
Bom, nós não somos seres de sorte. Nosso país tem uma série de contradições bizarras: possui a amada Zona Franca de Manaus, mas tem uns impostos lindos pra todos os eletrônicos considerados supérfluos pelos nossos digníssimos governantes. Como vocês estão gordos de saber, videogames são supérfluos, coisa de nerd desocupado, segundo nossos governantes. Então uns bons 60% de impostos caem em cima deles (se Eu estiver errado me corrijam, por favor).
Isso tudo só pra preparar vocês pros valores oficiais dos produtos Xbox chegando ao Brasil. De um lado comemoremos (Eu passei dessa fase de comemorar), ao menos as grandes corporações encaram o Brasil como um mercado sério, apesar de todos se amarrarem em dizer que somos piratas natos. Mas por um lado é pernicioso para a concorrência, visto que existe uma certa fixação de preços pelo fabricante oficial, geralmente bem caros. E não se engane com esse lance de concorrência leal, depois que alguma corporação entra oficialmente no mercado brasileiro, ela trabalha pra importadoras simplesmente diminuírem o ritmo das vendas ou aumentarem os preços.
Por isso não me assombrei ao ver o Kinect - o ex-Projeto Natal, aquele treco que te transforma num controle - custará R$ 599 por aqui quando chegar às lojas no dia 18 de novembro, mesmo sendo trago pela própria Microsoft. Nos EUA ele foi lançado ontem e está sendo vendido por US$ 150, o que convertendo as doletas e tudo o mais, dá uma boa margem de lucros pra Steve Ballmer & Cia. Os games para o sistema custarão R$ 149, e a empresa soltou uma lista de três já disponíveis: Kinect Sports, Kinect Joy Ride e Kinectimals; Dance Central chega no fim do mês. Por enquanto, o Kinect só aceita comandos em inglês e espanhol, mas a Microsoft prometeu suporte ao PT-BR “em algum momento do ano que vem”.
Um lance que muitos têm comentado é quanto ao espaço necessário para se jogar com o Kinect. Alguns que testaram falaram 2 metros de distância, o que pode ser um problema pra quem mora em apartamento ou casas pequenas. A Microsoft rebateu dizendo que com 80 cm o sistema funciona muito bem, e chega a perfeição com um metro. Obviamente, quanto mais espaço melhor, principalmente se jogar com mais pessoas.

Outro aparelho da empresa que chega é o Xbox Slim. Pra quem não sabe qual a dele, é um Xbox menor, do tipo que faz quase nenhum barulho e com HD maior. É… mas o preço continua naquela situação dos Sem-Sorte. Vamos a ela:
* Xbox 360 Slim 4 GB + Alan Wake + Forza 3 + cabo HDMI: R$ 1.299
* Xbox 360 Slim 250 GB + Alan Wake + Forza 3 + cabo HDMI: R$ 1.899.
* O kit Elite atual, de 120 GB, com outros dois jogos e cabo, teve um corte de R$ 200 no preço, e agora sai por R$ 1.399.
Para a alegria dos donos da Caixa X ficar completa, finalmente a Xbox Live estará entre nós. A partir do dia 10 de novembo, mais precisamente. Finalmente pontos de venda online aceitando cartões nacionais, Visa e Mastercard, e com preços em reais. São três opções de venda: pelo próprio Xbox, e pelo site Xbox.com… ou no varejo, com preços mais caros! Veja os preços [divulgados pelo Pablito Miyazawa]:
Online
1 mês – R$ 15,00
3 meses – R$ 39,00
12 meses – R$ 89,00
500 pontos – R$ 12,50
1000 pontos – R$ 25,00
2000 pontos – R$ 50,00
5000 pontos – R$ 125,00
Loja (Card)
3 meses – R$ 55,00
12 meses – R$ 129,00
1500 pontos – R$ 49,00
4500 pontos – R$ 145,00
Para quem já usa a Live americana, existirá um esquema especial de migração. Gamertag, conquistas, amigos e essas coisas inerentes ao perfil serão mantidas com a migração. A assinatura contratada e os MS Points também. Maaaas, quem for fazer a migração deve ficar esperto. Os games vendidos na Live, bem como DLCs e essas coisas, ainda precisam do carimbo do Ministério da Justiça pra serem comercializados por aqui, então é possível que parte do conteúdo comprado não possa ser baixado novamente por algum tempo. Então, o conselho é baixar e fazer uns backups. Qualquer dúvida é só ligar para 0800-761-7454 (ou 4706-0900 em SP).

É isso aí… agora é só dançar na frente da TV, baixar jogos na Live e gastar dinheiro com caixas pretas silenciosas!
[Via Puro Pop e Gizmodo]