terça-feira, 27 de outubro de 2009

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Capoeira Legends é como um Besouro dos jogos

 

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Após vermos como um capoeirista pode ser foda, no filme Besouro (não demora e tem resenha aqui no NSN), surge o game Capoeira Legends para dar aos gamers a chance de fazer algo parecido dentro dos videogames. A produção - de seis anos - é da brasileira Dansoft e vêm com gráficos 3D no nível da geração passada, o que não é pouca coisa visto a logística envolvida em criar algo assim.

A história é realmente similar a do filme, visto que você é um capoeirista que precisa defender sua terra de fazendeiros e militares. Para se livrar deles, logicamente, você precisa desferir golpes de capoeiras cinematográficos. Golpes esses inspirados em golpes reais; já que a produção contou com a consultoria do Mestre Vuê, fundador da Escola de Capoeira Água de Beber. A Dansoft ainda teve o cuidado de gravar toda as trilha sonora e sons de forma original, durante sessões de capoeira e passeios pela floresta.

Ao todo o game terá três capítulos, sendo que Path of Freedom é o primeiro. Os outros saem ainda esse ano, de acordo com a Dansoft, tanto em português, quanto em uma versão internacional, em inglês.

Existem também, prêmios aos jogadores que conseguirem cumprir os objetivos no menor tempo possível, que será marcado num ranking online. É possível baixar o jogo de graça no site do filme Besouro… e partir para treinar e, se você for realmente bom, fatura prêmios exclusivos do filme. É só entrar no site do filme, clicar em jogos online e depois em download do jogo.

Abaixo estão algumas imagens e um vídeo do game.

 

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Avatar Voz do Além

A Evolução da Humanidade segmentada

 

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[Via Treta]

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[Preview] Dodgem Logic, o fanzine de Alan Moore

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Colidindo idéias para ver o que acontece

Alan Moore já mostrou que pode tornar as histórias em quadrinhos um poço sem fundo de inteligência. E isso sem sair da sua terra, Northampton, que já foi inclusive personagem principal do seu único livro até o momento: A Voz do Fogo. Após desgostos com a DC Comics, fruto de problemas de licenciamento - coisa que uma batelada de artistas e roteiristas passam, só preferem não quebrarem contratos - ele decidiu fazer as coisas do jeito dele, abandonando inclusive seu selo exclusivo: o American Best Comics, ou simplesmente ABC.

Primeiro lançou sua obra pornográfica, Lost Girls, por uma editora independente, a Top Shelf; e agora vai ainda mais além e lança um fanzine. Sim, um fanzine de verdade, com papel de segunda típico dessas publicações, e tiragem limitada a cidade dele. O nome da obra é Dodgem Logic, e ficará à cargo da editora Knockabout, que já havia cuidado do último volume do seu clássico de super-heróis: a Liga Extraordinária.

Na lista de colaboradores da publicação, constam: Melinda Gebbie, esposa de Moore e artista de Lost Girls, Kevin O’Neill, artista da Liga, Graham Lineham, roteirista das série inglesas The IT Crowd e Father Ted, entre outros malucos que toparam subir a bordo (nomes como Josie Long, Aylett Steve, Dave Hamilton), como a galera do Gorillaz, que vai produzir material para a terceira edição da revista, em troca de uma ópera que Moore escreverá para a banda.

A periodicidade será bimensal, terá 40 páginas e o release você lê abaixo… uma obra-prima:

 

Linda e barata como uma prostituta adolescente, Dodgem Logic tem o preço de capa de £2,50 [R$ 7], e seu conteúdo é similarmente adequado ao atoleiro fiscal no qual estamos todos afundando. Colunistas regulares dão receitas deliciosas e de preço módico, conselhos médicos gerais, instruções simples para criar roupas e acessórios estilosos quase do nada, guias para cultivar seu próprio jantar sendo um jardineiro de guerrilha e, na primeira coluna sobre o meio ambiente de Dave Hamilton (The Self-Sufficient-ish Bible), a corajosa experiência de viver sem dinheiro.

