terça-feira, 25 de maio de 2010

Avatar FiliPêra

Lost e uma importante lição: leia quadrinhos!

 

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[Contém spoilers, assim como o texto anterior. E você pode ler outras considerações minhas sobre a série AQUI]

Eu realmente admiro a capacidade de uma pessoa em conseguir narrar alguma coisa com qualidade. Não só porque também sou escritor - não ficcionista, mas jornalístico - mas por saber o quão difícil é criar uma narrativa instigante e estimulante. Se conseguir o sucesso de público e artístico ao mesmo então, é ótimo. E Lost alcançou isso! Se tornou um fenômeno, um exemplo de série bem escrita, bem amarrada, com situações interessantes, um bocado de quebra-cabeças, tramas interligadas, e aquele senso especial de Destino, de urgência. Foi a série perfeita para uma nova geração… por cinco temporadas!

Por cinco temporadas - que sofreram de certa instabilidade, mas se seguraram bem - Lost foi balanceada, com background, com propósito, com tempo para construir situações intrigantes e (alguns) personagens bem desenvolvidos. Sofreu por excesso de subtramas, e uma orgia de situações, mas estava conseguindo administrar tudo a contento, de modo equilibrado. Rolaram coisas bizarras, como o clássico urso polar; e cliffhangers matadores, como a escotilha sendo aberta; e era esse tipo de frescor que alimentava uma legião de fã(náticos)s da série mundo afora, que lotavam wikis, grupos e fóruns. Era um grande mistério, um grande quebra-cabeças.

Quebra-cabeças inteligentes não exigem respostas fáceis e acho perfeito quando uma obra - de arte ou de entretenimento - é capaz de colocar seus admiradores para pensar. Pode soar elitista (e não é), mas antes elitista que massificador. Se nivelar por baixo nunca é o caminho a se seguir. Esse foi outro ponto que Lost teve iniciativas louváveis. Referências ao budismo, mitologia egípcia, diversas correntes filosóficas, boas doses de ficções científicas… tudo isso esteve presente em Lost de uma forma estupenda. Repito: até chegar a sexta temporada e jogar praticamente tudo isso no ralo!

Eu não estou reclamando do fato de Lost ter um final metafísico/místico, pelo contrário, achei até corajoso e interessante. Mas jogar todos os conceitos criados pela série, pistas jogadas e questões levantadas para o alto em nome de algo místico denota a mais profunda preguiça que já pude ver na TV. E ainda fizeram questão de deixar claro que não estavam nem aí para a busca de respostas dos fãs: Cada resposta só gera mais perguntas! Sim, isso foi os produtores e roteiristas dizendo um Não estou nem aí para vocês e suas respostas bem sonoro, usando a boca de uma das personagens semi-inúteis e inexplicáveis da 6º temporada. Foi como maquiavelicamente jogar um osso desprovido de carne para uma horda de cãezinhos famintos bem no fim de uma longa jornada… e, bizarramente, muitos deles ficaram felizes com isso.

Deve estar imaginando que estou dizendo isso só por causa do epicamente grande último episódio da série - intitulado The End. Não, toda a sexta temporada, com raros episódios, é um tremendo equívoco. Personagens ridículos sendo colocados na trama, uma perfeita pastelização de outros, e uma virada dramática no tom da série: do nada, ela deixou de ser uma série de mistérios e passou a ser uma série de pessoas, como quiseram frisar inúmeros fãs. Analisemos as pessoas, então! Na sexta temporada tivemos Dogen (inútil, assim como seus seguidores e toda aquela truncada trama no templo); a ajudante de Charles Widmore, Zoe (também inútil); o próprio Charles, que aparentava ser a chave para muitas coisas importantes da ilha… só serviu para despertar Desmond.

E esses são apenas alguns vacilos sérios da sexta temporada, recheada de tropeços. E os roteiristas nem podem dizer que rolou algo parecido com o que aconteceu com Twin Peaks, uma espécie de irmã mais velha das série de mistério e recheadas de hype, onde David Lynch, seu mentor e principal escritor, simplesmente abandonou a série após uma primeira temporada matadora, e foi dirigir Coração Selvagem. Com Lost, J.J. Abrams e sua trupe tiveram tempo, dinheiro, suporte e tudo o mais para refletir e fazer um final bem feito, mas simplesmente preferiram se ater um artifício grego antigo para resolver seus problemas: o citado Deus Ex Machina.

