segunda-feira, 31 de maio de 2010

Avatar José Renato

Aliens vs. Predator

 

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Se existe alguma franquia cuja existência eu não entendo, é Aliens versus Predador. Claro que tem a explicação racional: as duas franquias pertencem à Fox e tal, e teve brincadeira no segundo filme do Predador com a cabeça de Alien lá no final, mas as duas não se encaixam em termos de universos. Alien era um filme de terror no espaço, Predator era um filme que era mais engraçado por conta das ultra-machezas do que qualquer outra coisa. Então qual o propósito da união?

Eu nunca li nenhum dos quadrinhos, mas os filmes provam que é tudo uma questão de grana, já que o primeiro e terrível filme dos dois alienígenas mais queridos do cinema foi bem sucedido o suficiente pra ter uma sequência. Por outro lado, o filme também prova que em cinema, onde é preciso pelo menos ter uma certa coerência, o crossover não funciona.

Felizmente, para nós, gamers, videogames geralmente não necessitam de grandes histórias, desde que sejam divertidos. Aliens vs. Predator já tem um certo currículo no mundo dos games, desde o velho Jaguar (sim, Aliens vs. Predator não é coisa nova nos games não!). Mas os mais famosos e melhores são AvP, de 1999, desenvolvido pela Rebellion Games, e AvP 2, de 2001, pela Monolith Productions. Os dois games foram aclamados pelas críticas e pelos gamers de maneira geral, já que combinavam três campanhas distintas em uma única experiência. O ano de 2010 viu a Rebellion reaver os direitos da franquia e produzir um tipo de reboot/remake dos games pros consoles da atual geração e pro PC, e novamente põe o jogador na pele de um predador, de um alien, e de um pobre coitado humano que tem que se virar.

 

HISTÓRIA

Agora lançarei um desafio, caros leitores: se vocês conseguirem tirar algum sentido da história desse jogo, mandarei um cookie pelo correio pra vocês. Analisemos cada campanha:

O coitado do humano tem sua nave-mãe destruída por uma nave dos predadores, que surge do nada. Ele e sua equipe de soldados então caem num planeta que estava sendo explorado pela companhia Weyland-Yutani, cujo líder, nosso corajoso pau-pra-toda-obra Lance Henriksen (tem que pôr comida na mesa, né?!), estava pessoalmente supervisionando. A companhia havia descoberto uma pirâmide bizarra de uma antiga civilização de predadores que ali viviam, e por algum motivo também estavam criando Aliens em cativeiro. Dito isso, nosso pobre coitado terá que enfrentar hordas de Aliens para escapar desse planeta e impedir os planos, quaisquer que sejam, da companhia.

O Alien que você controla não é um qualquer, é um Alien resultado de criação em laboratório pela companhia, mas foi um pouco mais esperto: todos os impregnados tinham tubos em seus peitos para que os Aliens já ficassem presos ao nascer, mas esse nasceu, entrou de volta pro peito do cara para enganar os cientistas e nasceu "de novo". Não conseguiu escapar, mas conseguiu a atenção do nosso querido Lance Henriksen, que marcou um enorme número 6 em sua testa e o manteve como um "personal Alien". Eventualmente, as ações na pirâmide fazem cair toda a energia da base, e você consegue escapar. Seu objetivo? Não faço a mínima idéia, mas envolve matar muitos soldados no caminho.

 

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Eu já vi essa cena antes...

O Predador é o mais bizarro, porém o que mais faz sentido. Nesse planeta, tem soldado humano a dar com pau, e mais uma porrada de Aliens. O Predador desce lá pra fazer o que faz melhor: a caça. Tem um pouco de encheção de linguiça, com uma história sobre recuperar artefatos perdidos da civilização, mas isso é só uma desculpa pra que o Predador tenha uma cutscene removendo sua máscara e mostrando sua cara feia.