Esta mesma abordagem de auxílio aos leitores que tem que lidar com o cataclisma sócio-econômico também estará em matérias vindouras sobre o ressurgimento do movimento dos squatters e nas cartas do povo steampunk/pós-civilização sobre a reconstrução da nossa cultura e sociedade antes que elas se percam por completo e nossos filhos se resumam a esmurrar-se com seus X-Boxes inutilizados numa disputa pelo último pacote de miojo.

Como brinde de primeira edição, que sai no mês que vem, a revista virá com um CD com músicas do último meio século da cidade natal do escritor. Northampton ainda ganha oito página dedicadas a ela na revista, que ainda terá um apanhado da história das publicações underground, que segundo Moore, tiveram suas origens no século XIII.

No fim das contas entenda isso como uma volta às origens de Alan, já que sua primeira obra, Embryo, surgiu no mundo dos fanzines. E ao longo de sua carreira ele voltaria a ele em alguns momentos, como seu tempo na Marvel inglesa.

Em entrevista recente para a revista de humor inglesa Mustard, Moore revelou alguns detalhes de sua nova empreitada, como o fato do nome do fanzine não querer dizer absolutamente nada concreto, sendo apenas um apanhado de idéias que ele queria usar no título de um fanzine de 1975, que acabou não indo à frente. Para ele, a Dodgem seria como uma imprensa alternativa e comunitária, para manter as pessoas informadas dos tempos malucos e insanos em que todos estamos vivendo, sem depender dos jornais locais, ou mesmo os nacionais. Tanto, que uma das idéias dele e de seu time de curadores, é incentivar a produção de fanzines similares em outras partes do Reino Unido… e do mundo, demonstrando um certo plano de dominação mundial na cabeça dele.

A inspiração dele veio da mídia underground e contra cultural dos anos 60, antes das explosões da década seguinte, e o amansamento de tudo nos anos 80, com o falso neo-liberalismo disfarçado de ditadura, perpetrada por gente como Margareth Thatcher e Ronald Reagan. Isso obviamente nos faz pensar em declarações anti-guerra ganhando corpo na revista, mesmo em tempos que Obama ganha Prêmio Nobel, demonstrando que têm certas pessoas que engolem iscas mais facilmente que outras.

 

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Moore entretanto ressalta que o trabalho beira a um manifesto sobre a Anarquia, sobre como viver completamente à margem da sociedade, quase que liso e sem nenhum grana, lembrando experiências similares feitas por John Zerzan, que viveu uma pá de tempo somente vendendo sangue e esperma e lucrando com isso. Mas no fundo no fundo ele não encara a sua obra como um grande manifesto político, sendo mais voltado para as aplicações humanitárias do anarquismo.

Logo a pergunta óbvia surge: por que não um webzine, ao invés de um fanzine? Certamente os custos seriam muitíssimo mais baratos, o alcance seria muito maior, e seria tudo muito mais fácil… O fato é que Alan Moore - e Eu - respeita o papel, pois bits são coisas intangíveis e meio que etéreas. Fisicamente eles não possuem valores mensurados, e não existem muitas pessoas que estejam dispostas a pagar por conteúdo online, e isso denota que ainda dão mais valor a livros e revistas físicos. E isso inclui dar mais valor ao que está contido dentro, no constante a informação que ele trás. Fora que webzines existem aos montes.

Os artistas e roteiristas escalados para serem curadores da revista receberam liberdade total para escreverem, segundo relatou Moore. E isso gerou coisas “obscenas e bizarras”… Não se deve dizer a Kevin O’Neill faça o que quiser, pois as coisas sairão dos eixos, afirmou ele com todas as letras. Melinda Gebbie fez um artigo sobre o fracasso do feminismo, e o espaço usado por ela será basicamente uma área rotativa onde mulheres poderão escrever artigos sobre temas que bem lhe quiserem, e a idéia do barbudo para o número 2 da revista envolve uma mãe adolescente e seus problemas domésticos. O CD em questão que acompanhará a revista se chamará Nação do Santos e será realmente um apanhado de coisas perdidas da música inglesa nos últimos séculos, especialmente canções que são tocadas em bares meio escondidos nos recônditos de Northampton.

