acompanho todo dia o Nerds Somos Nozes, parabéns.

Za disse...

Adorei o post (como sempre, aliás) e só queria perguntar se você sabe alguma coisa da discussão acerca do reconhecimento do cargo de Historiador como profissão no Brasil.

Explico: Não é uma questão de ter ou não diploma, mas há alguns anos existe a revindicação do reconhecimento de Historiador como profissão no país (não existe, somente professor, que pode ser de história ou não, mas pesquisadores não podem, por exemplo, se aposentar pelo INSS). Só que o argumento contra no congresso (o reconhecimento passa pela inclusão da profissão na constituição, se não me engano, mas tem que ter aprovação do congresso) era o de que os profissionais de jornalismo também queriam o direito de escrever sobre história (inclusive livros) e por isso faziam lobby contra.
Não quero criticar jornalistas, até porque a discussão era sobre pesquisadores que faziam análises historiográficas (tipo de pesquisa específica) e não sobre quem escrevia acerca de temas históricos, com quaisquer análises, mas como você demonstrou ter uma outra visão (corajosa, diga-se de passagem) queria saber se já ouviu algo sobre o assunto.

Camino disse...

Gostei pra caralho do seu artigo cara, parabéns mesmo :D

All3X disse...

FiliPêra, tenho colegas que fazem jornalismo aqui na mesma universidade em que também estou me graduando (mas no meu caso, em Direito). E ouço muito de como anda o curso por aqui. Realmente os jornais laboratórios não dão essa liberdade que você citou, assim como muitas aulas deixam a desejar.
Não sei se você concorda comigo, pode dizer contra, sou leigo no assunto, admito, mas que acredito que o jornalismo pode ser aprendido muito mais com conteúdo mais prático, isso é verdade. Mas querem sempre empurrar mais alguns anos de cadeira nos assentos da universidade.
É claro que o estudo não é desnecessário, mas não se dá o devido foco. Assim como que, se o básico você aprende fazendo, cada vez mais o mercado exige do profissional especialização, o que sim, só se encontrará num curso.
Está excelente o debate.
Valeu.
All3X

Raphael Tsavkko Garcia disse...

Sobre o diploma: http://tsavkko.blogspot.com/2009/03/jornalismo-e-o-diploma.html

Sobre os estudantes que protestaram (corporativismo puro): http://tsavkko.blogspot.com/2009/06/quando-o-fora-gilmar-vira-mote.html

A censura finalmente caiu, a lei da ditadura foi pro brejo! Agora sim teremos melhores comentários, notícias, ana´lises, chega de editor de moda escrevendo sobre o Irã ou editor de culinária malhando o Sarney! Agora é gente competente nas suas áreas e não mais a salada!

Mauro Tavares disse...

é legal a coisa da midia independente, mas tem um porem, pensem numa coisa ai, como alguem que escreve um blog aki no brasil por exemplo vai fazer pra falar sobre algo que acontece la no irã por exemplo ?
um cara que mora em sp falando de politica internacional sem sair de casa, apenas nas se baseando em "informaçoes" youtubisticas e twiteristicas, como alguem assim pode falar da realidade?
os grandes jornais, as grandes agencias e redes ainda podem mandar um correspeondente pra lar cobrir, mas um amador nunca vai poder, nao passando de um amador.
esse blog aki mesmo publicou ha alguns dias a prisão de Moussavi no Irã, coisa que não aconteceu, sendo apenas um boato do Haaretz que logo foi desmentido.

então jornalismo nerd não é meio balela ?

Rafael Almeida disse...

Não desejo humilhar ou ser arrogante, mas minha opinião pode parecer justamente isso. Eu alerto para poupar o tempo daqueles que me responderiam dizendo _apenas_ isso.

A formação jornalistica está se tornando desnecessária. Antes era necessário uma mídia para retransmitir a informação: publicar tudo num único periodico onde você pode encontrá-las. Hoje, com a facilidade de se publicar e encontrar publicações (blogs, redes sociais e afins) a informação pode ser adquirida diretamente da fonte. Informação sobre politica pode ser recuperada diretamente dos blogs dos envolvidos na politica, assim como blogs sobre computação, biologia, etc.

Max, O Observador disse...

Eu não tenho nada contra o fim do diploma para jornalista (até que tem muito kra formado que fala cada merd* sobre tecnologia que me dá até náuseas...) Mas convenhamos, essa profisão, e a de ator tb, está meio decadente nos últimos anos... quantas vezes a gente vê pessoas que são mais escolhidas pela sua beleza do que pelo seu talento nos jornais/tv/revistas? costumo até dizer quando o texto é feito por homem ou mulher só de ouvir.
Por mim, realmente somente cargos técnicos ou científicos deveriam relamente ser necessário um diploma, como medicina, engenharias, psicologia, direito (já viram que as leis dizem que vc deve ter um advogado para qq coisa que vc faça na justiça?), etc. Quantas vezes vc vê uma subcelebridade fazendo reportagem ? Fala sério, eu concordo com o que vc disse, os melhores sobreviverão, simples assim...

