quinta-feira, 27 de maio de 2010

Avatar FiliPêra

35 anos da Industrial Light & Magic

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Houve tempos em que a solução para tudo no mundo dos efeitos visuais no cinema era… cérebro, e não um programinha pra computador com ferramentas automatizadas. Não existiam Premieres, Vegas, Liquids Studios… mas sim maquetes, uso de luz e sombra e outras traquitanas que exigiam um pouco mais de imaginação do que algumas layers de Photoshop para serem exportadas para o After Effects - não tô dizendo que modelar 3D, e inserir efeitos visuais de computador seja fácil, mas é automatizado, exige pouca criatividade.

A Industrial Light & Magic começou assim, na ponta da inovação, e foi o principal motivo do nome George Lucas ainda estar tão em alta no mercado do cinema, mesmo após quase três décadas do fim da Trilogia Original. A criação da empresa é quase mítica, assim como o surgimento de praticamente tudo na década de 70 - desde algumas vertentes do rock, ao cinema explosivo, realista e violento de Coppola, Scorcese e DePalma. Em 1975, George Lucas a criou para fazer os efeitos revolucionários de Star Wars - Uma Nova Esperança, após reunir alguns amigos numa garagem e enchê-la de miniaturas de naves, simplesmente por ter certeza que, na época, não existia empresa boa o bastante pra tornar real sua fábula espacial.

Bom, o resto é história… a iniciativa deu tão certo que anos depois ela já era a maior empresa de efeitos visuais do planeta, e hoje possui 15 Oscars de efeitos visuais na bagagem, e outros 14 em outras categorias técnicas, além de cerca de 250 filmes com efeitos sob a batuta dela. Filmes como E.T. - O Extraterrestre, O Exterminador do Futuro (sabe o T-1000?! então…), Uma Cilada para Roger Rabbit, Jurassic Park, Indiana Jones e muitos outros clássicos…

Mesmo que no momento a empresa tenha se focado inteiramente em 3D e computação gráfica, perdendo aquela pegada inovadora de outrora - além de ter recebido a concorrência pesada da WETA, criada por Peter Jackson sob circunstâncias parecidas com as da IL & M, e usando as técnicas similares as dela em seus primórdios -, a empresa ainda se mantém como a mais importante do ramo no mundo.

 

Duvida que o passado da empresa foi mais inovador? Veja o praticamente didático vídeo acima, que mostra como eles fizeram uma cena clássica de Star Wars. Ao invés de CGI - como foi Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith, totalmente filmados em ambientes digitais, o que deu um certo ar artificial - foi utilizada uma câmera em alta velocidade indo de encontro a uma superfície de papelão e uretano, montada sobre uma caminhonete em movimento, pra dar aquela sensação de velocidade.

 

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Outra mostra? A classicaça abertura da série, com um resumo da história subindo num letreiro deslizando no espaço, não foi feito no Premiere usando técnicas simples e que levam alguns minutos para ficarem prontas. Foi feita analogicamente, com uma câmera num ângulo especial, deslizando sobre uma lâmina de cerca de 1,80.

Mas, como George Lucas é um cara inquieto, ele criminosa e mercenariamente atualizou todos os efeitos da trilogia original, utilizando técnicas computadorizadas - e ainda tornou Han Solo um cara menos foda…

No site da revista Wired - que fez uma matéria especial sobre a empresa - tem mais efeitos dissecados, é só clicar no link abaixo!

 

[Via Wired e Gizmodo]

2 Comentaram...

Gilmarzinho disse...

Bah, o cara era um gênio!
Não acredito que estes créditos iniciais foram feitos assim! Vou chegar em casa e assistir o DVD que tenho faz dois meses e não ví ainda. huhauhaua

Té.

bloganimazonando disse...

a computação gráfica foi o caminho natural dos efeitos visuais, não tem jeito.

é legal olhar pro passado e ver como se resolvia as coisas naquela época, mas é que nem olhar para o passado de várias outras coisas, como dos games por exemplo, é legal ver como resolviam certas tretas, mas hoje essas coisas não são precisas.

concordo que varias ocisas feitas hoje não precisam de CGI e o resultado da maioria dos efeitos é insatisfatorio, mas a computação gráfica leva às telas o que está na imaginação dos realizadores, e isso é o mais importante, filmes como Avatar conseguem mostrar que hoje em dia se pode fazer tudo com o computador, então porqu enão fazer?

além do mais a WETA já é a maior e mais competente empresa mais de efeitos do mundo, tanto é que eles foram responsáveis por Avatar e por outras revoluções anteriores como Senhor dos Anéis e King Kong, eles só não tem a mesma história e peso que a ILM.

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