Para a próxima edição, deve rolar um artigo sobre apresentações burlescas - que deve inclusive respingar na capa, fotografada por Mitch Jenkinson, com diversas damas em trajes sensuais. Tem também as páginas feitas pelo povo do Gorillaz, que Moore ainda não adiantou sobre o que serão - e provavelmente nem ele sabe, já que deixou claro que não existem planos rigorosos sobre o conteúdo a inserir na revista, preferindo seguir seus fluidos mentais.

Ao final, Moore reiterou que seus outros projetos - Liga Extraordinária: Century, seu livro Jerusalém, e seu livro de magia para jovens - não devem sofrer atrasos, embora ele tenha feito uma pausa estratégica nos textos de Jerusalém.

Agora é esperar… e torcer para que caia uma versão online!

 

Abaixo estão duas páginas da revista, possivelmente da seção quadrinhos dela:

 

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[Via Blending Cool]

Carga Explosiva 3

 

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O terceiro filme da franquia, que começou com Carga Explosiva e continuou com Carga Explosiva 2, é de longe o mais fraco dos três. Grande parte da diversão da série é o fato da história ser despretensiosa, servindo apenas como desculpa para as sequências de ação, assim como acontece em Adrenalina, também estrelado por Jason Statham. O problema de Carga Explosiva 3 é que o roteiro se leva a sério demais, com uma história de conspiração internacional. Enquanto nos primeiros dois filmes a ação era quase ininterrupta, neste acontecem intervalos muito grandes entre uma cena de ação e outra.

Outro vacilo da produção é a completa falta de criatividade do diretor Olivier Megaton. A maioria dos ângulos de câmera que ele usa já foram vistos em vários outros filmes de ação, não tem metade da inventividade do primeiro Carga Explosiva ou de Adrenalina. E, levando em conta que na história o motorista Frank Martin (Jason Statham) não pode se afastar do carro, Megaton perdeu uma ótima oportunidade de fazer sequências incríveis utilizando o veículo. Até mesmo as cenas mais empolgantes, como o carro andando só em duas rodas, ou pulando em cima de um vagão de trem, me deram a sensação de já ter visto aquilo em algum lugar.

Pelo menos a pancadaria, se não trouxe nada de novo, também não piorou em relação aos outros dois filmes. É sempre divertido ver Frank Martin lutar, principalmente pelo fato da principal arma dele ser o próprio terno, que ele usa para desarmar ou sufocar os inimigos. Pena que este filme não apresenta nenhum personagem bizarro para Frank Martin enfrentar, como a loirinha de Carga Explosiva 2, que só andava de lingerie pra cima e pra baixo.

 

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O roteiro peca ainda por tentar desenvolver demais os personagens, perde-se muito tempo em diálogos desnecessários entre Frank e a garota que está no carro com ele. Na maior parte dessas cenas, a única coisa que eu conseguia pensar era "quando é que ele vai bater em alguém?". Filmes com roteiros interessantes e personagens bem trabalhados são sempre bem vindos, mas a série Carga Explosiva não é e nem deve ser assim. Infelizmente, parece que os roteiristas Luc Besson e Robert Mark Kamen (que também escreveram os outros dois filmes) esqueceram disso em Carga Explosiva 3.

 

The Transporter 3 (França, 2008)

Diretor: Olivier Megaton

Duração: 100 min

Nota: 6

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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Hackers criam esquema para uso de Bluetooth para o DS

 

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É fato que os consoles da Nintendo geralmente virem secos de recursos multimídia e outras coisas do estilo que alguns gamers adoram. Ainda bem que os hackers fazem as coisas que os executivos da Nintendo gostam de fazer posteriormente… geralmente cobrando aquela graninha malemolente.

Gordan Savicic e Gottfried Haider, dois hackers, fizeram exatamente isso, e criaram um módulo Bluetooth para o Nintendo DS, coisa que a Nintendo nunca fez - graças ao WiFi, deve-se acrescentar. O módulo é do tamanho de um cartucho de DS normal, e permite ao aparelho se conectar a coisas como GPS, smartphones e pequenos robôs.