Pois é, a história é totalmente descartável e nenhum jogador vai dar a mínima importância pra ela. E o pior: além de não fazer muito sentido, as três campanhas terminam com cliffhangers. Eu lá quero saber o que acontece depois dessa zona? Por outro lado, os cliffhangers dão a entender que a sequência se passará no mundo dos Aliens. Se isso acontecer, e a sequência for um jogo bem melhor, isso será muito bom.

 

GRÁFICOS

AvP mostra-se competente na parte gráfica. A iluminação é muito bem trabalhada nos corredores para a criação da atmosfera que se veria em Aliens, por exemplo, e as texturas são muito detalhadas, particularmente nas cavernas. Há uma certa falta de variedade quanto aos níveis, mas os que lá estão são bem feitos. O pessoal que possui as mais novas placas de vídeo que utilizam a nova API da Microsoft, DirectX 11 (NVidia GTX 470 e 480, ATI Radeon HD 5450 em diante) podem utilizar o executável DX11 para poder ligar alguns efeitos novos, como o "Tesselation", que faz os modelos de Aliens ficarem mais "redondinhos" (ou seja, mal dá pra notar a diferença).

 

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Bons efeitos de iluminação

O jogo é competente graficamente, mas não vem sem problemas técnicos. A decisão de permitir apenas que o pessoal que pode usar DX11 ligue o anti-aliasing é um tanto quanto questionável. Testando o executável DX11 na minha placa (que funciona apenas em DX10), obtive terrível variação de framerate, que não acontece no executável DX9. Com DX10 não há nenhum ganho notável na qualidade de imagem para se ter uma performance tão desigual. Outro problema são os modelos de personagem e as animações. Os aliens e predadores são bem detalhados, mas os modelos humanos parecem bonecos de plástico, e nem possuem sincronia labial com as vozes. Ocasionalmente, as animações também ficam esquisitas, como durante a campanha do Alien em que um Predador aplicou um de seus "brutal kills" em mim, e ao invés de terminar a animação, o Predador simplesmente me jogou pra frente e a tela de "Continue Checkpoint" apareceu do nada. Faltou um pouco mais de tempo em desenvolvimento para polir melhor as facetas gráficas.

 

SOM

O som de AvP é praticamente copiado e colado dos filmes. Se você já assistiu Aliens, de James Cameron, vai instantaneamente reconhecer o sonzinho do detector de movimentos e do fuzil de assalto. Os sons dos Aliens e dos Predadores também são diretamente tirados dos filmes, e funcionam. Infelizmente, a música não é tão memorável, e às vezes ela aparece em momentos inoportunos, quebrando o clima de suspense. Atuação de voz é terrível, com a exceção de Lance Henriksen, que é o único com alguma experiência de atuação aqui.

 

JOGABILIDADE

Como o jogo é dividido em três campanhas distintas, vamos pela ordem, começando pelo soldado humano. A campanha humana é basicamente aquele velho esquema de FPS inspirado em Half-Life, sem nenhuma surpresa, funcionando mais como um tutorial para as outras campanhas. O soldado, que é chamado apenas de Rookie, vai passar de 2 a 3 horas de jogo sem falar uma palavra, enfrentando hordas e mais hordas de Aliens, e hordas e mais hordas de andróides, que agem como o típico infante descartável de qualquer outro jogo de tiro. Durante essas parcas horas de jogo, você tem acesso a algumas armas bem genéricas, uma pistola, um fuzil de assalto, uma escopeta, um lança-chamas e uma metralhadora. Você só pode carregar duas armas mais a pistola, assim como em qualquer FPS pós-Halo, e a metralhadora ocupa os dois espaços. O jogo também utiliza um sistema de vida como o de Chronicles of Riddick. Três retângulos brancos são sua barra de vida. Se você tomar dano, cada retângulo vai sumindo, e se um deles sumir por completo, você precisa usar um stimpak para se curar. Se ele não sumir por completo, se regenera sozinho.

 

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Eu nunca achei que uma 12 fosse uma arma eficiente contra monstros que sangram ácido...

