terça-feira, 13 de abril de 2010

Como os mangás suplantaram os comics

 

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Existe muita gente que não gosta de mangás. Inclusive aqui no NSN, onde o Felipe Storino odeia e sempre tem um leitor que comenta nos posts que eu e a Beatriz Paz escrevemos sobre o assunto: "Esses mangás já encheram o saco!", ou variantes, invés de fazerem o óbvio que é pular para o próximo post e desejar a nossa morte. Ao contrário do que eles torcem, os mangás ainda não deram sinal de ser só uma onda passageira. Muito pelo contrário, crescem cada vez mais, em diferentes países. Um dos lugares onde o crescimento deste tipo de quadrinho foi maior, foi nos Estados Unidos. Lá, os gibis nipônicos se tornaram mais vendidos que os comics, os quadrinhos americanos. Claro que quantidade de exemplares vendidos não é sinônimo de qualidade, senão o Paulo Coelho seria um escritor de grande talento, mas isso reflete a atual indústria norte-americana de quadrinhos.

A primeira coisa a falar é: já passou a época em que nomes como Frank Miller e Chris Claremont vendiam milhões de exemplares. Hoje, o grande público não compra comics e por uma razão simples. Eles possuem cronologias infinitas que requerem do leitor um conhecimento enciclopédico sobre cada personagem que só os nerds estão dispostos a obter. Mesmo assim, se o cara ficar um ou dois anos afastado dos gibis, demora muito até conseguir se situar de novo. Está certo que existem as minisséries da Vertigo e outros gibis com histórias fechadas, contudo elas só são comercializadas nas gibiterias, conhecidas como comic stories, e este tipo de loja é evitada pelo grande público americano, porque ele as considera redutos de nerds (o preconceito ainda existe). Por incrível que pareça, um produto que deveria ser voltado para a massa, acabou se focando a um público pequeno e restrito. E isso só piora se pensarmos que muitos leitores antigos abandonaram esses gibis. Não que a DC e a Marvel não se esforce para trazê-los de volta. Vira e mexe ressuscita personagens antigos com a mesma velocidade com o que os mata de novo.

Os mangás fazem sucesso em inúmeros países, mas os Estados Unidos foram um dos poucos que tiveram o material da casa superado pelo dos japoneses. Na França uma edição de Naruto vende 100 mil exemplares, enquanto uma de Asterix e Obelix, anual, com folha e impressão colorida que a deixa extremamente cara, vende milhões. Isso é óbvio. Os mangás não refletem a realidade e o modo de vida de franceses, italianos, portugueses, espanhóis e etc. Por isso os mangás nunca superarão o material local, que conhece o seu público. No Japão, os mangás vendem milhões de exemplares e os mais famosos são alçados ao posto de best sellers, pelo mesmo motivo de refletir a forma de pensar japonesa. Mas os Estados Unidos isso não acontece. Gibis voltados para outro povo superam os comics e isto demonstra o quanto os quadrinhos americanos se afastaram do cidadão comum americano.

 

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Enquanto isso, os mangás, pincipalmente os que tinham a versão animada exibida na TV, começaram a fazer um grande sucesso e a conquistar fãs. Em um tempo que o formato de capítulos encadernados em um volume conhecido como tankoubon, a distribuidora Viz decidiu lançar a versão local da maior antologia de quadrinhos japonesa e revista mais vendida do mundo, a Shonen Jump (para quem não sabe, no Japão a publicação de mangás se dá pelas antologias com vários títulos diferentes, tendo cada um estes um capítulo publicado por semana. Há antologias mensais, mas o padrão é ser semanal). O lançamento da Jump foi duramente criticado pelo fato dele ser mensal, enquanto original japonês é semanal. Para os fãs isso acarretaria lapsos cada vez maiores de serialização entre ele e a Jump nipônica. O que eles não sabiam era que a Viz estava disposta a mudar a forma como são distribuídos quadrinhos. Uniram as séries de maior sucesso do momento, que estavam ou estiveram sendo exibidos na televisão americana e, ainda mais importante, conseguiram grande presença nas bancas de revistas, ao contrário dos comics, que partiram de vez para as comic stories.