Um Deus Ex Machina é uma resolução simples e artificial para um Ihhhh, fudeu!. É criar um desmafagafizar enquanto joga Palavras Cruzadas com um amigo, é fazer um hotel com apenas duas casas no Banco Imobiliário, é vender seus filhos no final de Jogo da Vida (pera aí, isso pode!)… é pisar em cima de tudo que tinha feito, e criar uma regra nova que te favoreça e resolva todos os seus problemas - neste caso: criados pelos próprios produtores. E isso me leva a pergunta: se respostas geram perguntas, e não queriam responder a todas elas… pra que as criaram?

Eu não queria explicações einsteinianas para questões como viagens no tempo, ilhas que mudam de lugar, números misteriosos (se quisesse, ia ler Stephen Hawking)… mas sim algo mais do que: Ah, era só um risco na parede, achei que você não queria ser candidata sendo mãe. Foi o que Jacob disse a Kate sobre o fato do nome dela estar riscado da caverna. Rolou até autoflagelações por parte dos roteiristas, como no momento em que o Fumaça diz que Jacob foi óbvio demais na escolha dele como substituto.

E o que dizer de The End? Digo que não foi um final de todo ruim, foi como ter um alívio por ver que algo na linha do final lenda-urbana de Caverna do Dragão realmente é plausível, mas o maior problema foi simplesmente colocar a metafísica acima de qualquer situação terrena, deturpando todo o caminho traçado pela série até ali, e descartando todo o amontoado de tramas e subtramas, deixando todas as explicações para a mente dos espectadores. Dessa forma, The End é mais como uma coroação das besteiras dos produtores e roteiristas nessa temporada do que qualquer outra coisa.

 

E chegamos a nossa mais importante lição, expressa no título desse artigo: leia quadrinhos! Se atenha a uma série mais ou menos parecida com os conceitos de Lost: Sete Soldados da Vitória. Temos diversos personagens em tramas interligadas a um grande evento no final, uma saborosa mistura de sci-fi com metafísica fantasiosa, uma mitologia própria… e a grande diferença: nada de Deus Ex Machina. Sete Soldados é surpreendente sem precisar apelar para algo completamente estranho à obra até ali, não deixa pontas pra trás e não entrega nada mastigado. Muito pelo contrário, às vezes, Sete Soldados oprime o leitor, ao buscar referências a histórias de heróis de décadas passadas, ou ainda citar eventos que nem aconteceram no mundo dos quadrinhos ainda. E cabe ao leitor saber o quanto da série irá absorver. Mas quem escolher não ir muito além de ler os sete volumes da série, vai ter à frente uma trama intricada e densa… e bem satisfatória.

Lost, assim como Matrix, preferiu nos entregar um final hiponga e sentimentalóide, não passando de uma tentativa barata de colocar emoções à frente das tão odiadas respostas. É como estar prestes a apanhar da sua mãe e apelar para um Eu te amo! É importante dizer pra sua mãe que a ama? Com certeza, a todo o minuto. Mas, naquele momento, ela provavelmente tá a fim de explicações, de saber porque você fez o que fez. E o simples ato de apelar para o sentimentalismo pode desarmá-la e te salvar da surra. Terminar tudo com um abraço e um beijo é garantia quase certa do esquecimento das explicações e de um final feliz. Foi isso que o final de Lost fez: passou a mão na cabeça dos fãs (a mãe) e apelou para uma questão maior do que “besteiras” como responder qual é a do Walt. Querem finais sem afagos? Leiam Preacher, Os Invisíveis, Homem-Animal, Sandman… Eu ficaria por parágrafos e parágrafos dizendo como esses finais fecham com absurda perfeição essas séries, e como os quadrinhos, como a arte vanguardista que são, conseguem deixar a TV para trás com extrema facilidade, mas não quero estragar as experiências de vocês, caso resolvam (e DEVERIAM) ler essas séries.