A variedade de inimigos é praticamente zero. Você vai enfrentar Aliens. E mais Aliens. E um pouco mais de Aliens. Pra dar um mínimo de variedade, alguns Aliens preferem cuspir ácido de longe ao invés de te atacar mano-a-mano. Felizmente, enfrentar os Aliens é divertido, já que eles não são estúpidos. Sua velocidade e agilidade permitem que eles possam atacar o jogador por qualquer lado, andar rapidamente pelo teto, atacar pelas costas, e são rápidos o suficiente para evadirem sua mira. Grupos de Aliens são especialmente perigosos, e atacá-los de perto é potencialmente fatal, já que os malditos sangram ácido. Os Aliens também são a oportunidade que o jogador tem de aprender um pouco do sistema de combate corpo-a-corpo do jogo, que é bastante como um "pedra-papel-tesoura". Você possui ataques leves, ataques fortes e o bloqueio (o humano possui apenas os ataques leves). O bloqueio pode parar ataques leves, mas não os fortes. Para cortar um ataque forte, usa-se um ataque leve. Você vai utilizar mais isso nas campanhas do Predador e do Alien.

Enfrentar os andróides, infelizmente, é muito mais chato, e algumas decisões de design questionáveis vão ser notáveis aqui. O soldado não pode agachar. Isso mesmo, um jogo de tiro em que você não pode agachar atrás de alguma cobertura! Como um ex-atirador do Exército Brasileiro, eu tenho certeza que qualquer serviço militar ensina os soldados a agacharem. Que sentido faz isso? Isso faz você ficar mais exposto aos tiros dos andróides do que deveria, e dificulta muito o serviço. Eles também sabem exatamente onde você está o tempo todo, e sua IA também é terrível, já que eles ficam parados num lugar atirando em você. Simplesmente não é divertido enfrentar esses caras. Também não ajuda que dois tiros deles te matam.

 

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You are one ugly motherfucker...

A campanha do Predador é facilmente a mais divertida. O Predador possui todos os aparelhinhos legais do filme, como o dispositivo de camuflagem, e os modos de visão térmica, e utiliza de um mix de combate corpo-a-corpo, o seu canhão de plasma, e ação furtiva estilo Hitman. Como na campanha humana, você só vai enfrentar Aliens e soldados humanos, e infelizmente, os andróides também.

Contra os Aliens, você precisará usar as lâminas que possui nos braços, já que os Aliens podem sentir seu cheiro mesmo se você estiver camuflado. O mesmo sistema de combate é utilizado, com a introdução dos "brutal kills". Basicamente, o Predador é um caçador e colecionador de troféus. Os "brutal kills" permitem que você mate o inimigo com uma animação bem gore e bem mais divertida, arrancando a cabeça do inimigo, ou removendo a boca interna de um Alien no braço. Infelizmente, o combate corpo-a-corpo contra os Aliens rapidamente se torna repetitivo, e as mecânicas não são tão legais de se usar, e não condizem muito bem com a natureza dos monstros em questão.

Já a parte divertida é caçar humanos. Para tal, você vai utilizar de seu equipamento de camuflagem. Um botão de "focus" permite que o Predador pule alturas enormes para observar os inimigos do alto de árvores e do teto das construções, e os modos de visão térmica ajudam a saber a posição dos inimigos humanos facilmente. Depois disso, você pode distrair os guardas, separá-los, com um dispositivo que replica sons e faz parecer que eles vieram de onde você apontar. Então, é hora de coletar cabeças. Não ser detectado é importante, pois o Predador é relativamente frágil contra fuzis de assalto, e morre facilmente sob fogo de múltiplos inimigos. Infelizmente, os soldados humanos pertencem à escola Metal Gear Solid de vigilância, já que se você for detectado, vá pra longe o suficiente e os soldados esquecem que acabou de aparecer um Predador que arrancou a cabeça de um de seus colegas ali mesmo. Mas o momento enquanto eles não te detectam, é a parte mais divertida de todas as campanhas. Mais pro final do jogo, você vai encontrar de novo os malditos andróides, e não pode usar o aparelhinho de distração neles, fazendo com que eles sejam mais chatos do que na campanha humana.