Dentro da mesma edição, que poderia ser encontrada em qualquer banca, estavam Dragon ball, Sandland, Yu Yu Hakushô, Shaman King, One Piece, Yu-Gi-Hô! e Naruto. Todos eram os mangás mais vendidos dos últimos anos. Mais de trezentas páginas de mangás de sucesso por meros US$4,95 dólares. Enquanto os comics eram vendidos por US$2,50, mas não tinham nem um terço do tamanho. Não deu outra: só a primeira edição vendeu mais de 300 mil exemplares e conseguiu atrair fãs de super-heróis.

 

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12 edições da Jump americana por US$4,95 e 24 edições de diferentes quadrinhos americanos a US$ 2,50 lado a lado.

A Shonen Jump americana abriu novos espaços para as vendas de mangás e conquistou milhares de leitores para este tipo de quadrinho. Hoje a Shonen Jump é a publicação de quadrinhos mais vendida, batendo os lançamentos da principais editoras americanas do ramo, a DC e a Marvel, o que levou a Shueisha, empresa que publica Jump japonesa e a Shogakukan, a comprar a Viz. Graças a este lançamento os mangás cresceram ainda mais em popularidade.

Não estou afirmando com este post que os mangás são superiores aos quadrinhos americanos. Mas o porquê de um quadrinho basicamente de e para japoneses superar um feito de e para americanos. A DC e a Marvel deveriam parar de focarem um só público, parar de tentar provar que é melhor que a outra, e manter a sua própria identidade. Eu tenho sérias dúvidas se alguém realmente compra algum gibi da Marvel Mangá pra ser mais exato. Não será absorvendo características dos mangás e fazendo megassagas em mais de 50 revistas que os comics superarão os mangás em sua própria casa.

 

[Maximum Cosmo e Comics 212]

segunda-feira, 12 de abril de 2010

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[#ErotikaFair] A arte erótica de Jacques Gassmann

 

Ao dar de cara com um dos quadros do artista plástico Jacques Gassmann, a primeira coisa que se pensa é: “Caraca, quero colocar isso na minha sala”. Suas pinturas são simples, mas daquelas que são pretensiosos no tom certo. Basicamente elas têm gente copulando, com uma certa ênfase artística em vaginas, e te fazem imaginar quanta gente pelada ele vê por dia pra compor aquelas imagens. Eu passei na frente da galeria dele no primeiro dia de Erotika Fair, mas acabei não trocando uma idéia com o cara, partindo direto pra perdição carnal da Erotika Hot.

No segundo dia cheguei mais cedo - meia hora mais cedo, na verdade - e resolvi fazer uma rápida entrevista. Jacques é um daqueles artistas clássicos, que prefere se concentrar na esquecida pintura, ao invés de se voltar para outros meios ditos mais modernos - e mais facilmente fazedores de dinheiro. Ao ser questionado do porquê ter escolhido o erotismo como principal tema dos seus trabalhos, ele é taxativo: “A Arte morreu! O computador praticamente tirou a criatividade dos artistas e transformou tudo num monte de colagens.” É difícil não concordar, mesmo não conhecendo profundamente as Artes Plásticas, como é o meu caso. Ele também aproveita e alfineta meio mundo de artistas. “Praticamente todos os artistas pintam paisagens, barquinhos; o tipo de coisa pra ter aceitação imediata. Percebi que pintar o que se gosta é mais prazeroso, no meu caso, sexo”.

Logo depois ele ri - ele é do tipo gente boa, mas que parece não rir muito - e mostra que ele mesmo às vezes dá um tempo na retratação do sexo, e pinta paisagens. Para provar isso, ele me mostrando uma régua de papel de 20 centímetros com quatro reproduções de obras deles: duas delas com jogos de futebol (um no campo e um na praia. O do campo parece ser um Corinthians x Palmeiras), um rio cheio de palmeiras em volta, e outra com flores meio psicopatas.