A má notícia é que o adaptador só funciona com aplicativos homebrew - ou aplicativos piratas, na visão da Nintendo - que são feitos por entusiastas em programação que são fãs do aparelho utilizando kits de desenvolvimento não-oficiais. Os hackers ainda lançaram uma biblioteca com itens de programação para facilitar quem gostaria de fazer coisas similares. Mais detalhes das especificações, os componentes, e protocolos estão disponível no site oficial do projeto, que levou dois anos para ficar pronto.

 

[Via Geek]

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Web 2.0 - Erros e Acertos - Um Guia para seu projeto

 

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Para a maioria de vocês leitores, a internet é um advento recente. Muitos que aqui nos prestigiam nasceram pós anos 80 e por tanto, a web só se tornou uma realidade bem mais recente, logo após a popularização de fato na virada do milênio.

Para vocês, as mudanças rápidas na internet são incorporadas naturalmente e não os surpreende, porém, para muitos como eu que pegaram o comecinho lá atrás quando ela chegou aqui, cara demais e acessível apenas para quem podia pagar (tive a sorte de ter uma tia com grana sobrando e que havia resolvido adquirir na época o mais novo status da classe média), essas mesmas mudanças espantam um pouco.

Temos assim um espaço de tempo de praticamente quinze anos, e nele vimos os parcos sites em HTML que achávamos o máximo se multiplicarem igual ao milagre dos pães e peixes. Não faltou alimento para o gosto pessoal de ninguém! Vimos a chegada dos CSS que nos fez exclamar: ohhhhhhh! Para não muito tempo depois sermos surpreendidos com a linguagem em Flash e mais ohhhhhhhhhhhs.

Até o belo dia em que um burburinho começou a se espalhar rapidamente, falavam de uma tal Web 2.0, me lembro que a primeira vez que ouvi o termo pensei: Será que é difícil entender o que é? Mas descobri fácil que o termo era para designar uma nova forma de fazer a coisa acontecer, ia além do belo e da rigidez pragmática, era o conceito definitivo creio eu, para a liberdade tão almejada.

Vimos então a inovação acontecendo diante dos nossos olhos e a incorporamos com a mesma velocidade em que acontecia, a web deixava de ser a professora distante que só ensinava e passava a agregar o que seus usuários tinham à oferecer. Nasce assim uma troca constante, finda-se os limites e regras ditados por uns poucos e enfim surge de fato uma rede mundial de computadores, interligados, onde quem da vida a ela são tanto as empresas que desenvolvem as ferramentas necessárias, como os usuários que começam a dizer o que gostam e o que não gostam.

E para contar mais sobre quem faz a Web do “lado de lá”, teremos essa semana o lançamento do eBook: Web 2.0 - Erros e Acertos - Um Guia Prático Para o Seu Projeto, do professor Paulo Siqueira, mestrado em Engenharia de Software pelo IPT e que trabalha para a UNICEF, no Paquistão, como Gerente de TI.

Nele, o professor presenteia a todos que se interessam pelo assunto, com relatos das suas experiências pessoais na criação e desenvolvimento de projetos para a Web; mais do que um guia didático é um daqueles pequeninos tesouros que tropeçamos pelos bytes da vida e que agradecemos aos deuses da internet por terem colocado em nossos caminhos!

O eBook será lançado no dia 30 de outubro sobre licença Creative Commons e o NSN fará parte da extensa rede de blogs amigos que irão no dia divulgar e dar as boas vindas a essa ótima iniciativa do professor Paulo Siqueira que gentilmente compartilhará com todos nós que fazemos o “lado de cá” da Web, seus conhecimentos.