Ricardo Jorge disse...

FiliPêra, queria apenas encontrar médicos, engenheiros, advogados e afins, em profusão, e que curtem o universo cultural que você citou acima...

E tenho medo apenas de que tenhamos, em certas redações de jornal, advogados, médicos, engenheiros, cineastas e afins que NÃO foram competentes em suas respectivas áreas...

Raphael Tsavkko Garcia disse...

MAuro Tavares: VocÊ acha que os jornais tem correspondentes por todo o mundo? Que uma crise no vale do Ferghana, na Ásia Central, tem cobertura in loco do Globo, Folha de SP ou do maior jornal do Acre?

Não, todos eles se baseiam em notícias de agências que, muitas vezes, se baseiam em informações de algum conhecido, algum freela da região. Ou seja, informação de segunda, terceira, quarta mão.

Qual a diferença dos blogueiros?

Aliás, muitas vezes alguns blogueiros tem contatos pessoais com quem mora ou vive alguma realidade no exterior - eu por exemplo tenho meus contatos em algumas regiões das quais comento sempre - e, no fim das contas, um blogueiro que é formado em história, ciências políticas, Relações Internacionais e etc - ou é estudante da área - tem MUITO mais capacidade, em média, que um jornalista de analisar o que acontece em outros países, e até mesmo no seu, porque tem formação humanística, mais ampla e mais voltada para análises deste tipo.

Ah, no caso do Irã, vocÊ acha que a grande mídia se baseia no que? A maior parte dos jornalistas foi expulsa, os poucos que sobraram estão com os movimentos restritos! Eles acompanham dos blogs, do twitter também, não se engane achando que são mágicos.

E, para terminar, vocÊ mesmo fala que os blogueiros reproduziram algo que o Haaretz comentou, oras, se era boato a culpa era do Haaretz, grande mídia!

Rafael, xará, assino embaixo. Hoje podemos ir À fonte, procurar quem está lá ou até ir - conheço casos - até onde acontecem os fatos. Há uma maior mobilidade e maior facilidade de comunicação.

Aleatório disse...

Bom dia,

Sobre as profissões não regulamentadas:

Existem algumas profissões que não são regulamentadas, tais como programadores de computador, historiadores, etc...
Esses profissionais não tem direito aos mesmo benefícios por conta do governo (ex. aposentadoria).
Se a profissão de jornalista continuar regulamentada, melhor para os profissionais.

Sobre as informações de 2ª e 3ª mão:

Muitas vezes os grandes jornais se enganam. Se eu não estou enganado na revista Guia do Vestibular tem uma matéria sobre isso.


Sobre os jornalistas:

Eu tenho curso técnico de programação em JAVA e estou fazendo faculdade de Ciências da Computação na UFSC. Se eu entrar numa empresa, apesar de eu provavelmente ter um nível técnico maior do que o programador de lá, ele sabe como "a coisa funciona", mesmo ele tendo estudado num curso por correspondência. Creio que o mesmo pode ser aplicado ao jornalismo.


Att.

João Lucas Scharf, o Aleatório

rodrigo lourenço disse...

Camarada, abre o olho.Comentários idiotamente ingênuos como o teu é que fazem a merda que está aí. Notadamente tu foi razoavelmente manipulado pelos veículos de comunicação. Sabe quem se move para aprovar esse tipo de ação? Ora vejam só, a própria mídia, que agora não precisa contrar jornalistas e sim qualquer um que escreva sem erros de português (ou talvez nem isso). Qual a vantagem? Puramente econômica, ou tu não sabia que se tu não é formado em jornalismo as empresas não são obrigados a pagar como jornalista? Tu acha que a Folha ou o Globo pagará médicos, engenheiros e advogados para trabalhar???? hahhaha. Eles mal pagam os jornalistas e agora tem carta branca para não pagar nem esses!!!!!!!!! Abre o olho e não abra as pernas!!! Juizo!!! Sobre a máxima repetida várias vezes "os fortes sobreviverão": nessa afirmação está inscrita a própria contradição...os fortes serão os "jornalistas formados" que ocuparão alguma coluna e os fracos toda a massa muito mal paga que servirá para fazer o copy/paste para todo jornal. O que vai acontecer, escreve aí, será que jornalista que não for "muito bom" ou "amigo do dono" será substituido por 3 "profissionais não regulamentados" bem mais baratos.

rodrigo lourenço disse...