Mas, como certas pessoas, não entrei nessa onda idiota de Perdi seis anos da minha vida com Lost. Bom, se alguém acha isso, deve-se considerar um idiota, por achar que duas horas e meia (ou mais que isso, se não gostou da 6º temporada praticamente inteira, como Eu) estragaram completamente toda uma experiência longa e divertida. É como dizer que uma prazerosa viagem de uma semana foi completamente perdida porque o ar condicionado do ônibus quebrou nas horas finais de viagem, ou que o vôo de volta atrasou três horas. Não, tirando a 6º temporada (fingirei que a série foi cancelada no final da 5º), Lost foi uma série muito boa. Fora que ainda aumentou a minha vontade de ver séries, e arregimentou uma legião de fãs, seeds de torrents e grupos de legendas. Com certeza, Lost vai mais ser lembrada como um fenômeno social do que como uma série que primou pela excelência.

Enfim, respeito os que gostaram da resolução de tudo. Só não me venha com esse papinho de que as respostas não eram importantes, série sobre pessoas, sempre foi uma série mística, é uma série charmosa porque não explica muita coisa… Isso é simplesmente preguiça, porque as teorias já eram tantas e tão bem formuladas, que os roteiristas nem precisavam mais pensar muito. Pena que apelaram para o óbvio e se juntaram ao time de Manoel Carlos! Podem dizer o que quiser do fim de Lost: é metafísico, transcendental, trás paz… mas, ao menos, deve-se considera-lo extremamente mal escrito.

19 Comentaram...

Igor Queiroz disse...

Assim como no post do Storino, não creio que Lost tenha perdido o rumo ou tampouco tenha tido um final mal escrito. Obviamente opinião é algo pessoal e intransponível, cada um utiliza de seus critérios para criticar positivamente ou não. Quanto as respostas simplificadas do Jacob, a respeito de várias coisas da ilha, acredito que ficou bem claro que ele não era nenhuma espécie de entidade iluminada pela sabedoria suprema, tanto é que em Across the Sea, você acaba torcendo pelo, ainda não, "Smoke boy", que prova ser bem mais coerente do que o próprio Jacob. Ou até mesmo no derradeiro episódio, onde Ben explica a Hugo que esse problema de sair ou não da ilha era uma "Jacob Thing". Jacob, assim como qualquer outro da ilha, era passível de erros humanos, e assim o fez durante muitos anos, como dá pra perceber que os losties não são os primeiros a passar pelo "teste" dele.

Enfim, Lost tem sim seus defeitos, tem seus mistérios não resolvidos, mas de forma alguma deixou a desejar em seu final ou em sua totalidade, ao menos não ao meu ver.

Minhas considerações: http://www.arapaduradura.blogspot.com/

Marshall disse...

"Sete Soldados da Vitória. Temos diversos personagens em tramas interligadas a um grande evento no final, uma saborosa mistura de sci-fi com metafísica fantasiosa, uma mitologia própria… e a grande diferença: nada de Deus Ex Machina. Sete Soldados é surpreendente sem precisar apelar para algo completamente estranho à obra até ali, não deixa pontas pra trás e não entrega nada mastigado"

Só não concordo com "não deixa pontas pra trás", vide arco do Sr. Milagre.

Felipe disse...

Enfim um artigo interessante sorbe o final da série. Concordo com 99% dos argumentos. Posso estar sendo inocente, mas acho que boa parte dos fãs que "gostaram" desse final não estão usandoa cabeça, estão apenas sendo guiados pela idolatria que fazem da série...

Von DEWS! disse...

Não achei o final de todo ruim, mas as pontas soltas incomodam bastante, além das partes "novela das oito".
Mas acho que todo programa televisivo, aqui, nos EUA ou na China se resume a agradar a ma$$a, aqueles que consomem os DVDs, compram camisetas e fazem os seriados chegarem até décimas temporadas, etc. É nisso que se resumiu, pra mim, o final LOST, ele deve ter agradado uma grande maioria "alienada" (talvez uma palavra meio forte pro caso, mas em essência seria isso). O que os produtores deram aos fãs e não fãs foi um final, como dito aqui, Deus Ex Machina, um final clichê por se tratar de uma emissora grande, num país grande com uma população média. (no que tange o intelecto mesmo).

Seria muito melhor ver um final "à lá Grant Morrison", mas, sinceramente, vocês acham que as pessoas - a grande massa que a ABC tem em mente - estariam preparadas para tal??

Eu fiquei semisatisteito, mas o que LOST fez nas temporadas anteriores redimiu o final "meia-boca", que considero ruim pelo que a série fez, mas bom pois terminou por cima, não estenderam a série até a quadragésima temporada só porque estava fazendo sucesso.