Seus quadros contém orgias em cores gritantes e por vezes desconexas. É o tipo de imagem interessante para se causar impacto e deixar aquela impressão forte na cara de quem o vê, ideal, justamente para decorar as salas ou consultórios dos mais saidinhos. Os preços dos quadros são direcionados exatamente para o seu público-alvo, o que quer dizer que eles não são baratos. Variam de 4 a 7 mil reais (chegando a 10 mil), que admitamos, valem a pena, principalmente comparados aos 12 mil de um dos quadros enfadonhos - mesmo que bem pintados - do Carlos Alberto Parreira.

Seus clientes geralmente são caras ricos, daqueles que não têm problema nenhum em ter imagens sexuais nos escritórios e nas salas - além de grana para desembolsar em telas. “Infelizmente a Arte não é para os pobres. Eles têm uma certa curiosidade ou espanto ao ver as minhas obras, mas realmente não as compram, provavelmente nem se tivessem dinheiro”, ele diz sobre seu público. Empresas do ramo sexual querendo obter obras eróticas sofisticadas, ou casas de swing buscando inspirar seus clientes são outros dos seus habituais compradores. Ele ainda diz que de vez em quando é contratado para fazer obras sob encomenda. Eu não me atrevi a perguntar se isso envolve ver donas ricas fazendo sexo com seus maridos, mas no momento da entrevista imaginei que deva ser por aí.

 

Pra terminar perguntei como tava o movimento na Erotika Fair. “Olha, o movimento tá bom, mas as compras nem tanto. Tem gente comprando, claro, e bem, mas tem muito daqueles guris de balada, que só olham os quadros e riem… a Arte não é pra eles” “Punheteiros?”, pergunto. Pela risada vejo que é bem por aí…

 

Se tiver a fim de encomendar alguma coisa do Jacques, é só mandar um email para jacques.gassmann@hotmail.com ou ligar para (0xx11) 9107-5255

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[#ErotikaFair] Sobrevivi ao primeiro dia!

 

Marca da Besta no pulso + drogas = essa foto!

Você sabe que está num lugar feliz quando entra numa cabine com duas gostosas tirando a roupa pra você… e bem, te deixando fazer qualquer outra coisa. Ou quando está a 30 centímetros de um piercing estrategicamente localizado e escondido numa ruiva maravilhosa que acabara de tirar a calcinha. É com certeza o tipo de experiência construtiva que se espera passar algumas vezes na vida adulta.

Mas logicamente que minha viagem a São Paulo se tornou divertida bem antes de ver alguns mamilos ao vento, ou coelhinhas sorrindo! Rolou toda uma preparação psicológica anterior, mesmo que não seja metade interessante como é a Erotika Fair - especialmente o Espaço Hot - em si. Depois de enfrentar 14 horas de ônibus (ia de avião, mas um amigo que ia de carro e me daria carona, tem uma mulher mala que passou mal - ou fingiu passar - um dia antes da viagem, e daí a passagem de avião já estava três vezes mais cara), e me hospedar em um albergue dos mais doidos e recheados dos gringos mais divertidos que já vi, me pus a traçar minha rota pra chegar até o local do evento. Com certeza teria me arrependido amargamente caso não trouxesse meu notebook, pois a internet do albergue é algumas vezes melhor que a minha, e isso só melhora, pois os gringos ou estão bebendo, ou tocando violão, ou lendo; internet pra eles não deve ser tão necessário.

Só um adendo: se você não é fresco paranóico com esse lance de privacidade, albergues são a oitava maravilha do mundo. Tem internet, água, comida, banho quente, café-da-manhã provavelmente melhor que o da sua casa, cama e festas! Fora uma gringaiada divertida e simpática, que são mais educados que a uns 80% dos brasileiros. Se meus planos se confirmarem, e Eu me mudar pra São Paulo, com certeza morarei num albergue por uns tempos. Tô no quarto teoricamente mais fudido de todos - e mais barato, o com seis camas - e em um dia já me sentia em casa.