E mais um fato...que talvez você não saiba: existe concorrência entre profissionais!!! Outro: as redações estão cheios de "não jornalistas" escrevendo. Todo mundo com salário de estagiário permanente...para fazer "currículo". Incrivel né!?! Mas é verdade. MAs isso não importa...o que importa e que o salário de toda essa gente será nivelado. Carta branca para isso!!!! Nivelado por baixo!!! Ou tu crê na dignidade dos patrões dos meios de comunicação??? Eles querem é bons profissionais, somente isso, não importa se é jornalista ou não. São verdadeiros filantropos.

Mauro Tavares disse...

concordo com o rodrigo ai em cima, esse fato so fez iludir os blogueiros e privilegiar a grande midia, por isso que eles fizeram festa e criaram o velho draminha de associar a lei aos tempos da ditadura ( esta parece o holocausto da esquerda brasileira, é usada pra justificar tudo, se fazer de vitima ).
por sinal o post citou o Gay Talese, na entrevista dele pra veja semana passada, o gayzão detonou os blogs !!

Seta disse...

Como sempre disse:
Curso de jornalismo é o curso mais inútil de qualquer universidade.

Pronto, falei.

FiliPêra disse...

@Mauro Tavares Leia o texto e o entenda antes de tecer comentários idiotas.

Primeiramente que não falei de blogs X jornais, ou coisa parecida. Blogs não vêm para substituir jornais. Vêm para acrescentar, cabe sempre ao leitor fazer uma filtragem do que ele está lendo. Tanto que meus veículos favoritos (além de lugares que almejo trabalhar) não são blogs, e sim revistas!

O texto trata de obrigatoriedade de diploma para exercer a profissão de jornalista. Ponto! Não faz diferença se o cara trabalha num jornal, numa revista, num blog, site... o que quer que seja.

Iludir blogueiros? Conta outra. Você acha que pretendo ganhar a vida escrevendo em blogs (não ganho nem um tostão com esse aqui)? Mais uma vez você com sua eterna mania de querer julgar sem saber. É típico dos tolos, e pelos seus comentários você está se mostrando um, e espero que Eu esteja errado.

Quanto ao Gay Talese: não ligo se ele não gosta de blogs. Ele não usa nem computador. É "só" um grande jornalista que admiro e ponto final. Se ele odeia blogs, mulheres, internet, não me interessa!


@rodrigo lourenço O problema da classe jornalística não é diploma, é regularização da profissão. Mesmo com diploma, os jornalistas ganham muito mal (já fui em reuniões do sindicato aqui do estado e teve jornal querendo pagar 600 reais para jornalistas formados. Eu ganho mais que isso trabalhando meio expediente e nem estou formado ainda), e isso não vai mudar com a queda do diploma. Os jornalistas devem brigar para regularizar corretamente sua classe, e não se ater a idiotices como diploma obrigatório.

E você pelo visto não entendeu o que disse. Quando disse os fortes sobreviverão implicitamente, dei valor a formação do jornalista. E ser formado jornalista não exige um papel. É da cultura da pessoa. Não disse que os sem diploma são melhores que os jornalistas formados (existem sim, mas são exceções), mas impedir os que dariam bons jornalistas E se os veículos pagam mal, o continuarão fazendo, independente de diploma ou não (e cá pra nós: todos os jornais importantes do páis já contratam gente sem diploma. Ponto!).

Mauro Tavares disse...

não filipera, vc esta certo, sou um tolo e idiota mesmo perdendo meu tempo fazendo comentarios em um blog idiota como este que so fala bobagens para tolos e idiotas se iludirem com informaçoes inuteis.

Mauro Tavares disse...

"Nem mesmo sabem usar o Photoshop, softwares de edição de vídeo ou de diagramação. Não sabem criar um blog, para que serve o Twitter, ou caçar linhas de código em um ambiente HTML. São dinossauros, atrasados. Me pedem para ler jornais todos os dias, sendo que na internet vejo as coisas mais rapidamente (não creio que jornais irão sobreviver muito tempo, somente as revistas)."


vcs se acham demais, nao é a toa que ficam convidando amigos pra tecer elogios, este aki é um blog nao apenas de amadores, mas de idiotas mesmo.

Anônimo disse...

Camarada, tu é muito obtuso. Um dia tu acorda. Se teu problema é só dinheiro "ganho mais mesmo não formado", então tu está mais ferrado ainda, daqui a pouco chega teu teto como "profissional sem diploma", daí vai tirar o canudo e sacudi-lo bem alto e dar graças a Deus que existem um bando de gente sem formação para que teus "pequenos feitos" sejam mais brilhantes ainda. Em terra de cego, quem tem olho é rei. Tu tá no caminho certo, continue a gritar...não ao diploma...enquanto conclui tua graduação.