Se Arquivo X tivesse terminado na 5ª temporada com Mulder dando um beijo em Scully como em O Vento Levou, teria sido piegas, mas mil vezes melhor que a forma anticlimática como terminou.
=D

J. Brizzi disse...

Bom...

Não desaprovei de todo o final por um lance: acho que LOST nunca foi uma "experiência de enredo", mas sim um lance mais sobre o "feeling".

O que, pelo menos pra mim, prendia a atenção de quem assistia eram os eventos e seus impactos imediatos no espectador, como cada decisão difícil que o Jack tomava, cada surpresa que vinha, como a abertura da escotilha, enfim...

Eu não acho que esse tenha sido o melhor final, até pq se você é cético, aquilo não faz sentido nenhum.

Não quero saber se eles ficaram felizes na porra do purgatório, quero saber o que era a ilha!

Resumiram toda uma trama que parece ter sido guiada por decisões difíceis dos protagonistas com um confronto besta entre dois irmãos que tem uma birra literalmente sobrenatural!

Acho que valeu a pena assistir até a 5ª temporada, era algo que realmente valia a pena, e lamento ter acabado.

Por mim, poderiam fazer mais 6 temporadas, com mais 1000 mistérios, mas colocando um final mais racional, assim como a série começou, pra essa bagaça.

J. Brizzi disse...

E vale lembrar que o promo da série em algumas revistas trazia uma série de eventos que nem se quer foram lembrados, como o que era a estátua e etc...

Enfim, não reclamaria se eles fizessem uma temporada 6B hahaha

tiago.piza disse...

eu esperava um post comemorativo hoje!

gostaria de lembra-lo que hoje é dia do orgulho nerd!

Igor Queiroz disse...

O problema da comunidade Nerd, é que ela acaba criando 'trolls' disfarçados de intelectóides. Comentários sutis como: "E não me venha com...", "Nem quero saber de...", etc, só provam a minha afirmação.

O sentimento de auto suficiência intelectual acaba por obstruir a relevância de qualquer comentário que não vá de acordo com a opinião do "ser iluminado", mesmo que esse comentário seja bem argumentado e venha de alguém tão iluminado ou até mais do que o interlocutor em questão. Até por que a simples discordância com os seus argumentos já tornam o indivíduo que tentou argumentar, apenas mais um cordeiro das massas.

tyelo disse...

gostei do final da série , to idolatrando a série?
rererer

Fernando disse...

Gostei do final do Lost. Poderia ser melhor sim, mas de qualquer forma, acho que Lost será lembrado não por esse final "novelão da Globo", mas sim pelos episódios memoráveis das temporadas anteriores (principalmente a 1, 2 e a 3).

Acredito que produtores, roteiristas e diretores de cinema e TV tenham sacadas geniais estilo Alan Moore e Grant Morrison, o problema é que eles precisam garantir bilheterias e geral índices de audiência para ganhar seu salário e sustentar o leitinho dos filhos. Devido a esse mero detalhe, aquelas ideias geniais estilo Grant Morrison e Alan Moore poderão exigir mais raciocínio por parte do público que, convenhamos, até tem neurônios, só falta vontade de usá-los.

Rubens Ferreira disse...

Posso ser sincero? Só assisti a um episódio e de tão ruim que achei, nunca mais vi nenhum.
Obs. Que venham os romanos com suas tábuas e pregos para me crucificarem.
X-files forever and ever!!!

Zano disse...

Acho o que muitos não aceitão e que estragou um pouco a Serie foi a parti da revelação de Jacob. Quando começaram os capítulos com ele e o "MIB" a serie começou a tomar outro rumo. Muitos personagens que tinha força na serie(ex:Ben)quase desapareceram.

Mas o barato da serie foi seus personagens principais, onde cada um de nos se identificou com eles, e ao longo desses anos passaram a fazer parte de nossas vidas.

Rafael Martins disse...

Lost foi muito mais valiosa para a história da humanidade por toda a movimentação que gerou, principalmente pela Internet (seja em fóruns ou em torrent$). Seu valor está na imensa "Colcha de retalhos que se tornou", seguindo a escola "The Matrix" gerando todo esse reboliço dentro da cultura pop e estendendo...