 

Twitter do Prof. Paulo Siqueira

Post oficial do lançamento no blog Mobilidade

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(500) Days of Summer

 

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Os nerds são os salvadores das comédias românticas. Ou eles, ou os pervertidos de plantão. Só consigo pensar nesses dois grupos de pessoas quando lembro das minhas comédias românticas favoritas. Facilmente pode-se listar os Irmãos Farrely e o seu Quem Vai Ficar Com Mary?, Diablo Cody escrevendo Juno, Owen Wilson e sua turma no engraçadão Penetras Bons de Bico, e por que não toda a carga loser de Steve Carrel em Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada. Tirando os nerds e os pervertidos sobram filmes do naipe de Como Perder um Homem em 10 Dias, chato do início ao fim. Quando uma comédia se salva sem estar nas mãos de um desses grupos, é por pouco, como é o caso de Hitch.

E (500) Days of Summer se tornou uma das três melhores comédias românticas EVER pra mim, junto com Procura-se Amy e O Virgem de 40 Anos, dois supra sumos dos filmes nerds românticos. E o faz por méritos próprios, não precisando chupinhar elementos dos filmes de Judd Apatow e Kevin Smith. De cara a sua estrutura narrativa já o diferencia de 99% das comédias românticas com sua linha dramática absolutamente previsível: um cara conhece uma garota, eles ficam juntos, se desentendem e tudo deságua num final com eles juntos (ou separados, é a única coisa não-tão previsível assim). Com 500 Days rola exatamente isso, mas usando uma narração única, com conteúdo que o aproxima dos livros de Nick Hornby.

Para isso, o diretor Marc Webb usa uma série de recursos que não se vê em um diretor estreante todo o dia - antes de dirigir 500 Days, ele dirigiu inúmeros videoclipes. Primeiramente ele pega todos os acontecimentos da história, e os quebra sem dó, a exemplo de Woody Allen em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa. Para facilitar a vida de quem tá vendo, existe um contador indicando qual dia dos 500 está sendo narrado na tela, com as cores ao fundo nos mostrando como tá o clima entre os dois. Dessa forma aquela narrativa ascendente contínua, que terá seu momento de queda para depois subir novamente para o clímax, típica dos filmes do gênero, é passada de uma forma inteligente, que permite uma assimilação muito melhor sobre como é o casal, e do propósito do filme.

 

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Os 500 dias do título contam todos os momentos em que Tom (Joseph Gordon-Levitt, ótimo) buscou o amor verdadeiro… após conhecer a assistente do seu chefe, Summer (Zooey Deschanel, que além de excelente atriz é amável até o dedão do pé, passando pelos joelhos nodosos e pela forma como umedece os lábios antes de falar), que não acredita no amor, e nem em relacionamentos. Os dois conversam, e fazem coisas típicas de casal (sim, sexo também). Mesmo felizes, Tom quer mais, e é justamente aí que está o declínio na sua vida a dois!

Com essa história simples em mãos é natural que saísse um filme de Sessão da Tarde, mas Webb consegue utilizar recursos típicos da linguagem de videoclipes - alguns absurdamente geniais - para livrar o filme dos clichês do gênero e apresentar uma obra razoavelmente nova. Um desses recursos é um narrador onipresente que abusa da metalinguagem para criar um clima estranho e divertido. Outro deles é um momento de tela dividida: um lado com as expectativas de Tom em relação a ida numa festa dada por Summer, e o outro a triste realidade. São detalhes assim que tornam o filme tão apaixonante, que deixa até o mais solitário com vontade de ter experimentar uma vida a dois novamente.

O filme também acerta na escolha dos personagens secundários (uma das especialidades das comédias de Judd Apatow). Tom é o típico abobado, que apesar de divertido, tem poucos momentos engraçados. Por outro lado, seus amigos são os desparafusados que só dão conselhos idiotas que matam qualquer um de rir. Os colegas de trabalho dele - ele estudou arquitetura, mas ganha a vida escrevendo frases de cartões de datas comemorativas - são os típicos inúteis, e com exceção de McKenzie são dispensáveis. Também tem a irmã dele, que não passa de uma adolescentes, mas dá conselhos como gente grande.