 

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Shhh... quietinho, ou vai alertar os vizinhos

As armas de fogo tem uso limitado com esses estilos de jogo. O canhão de plasma tem aquela famosa mira do Predador, que é facilmente detectada pela IA, e isso juntamente com o fato de que assim que um soldado te detecta, todos sabem exatamente onde você está, faz você não usar muito o canhão. Você possui também minas de proximidade que você pode deixar no caminho para explodir inimigos, mas essas não possuem nenhuma utilidade no jogo. As outras armas são um disco que funciona como um bumerangue, e pode ser usado para matar múltiplos inimigos, e um tipo de lança que você pode jogar a grandes distâncias e mata inimigos instantaneamente. Você usará mais essa última contra os malditos andróides que não podem ser separados.

Por fim, a campanha do Alien é a mais difícil e a mais chata de se jogar. A jogabilidade do Alien é praticamente Splinter Cell versão monstro. Você deve se esconder nas sombras para se esgueirar pelos corredores e evadir ou matar brutalmente os inimigos humanos. Você possui outro método de distração, não tão eficaz quanto o do Predador, mas que ajuda, soltando um silvo bem alto para fazer um alvo ir investigar e se separar dos outros. O Alien também conta com velocidade inigualável para se locomover e escapar dos inimigos, pode emboscá-los de qualquer forma que preferir, já que tem a capacidade de andar em qualquer superfície, paredes ou teto, e também regenera sua vida sem necessitar de itens externos como as outras duas raças.

 

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Nada mais TRUE do que um empalamento

As mecânicas de controle e furtividade do Alien são todas problemáticas, a começar com o movimento. O Alien se move rápido demais. Isso às vezes pode atrapalhar quando você quer movimentação precisa para se esquivar de ataques ou fugir se detectado. Poder andar em todas as superfícies também costuma ser mais confuso e possivelmente induzir dores de cabeça em pessoas que sofrem de vertigem ou labirintite. Mesmo que o jogador não tenha problema nenhum, às vezes você pode mudar tão rapidamente de perspectiva que pode se perder nos cenários.

Se esgueirar pelas sombras também não é fácil com o Alien. O único indicador de que você está escondido nas sombras é o seu cursor do mouse, que fica com as cores invertidas quando você está escondido. O problema é que ele tende a ser randômico. Muitas vezes eu me escondia em completa escuridão, no teto, e o cursor ainda ficava claro, somente para eu ir pra algum outro lugar um pouco mais claro e o cursor se inverter. Outro problema é que, durante algumas fases que se passam em lugares mais escuros e corredores, você pode usar seus ataques com o rabo para destruir as luzes do lugar e criar mais esconderijos, porém, metade do jogo se passa em plena luz do dia, e não dá pra apagar a luz de qualquer que seja o sol do planeta estranho, certo? Essas fases se tornam desnecessariamente difíceis, quando combinadas com todos os outros problemas.

A falta de variedade de inimigos também é frustrante. Os Aliens só irão enfrentar um Predador como chefe final da campanha, e durante todo o resto da missão, enfrentarão apenas soldados humanos e os já mencionados andróides. Ocasionalmente, um humano desarmado pode estar numa determinada sala, e você pode fazer um Facehugger aparecer do nada e grudar na cara do infeliz, o que não faz sentido algum, já que você não está perto de ovos nem de uma Rainha em nenhum lugar no game.

 

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Cadê a Sigourney Weaver nessas horas?

Todas essas três campanhas irão tomar, no máximo, 6 horas de seu tempo, e todas elas se passam nos mesmos corredores fechados tirados diretamente do filme Aliens, uma floresta estranha e umas ruínas de uma antiga civilização dos Predadores, o que torna o game mais monótono ainda. Para alguém que queira um pouco mais de conteúdo single-player, o jogo possui um modo chamado Survivor, que coloca um soldado humano isolado em algum lugar e o obriga a enfrentar hordas de Aliens até a morte. Tem potencial para ser divertido, mas o problema é que o jogo possui apenas 2 mapas para Survivor. Quando você tem outros jogos que oferecem muito mais conteúdo...