Raphael Tsavkko Garcia disse...

FiliPêra, excelentes colocaçõe.s..

O pessoal do jornalismo morre de medo dos blogs... São mais ágeis, muitas vezes passam a informação correta enquanto os jornais são extremamente tendenciosos (viva o PIG)... Ninguém defende, em sã consciÊncia, porém, que os blogs substituam os jornais e a mídia tradicional, por outro lado muitos, como eu, esperam que os blogs consigam influenciar a mídia tradiconal e torná-la um pouco mais ágil, decente e honesta.

E, realmente, os jornalistas tem um sindicato que brigou, brigou e brigou contra o fim do diploma, pra isso ele é forte, atuante, mas para exigir salário decente e condições de trabalho não se mexe?

É questão de mobilização. Se mobilizaram para barrar a queda do diploma? Se mobilizem pra exigir respeito e direitos.

E a profissão tem que ser regulamentada, isso é fato.

MAs, cara, esses pseudo-jornalistas vão continuar gritando. Os de verdade, que são bons, como o PHA, não estão preocupados e defendem o fim do diploma. OS caras se garantem, simples assim. Se especializam, vão atrás e não ficam acomodados. É a diferença entre um bom jornalista e o resto.

No fim, sobre o medo, o pavor de concorrer com o que eles não conehcem e nem querem conhecer.

Gilmar Ostjen disse...

Por essas e outras que o NSN é o único site que leio todos os dias, para me informar.
Não assisto televisão fazem dez anos, então a Internet é tudo que me resta.
Parabéns pelo texto corajoso e consciente.
Té.

FiliPêra disse...

@Mauro Tavares Não, Eu não me acho não. Só estou constatando uma realidade que os próprios professores apontam. São eles que dizem que os jornalistas de hoje têm que saber essas coisas. Mas eles mesmos não sabem (bom, um sabe uma coisa, o outro sabe outra). E não preciso chamar amigos para comentar positivamente, comenta quem quer (você é um dos que comentam). Não sou idiota ao ponto de precisar de amigos para me falar bem do que escrevo. Sei do meu potencial e ponto.

O que Eu acho engraçado é como você nos chama de idiotas e está sempre aqui. Não estou dizendo para parar de comentar, nem nada. Mas você parece tão sem objetivo. Apenas rejeita tudo e acha isso o bastante. Seria a mesma coisa se Eu entrasse num blog do Diogo Mainard e ficasse falando mal de tudo que ele escreve. Ele não vai mudar, simplesmente porque não oferece opção de diálogo. VOcê não expõe idéias, só gosta de ir contra tudo e contra todos. Pra mim, isso realmente é perda de tempo.


@Anônimo Não disse em momento algum que os sem-diplomas serão melhores que os formados. Não creio que isso acontecerá um dia. Apenas defendo que pessoas não-formadas possam exercer a profissão. Isso deixaria o jornalismo menos chato, cheio de coisas do século retrasado, como lides, pirâmide invertida e relises. O que você não conseguiu separar, é que não defendi o fim dos cursos de jornalismo. Muito pelo contrário, espero que eles melhorem muito. Só não podem continuar do jeito que está. Os jornalistas formados (como serei daqui a um tempo) terão que investir em formação e networking e não em corporativismo ou diploma, assim como ocorre nas outras aéreas da Comunicação.

Kapha Diest disse...

Só acho que a discussão do diploma está superficial demais, Num é tão simples assim... Por um lado é impossível só os jornalistas informar a população. Fato. A revolução da mídia chegou e veio pra ficar. Fato. Porém, nas entrelinhas sabemos que não se trata de liberdade de expressão que o Gilmar Mendes falou. Também não acredito nesse romantismo de jornalismo feito pelos especialistas. Estamos falando de Brasil. Celebridades falando abobrinhas, entrevsitando outras celebridades, não é jornalismo é entretenimento.

Diploma não é sinônimo de capaciadde. Concordo plenamente. Se hoje temos maus jornalistas diplomados, imagine daqui a uns anos...
Comparar jornalista com cozinheiro, publicitário, marketeiro - e não stou menosprezando nenhuma dessas profissões pelo amor de Deus (tem profissionais que ganham e m1 mês o que o jornalista não vai ganhar a vida toda) - não se comparam porque no jornalismo prega-se a RESPONSABILIDADE SOCIAL, não visa meramente o mercado de trabalho.

E muuuuuuitos outros pontos que ainda deveriam ser discutidos antes de uam decisão prematura.

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