domingo, 22 de agosto de 2010

Avatar Voz do Além

Huxley, você venceu

A sempre inteligente Thahy traduziu uma das tirinhas mais interessantes dos últimos tempos, daquelas de fazer fãs de sci-fi pularem das cadeiras. Ela traça um paralelo entre as distopias apresentadas por George Orwell e Aldous Huxley, em suas obras mais conhecidas - 1984 e Admirável Mundo Novo. Enquanto Orwell via um futuro repleto de aparelhos repressivos, Huxley via algo mais profundo e perigoso, onde toda a nossa capacidade de resistência seria aos poucos minada e soterrada. Embora ferramentas de controle estejam sendo criadas, o futuro de Huxley já até deixou de ser futuro, ele é o presente.

 

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[Leiam o restante no Intensidade, vale muito a pena]

10 Comentaram...

@tksheep disse...

As comparações se estendem a além disso, não lembro quais. Mas a última é a maior de todas, a quantidades de informações a sensação de inaptidão para lidar com o fluxo delas realmente leva a passavidade '-'

Pandora disse...

Desde a primeira vez que li Admiravel Mundo Novo há quase dez anos atras que vivo angustiada pela iminencia de tudo que ele anuncia... Sempre me pergunto se ele um escritor ou um profeta e repito de mim para mim mesmo, quase como um mantra e quase diariamente (sem brincadeira): "Admiravel mundo novo que contém gente assim..."

Moziel T.Monk disse...

Há um artigo famoso de Asimov que critica pesadamente "1984" como ficção científica, basicamente pela inviabilidade técnica de se monitorar todos os cidadãos como propôs Orwell. Pessoalmente sempre vi a história mais como alegoria política e uma feroz crítica a regimes totalitários. Como comentaram no site indicado, há um pouco de ambas as obras hoje, a depender de qual realidade estamos tratando, já que em um país de regime autocrático é mais provável que o cenário tenda a se parecer com a distopia Orwellliana. Já a realidade da maioria dos países ocidentais tende a se assemelhar com o "admirável mundo novo". E do jeito que a coisa tá andando, qualquer um que cite Shakespeare acabará sendo considerado um "selvagem"

Panthro disse...

São meus dois livros favoritos. Sempre achei que 1984 estava pro comunismo assim como Admirável Mundo Novo estava pro capitalismo.

E o Asimov estava errado. Vc não precisa vigiar todos os cidadãos. Vc só precisa que eles saibam que estão sendo vigiados aleatoriamente e que a pena é enorme. O medo faz o resto.

Marcelo disse...

Nem se precisa vigiar tanta gente. Grande parte da humanidade é reacionária mesmo. Ou conformista. Ou simiesca. Diria que grande parte do Ocidente aderiu alegremente ao Admirável Mundo novo, e olha que nós hiper-estimamos aquilo que chamamos de ocidente, um conjunto de nações que há 60 anos estavam causando a morte de 70 milhões de pessoas em uma guerra estúpida e desnecessária(Se é que existe uma diferente).
Grande parte do Oriente aplaude sonoramente as tiranias Orwellianas de fundo religioso.
Grande parte do Oriente, e mesmo da África e das Américas nem saiu ainda da Idade Média do pensamento humano.
As pessoas que discordam se superestimam. A verdadeira maioria da humanidade é uma maçaroca simiesca estúpida e indolente . Ou medrosos. Ou raivosos e medíocres. Nem preciso dizer, ando pessimista quanto ao destino da humanidade.

Diego Maia disse...

De arrepiar até os cabelos do zaralho...

Leonardo disse...

Acho que o está acontecendo é um pouco dos dois mundos destes livros. Existem drogas que nos intorpencem a mente(TV, moda, música, químicos e etc), como em Admirável Mundo Novo. Há também a eterna vigilância, as políticas reacionárias, o uso da froça para dominar os mais fracos, como em 1984. Ambos são mundos onde se faz a lavagem cerebral, onde há dominação das massas. Quando há alguém que vá de contra ao sistema, ambos são apagados do sistema.
Arrisco a dizer que cada vez nos aproximamos do mundo cyberpunk. Onde o mundo caminha para um lugar onde só vai existir dois tipos de pessoas, os que estão nas grandes corporações e os que estão fora dela, e lutando contra ela.

Kossmann disse...

Esse quadrinho é genial. Fiz a tradução dele já faz mais de um ano, mas diferente da Thahy, traduzi ele por inteiro. Se quiserem dar uma olhada: http://www.interrogacao.org/2009/07/entretendo-nos-ate-a-morte/

Também traduzi todos os outros quadrinho do Stuart McMillen, autor dele, que são muito legais também. Estão todos lá no site se vocês quiserem ler.

Gilmarzinho disse...

Espetacular!
Sempre defendi o Huxley nas discussões de bar, hehehe.

O mais legal foi a referência ao comercial do Macintosh, no quadrinho sobre a censura das informações (http://www.youtube.com/watch?v=OYecfV3ubP8). Comercial este que foi dirigido por ninguem mais ninguem menos que Ridley Scott!

Té.

Cezar Berger Junior disse...

Já disseram acima, ninguém ganhou de ninguém, tudo depende da realidade que vivemos. Vai na Coréia do Norte e vê se a realidade deles tá mais pro Huxley ou o Orwell!

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