 

FATOR REPLAY

O jogo não oferece nenhuma possibilidade do jogador ter vontade de jogá-lo novamente. O modo Survivor não possui mapas suficientes e rapidamente se torna enfadonho, e as campanhas não oferecem nada de novo, a não ser alguns colecionáveis que não oferecem nenhuma recompensa, e uma tabela de pontos mostrada após cada fase da campanha, juntamente com um título (os mais altos sendo General para os humanos, Elite para os Predadores e Queen para os Aliens) que aumenta conforme a dificuldade jogada e alguns outros fatores, como número de inimigos mortos, número de vezes que o jogador morreu, ou número de stimpaks usados. Isso vai importar apenas aos muito perfeccionistas.

 

PRÓS E CONTRAS

- História sem sentido algum, completamente absurda

+ Iluminação e texturas muito bem trabalhadas

+ Modelos dos Aliens e dos Predadores são legais

- Modelos de humanos quadrados e sem sincronia labial

- DX10 tem impacto de performance não condizente com efeitos visuais

- Anti-aliasing restrito a quem tem placas de vídeo de última geração, com DX11

- Animações cruas e bugadas

- Atuação de voz terrível e música que aumenta de intensidade nos momentos errados

+ Lance Henriksen

+ Efeitos sonoros diretamente retirados do filme Aliens

+ Campanha humana possui algumas armas divertidas para se matar Aliens

+ Muito divertido colecionar cabeças como Predador

- Campanha do Alien é difícil pelos motivos errados, tornando-se chata

- Sistema de combate corpo-a-corpo é estranho enquanto está neste universo de jogo

- Falta de variedade absurda

- Extremamente curto

- Apenas 2 mapas para o modo Survivor

- Fator replay nulo

 

CONCLUSÃO

Minhas constatações são que, para cada ponto positivo do game, vários pontos negativos vêm junto, levando a experiência toda para baixo. Há diversão aqui, e a campanha do Predador certamente vale a pena ser jogada, mas não esperem nada de muito surpreendente ou de alta qualidade aqui. Recomendo o antigo AvP 2, da Monolith, para se notar um dos únicos bons usos deste crossover.

NOTA: 5,5

12 Comentaram...

Paulo Roberto [Em Paralello] disse...

Eu quse baixei esse jogo e fiquei na dúvida. Apesar dele não ser mto bom pelos gráficos acho que até vale a pena jogar.

Vou jogar para ver...

Daniel disse...

Tem que postar Análises de jogos de outras plataformas também sem ser só de pc.

José Renato disse...

@Daniel

Infelizmente, como já deixei claro em outros posts, não possuo nenhum console. Então, só se o Filipêra arrumar mais um redator de games para cobrir os consoles.

Pense de outra forma: a grande maioria dos games lançados para PC também são multiplataforma. AvP mesmo foi lançado também para 360 e PS3. Eu só não poderei cobrir os exclusivos.

Leandro disse...

Olha, eu joguei com Humano e com Alien e estou jogando com Predador agora e achei o mais divertido até agora o Alien.
Eu acho louvável o caro autor procurar "história" num shooter, onde na minha opinião o que importa mais são outros fatores. É compreensível que não façam um brutal kill diferente para inimigo que se mata no jogo, isso acontece com qualquer jogo.
A jogabilidade com o Alien é um pouco estranha, mas rapidamente eu me acostumei. Esse tipo de jogabilidade e similar ao jogo Portal, onde as idéias pré-concebidas de um shooter não fazem muito sentido. O que quero dizer é que a pessoa que vai jogar tem que estar com a "mente aberta" para novas possibilidades.
O jogo em DX11 é muito melhor acabado graficamente que em DX10 e tem alguns bugs gráficos chatos. Novamente, na parte do Alien, quando se faz o "harvest" de um humano e ele estiver perto de uma parede, o bicho vem do meio da parede para grudar na cara do infeliz e isso não ficou bom.
Enfim, acho um excelente jogo se você busca diversão. Como as campanhas são curtas faz com que a pouca variedade de inimigos não seja tão ruim assim, e ainda tem o modo multiplayer que deve ser ainda mais divertido.
Acho injusto dar 5,5 pra esse jogo. Acho que ele passaria raspando com um 7.