Incrivelmente o filme consegue ter ainda mais atrativos do que uma narrativa construída de forma inteligente, e toda não-linear. No geral ele está mais para romântico do que para comédia, mesmo sendo recheado de momentos engraçados. As cenas em que os dois estão juntos, as descrições do relacionamento deles feitas por Tom, toda a química do casal… é tudo feito com o intuito de apaixonar qualquer um. Com muita competência, deve-se acrescentar. Quando faz comédia, também se sobressai, como no desfile de Tom pós-primeira transa, que consegue homenagear Curtindo a Vida Adoidado e Star Wars ao mesmo tempo (e conseguir meu definitivo respeito logo depois).

 

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No fim de (500) Days of Summer, a frase escrita no cartaz do filme faz todo o sentido: Essa não é uma história de Amor. É uma história sobre o Amor. É daqueles filmes que podem te deixar pra cima… ou até pra baixo, tudo depende do que você se põe a lembrar. Essa é a diferença entre o amor e a paixão… O fato é que esse ano - ou talvez em muitos anos - você não vai ver uma comédia mais romântica!

 

(500) Days of Summer (EUA, 2009)

Diretor: Marc Webb

Duração: 95 min

Nota: 9

domingo, 25 de outubro de 2009

Avatar FiliPêra

Geladeira indestrutível de Indiana Jones vira uma action figure

 

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Estava bem Eu na pré-estréia de Indiana Jones e a Caveira de Cristal quando o arqueólogo entra numa geladeira, uma bomba nuclear explode, e ele sai dela algum tempo depois (após voar como um foguete) como se nada tivesse acontecido. Entre gritos de Mentira e Vão tomar no cu, roteiristas de merda surge um espertinho e fala: A geladeira é de chumbo, babacas, não explode!. Não é nem preciso dizer que voaram almofadas na direção do maluco…

O fato é que a cena é tão bizarra que acaba de ser eternizada. A geladeira ascendeu ao status de personagem e virou uma action figure de 30 cm, custando 175 doletas 1e uma produção limitada a 600 unidades. Existe, é claro, um boneco do próprio Indy e alguns acessórios, como uma caveira de cristal.

O lançamento é no primeiro trimestre de 2010, da Sideshow Toys.

 

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[Via Omelete]

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Curativos do Reino dos Cogumelos

 

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Bom, se você é do tipo de pessoa corajosa o bastante para perpetuar seu DNA e ter filhos, esses Band-Aid têm a sua cara. São Band-Aid do Reino dos Cogumelos para colocar sobre as feridas que seus filhos com certeza devem arranjar nas travessuras com os filhos travessos dos seus vizinhos evangélicos.

Cada lata, que custa 4 doletas, tem 15 curativos, com coisas como cogumelos, os bizarros Gumbas e bombas voadores, além daquelas plantas vermelhas carnívoras chatas pra cacete. Existe um aviso no site que o produto contém borracha de látex natural, que pode causar reações alérgicas, então fique esperto se a perna do moleque ficar inchada e empolada. Clique AQUI para comprar…

PS: Não há registros de substâncias psicoativas derivadas de cogumelos nos band-aid.

 

[Mais uma dica da lindinha da Letícia Roese]

Avatar Colaborador Nerd

O Lobisomem mostra suas garras

Por Murilo Andrade, do Humorragia 

 

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Depois que os vampiros voltaram à moda era só uma questão de tempo até os lobisomens retornarem aos cinemas. E parece que será em grande estilo, em um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos. O remake do clássico da década de 30 traz Benicio Del Toro como o homem que ao visitar à casa do pai é mordido por um lobisomem, sendo amaldiçoado também.

Além disso, O Lobisomem promete ter uma transformação ainda mais impressionante do que a do Lobisomem Americano em Londres, mesclando a técnica vencedora do Oscar de Rick Baker à efeitos digitais. Mas o monstro será hominídeo, e não um grande lobo como no filme do George Landis. E o filme será sombrio, como todo filme de terror tem que ser.

Agora é torcer para a Universal tomar vergonha na cara e ressuscitar os seus outros monstros consagrados, como a Múmia e Drácula. Faz falta mesmo esse terror clássico nos cinemas.

 

[Via Cinema & Afins]


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