Mas falhou, para mim, no contexto de que a série não contou uma história. Por mais que agora entendamos que a série era sobre pessoas e uma ilha e não qualquer outra coisa sci-fi, religiosa, filosófica, mistica e etc, Lost não conta uma história (uma aventura, um drama, um romance...), ela joga um enredo em um wormhole roteirístico, um liquidificador de vitamina nerd em que era muito mais divertido preparar a bebida, bagunçar a cozinha com os amigos do que o gosto dela.

Seria talvez, interessante uma série sobre Planetary (quadrinho do Warren Ellis e John Cassady) que é assumidamente um "caldeirão da cultura pop" onde as misturas com religião, filosofia, misticismo, etc. são feitas de um modo mais inteligente e coerente que em Lost e Matrix. Eu até tinha a teoria de que Lost era meio que baseado em Planetary, sendo a ilha a nave interdimensional encontrada na história.

Lost conseguiu atrair um público bem vasto, indo de nerds à "gente normal" (hehe). Isso foi um mérito maior que a prórpia série em si.

Resumindo: Lost é uma viagem de Cruzeiro com várias atrações (shows, cassino, piscina, etc.), mas algumas pessoas ao invés de curtirem a viagem, lamentaram o destino dela.

Davi disse...

Engraçado ...
O Jodorowski disse que com o racionalismo o ser humano introduziu máquinas na imaginação ..

lendo o post eu entendi, a necessidade da resposta e do que é possível ...

Silvio Pilau disse...

Praticamente 100% o que eu pensei e escrevi no meu blog. Finalmente mais alguém que se indignou com a falta de respostas, mas ainda sabe reconhecer as qualidades da história.

Lê lá: www.viagemliteraria.blogspot.com

Abraço

Gilmarzinho disse...

Como sempre... certo!
hehehe

Concordo muito contigo. A sexta temporada foi uma bagunça dos diabos. E aquelas historinhas de "flash-sideways" já dava pra saber que não ia dar em nada. Eu desconsiderei totalmente tudo que estava acontecendo lá e me concentrei na Ilha, mesmo assim faltou mesmo muita coisa.
E muita coisa que TINHA que ser respondida. Preguiça, greve dos roteiristas, e também a pressa em ter o "evento da década" (como foi chamado pela ABC o episódio "The End") antes da década acabar...
Mas te digo... estou mais triste pelo motivo de ter acabado do que pelo jeito como acabou.

Acho que se fossem sete temporaras, fazendo com calma, eles teriam feito algo muito melhor. Mas... TV é comércio. E comércio precisa do imediatismo nos lucros.

Excelente crítica.
Té.

Aperipe disse...

Ainda bem que não foi só eu que pensei: "final caverna do dragão" apos ver a serie.

Filaruina disse...

Concordo 100%. Quando vi o final e raciocinei sobre ele cheguei a mesma conclusão. O final tirou o foco para um final "bonitinho" e descartou qualquer coisa que aconteceu.
Se pensarmos bem, se a história fosse completamente diferente na ilha ocorreria o mesmo final, ou seja, foram extremamente preguiçosos e genéricos no final, o que leva a conclusão de que qualquer história se encaixaria ali, envolvendo muitas pessoas ou poucas pessoas, um verdadeiro whatever pra história.
Quando comecei a ver Lost (comecei do começo mas já estava na segunda temporada na época) logo falei "isso vai ser o final de caverna do dragão colocado de outra forma", quando continuei vendo e acompanhei comentários de produtores e etc disse a mim mesmo que realmente estava errado. Parece que no fim eu estava quase completamente certo (foi quase um caverna do dragão) e este sentimento foi péssimo ao ver o fim da série. (Todos sabem que falamos do final falso de caverna do dragão ne?)
Ótima crítica e a prova de que o blog é digno de leitura constante ;)

irradiandoluz disse...

Fala I-rmão!

Concordo com quase tudo, mas quero acrescentar algo q pode amenizar um pouco...

Perguntas que só trazem mais perguntas é o lema atual da ciência. Não há respostas na ciência contemporânea, apenas teorias e hipóteses.

Se eu tenho uma pergunta de pesquisa, no final do meu trabalho minha conclusão não será uma resposta, mas sim novas perguntas.

Só para dizer que esta "explicação" dada no final do Lost não é metafísica nem um mero clichê, mas sim um pressuposto da ciência.

No mais, concordo.

Abração
Gabriel Dread

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