José Renato disse...

@Leandro

Pode discordar de mim o quanto quiser, mas existem sim shooters com boas histórias, ou pelo menos com boa apresentação das histórias. Sugiro que procure por Max Payne ou Half-Life 2 se quiser uma boa história num shooter, ou procure por Crysis e o Modern Warfare original para uma história cheia de clichês, porém melhor apresentada.

Como eu notei no review, não joguei em DX11, mas procurei por screenshots, e sinceramente, não notei diferença, exceto pelo Anti-Aliasing (ainda acho ser um ponto muito negativo privar os usuários de DX10, que por enquanto são a maioria, de um recurso que todos os outros jogos possuem).

E sim, divertido em partes o jogo é. Mas diversão mediana para mim garante uma nota mediana, e nota mediana é 5.

Leandro disse...

Eu concordo que o Half-Life, Max Payne, Cryses e outros tem histórias melhores. Mas também acho que história não é o mais importante num shooter. Se eu quero jogar com história, eu jogo um RPG...

Não consigo achar a diversão mediana. Aliás, medir "diversão" é muito complicado. Me desculpe, não quero exageradamente defender o jogo e nem criticar o seu review mas a impressão que passa é que você está exaltando mais o que não lhe agradou nos seus reviews. Eu já tinha notado isso em outros reviews seus, como no Batman, onde você faz grandes críticas ao Unreal Engine e isso, pra maioria das pessoas que jogam, não faz tanta diferença assim.

Por favor, não me entenda mal. Opinião é individual.

José Renato disse...

@Leandro

Eu sei que história não é o mais importante num shooter, mas já que boas histórias em shooters existem, porquê não utilizá-las como padrão?

Quanto a exaltar mais a parte negativa, discordo completamente. No review de Batman: Arkham Asylum eu disse que não gostava da UE3, porém, o game fazia ótimo uso dela. Dei nota 9,5 ao Batman, e com razão, por todo o conjunto do game e principalmente o mais importante, o fator diversão. Você pode ter gostado mais de AvP do que eu e discordar de mim, como é de direito seu, mas eu exaltei exatamente o que achei que havia de bom e de ruim. E não é porquê a maioria das pessoas que jogam não prestam atenção em tudo que eu, como reviewer, não devo prestar.

Mas é claro, textos opinativos são assim mesmo, uns discordam, outros concordam. Só quero que fique claro o meu critério.

Diego disse...

O jogo tem multiplayer online? Duvido que seja chato de jogar assim, com a possibilidade de criar uns mapas e tal. Imagina só, vários predadores, humanos e aliens matando uns aos outros!

Quanto aos filmes, não acho que a série AVP seja incoerente. Acho que as duas franquias foram bem retomadas, em comparação com os fracos Alien Ressurrection e Predator 2.

gabrielcipolla disse...

Minha opinião: todos os problemas esta na pressa de ganhar dinheiro das empresas que fazem os jogos e se preocupar mais com a publicidade do que a criatividade, por isso vemos jogos curtos cheios de erros e sem historias consistentes. Essa para mim é a grande verdade.

José Renato disse...

@Diego

Tem multiplayer sim, mas não é bem assim. Não tem criação de mapas, e os modos são todos "Um predador caçando vários humanos" ou "Alguns humanos sobrevivendo contra ondas de Aliens". Nada de três raças se enfrentando no mesmo mapa não.

José Renato disse...

@gabrielcipolla

Concordo plenamente. Veja, por exemplo, o negócio de DLCs, no qual as empresas removem um pedaço do game já pronto só pra lançar cobrando 5 dólares a mais no dia do lançamento do próprio game!

Daniel disse...

@José Renato entendi. Eu tenho playstation 3 e a maioria dos jogos que você resenha eu já pude jogar. De qualquer jeito continuarei sempre aqui lendo todos os post. Já que gosto do blog de vocês... abraço

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