 

Depois de traçar algumas rotas no Google Maps envolvendo metrô,caminhadas e ônibus; e anota-las numa agenda de 2006 com pouco mais de 10 folhas escritas (não tenho smartphone, e acabei de entender como eles podem ser necessários), eis que por volta das 17h40 parto pra Erotika. Antes paro numa lanchonete e como algumas esfihas, depois de passar por um jejum de mais de 24 horas.

Lá pelas 19h Eu tava chegando ao espaço dedicado ao evento, o Mart Center. No início, como sempre, me pus a fazer uma certa observação, e ver como as coisas funcionavam. Era basicamente um monte de lojas com produtos e serviços eróticos. Alguns espaços realmente eram bem chamativos, como o das Coelhinhas.net, com… obviamente coelhinhas semi-vestidas na porta. Outros eram interessantes, como um stand cheio de arte erótica com pêlos pubianos (nem sei se eram pelos de verdade, mas a idéia pareceu interessante). Mesmo que meu dever jornalístico me mandasse trocar uma idéia com esse povo, resolvi colocar o prazer em primeiro lugar.

Numa ala anexa ao pavilhão Business - gratuito e aberto ao público -  tinha o pavilhão Hot, cheio das atrações eróticas que realmente me tiraram do Espírito Santo. O ingresso era R$ 50… ou ter o nome na lista. Meu nome não estava na lista deles, mas em outra lista: Eu sou um dos painelistas do Erotika Video Awards, e bastou um flyer do evento, a indicação do meu nome na programação de terça, no Espaço Os Melhores de 2009 e Debates, somado a um RG com uma foto minha de 13 anos atrás com cara de marmota, que consegui o bendito carimbo no pulso e a minha entrada para o melhor da noite.

Chegando lá dou de cara com os blogueiros participantes da #spicyweekend: Bobagento, Anderssauro, Ivo Neuman, Rafagnomo, Não Salvo e Castrezana (deve ter mais gente…) babando na melhor atração da noite: Taty Oliveira. Ela é uma ruiva daquelas que parariam qualquer trânsito e estava iniciando um pai-de-todos-os-strips! É ela que é a dona do tal piercing do início do texto, e antes de mostra-lo a todos, ainda arranjou tempo de fazer um quebra-nozes com um cara que da platéia que ela chamou no palco; e levar ao palco um casal - e tirar a calça da mulher da relação. Coisa linda de se ver.

 

  

Algumas fotos não explícitas do strip da Taty…

Como cheguei tarde (e estou hospedado meio longe), não fiquei muito tempo vendo a exposição de arte erótica - que estavam muito boas, pelo pouco que vi - ou o estande BDSM, que até um cara fantasiado de cavalo tinha. Parti logo pra cabine Vouyer. O nome, na verdade, só expõe metade da verdade sobre ela. Vouyers são os caras que ficam de fora, olhando o que tá rolando dentro, onde uma ou duas mulheres fazem tudo com um ou dois caras, menos sexo!

Ainda na fila - mezzo grande, e andava na primeira marcha, por motivos óbvios - da cabine, pude ver o show fantástico das Fetish Dolls (mas fiquei apaixonado mesmo pela Taty). É um daqueles shows de strip memoráveis e selvagens (no link tem um vídeo com o show delas na Erotika do ano passado), com meninas do jeito que minha tara manda: tatuadas! Mas infelizmente era hora de sair fora, e logo depois de ficar na cabine resolvo ir embora!

Chegando de volta no albergue, crente que ia ver um filme e dormir, me deparo com uma festa reggae que lotou o albergue e nunca que me deixaria dormir. Fico na festa uns quarenta minutos, beijo duas gringas lindas e bebâdas, danço ao som de Bob Marley e em meio a fumaça de um monte de baseados; para logo depois ir pro meu quarto, organizar as idéias, escrever um pouco, e ir dormir…

 

Para o segundo dia (segundo dia pra mim, pois na verdade a Erotika começou na sexta), me planejei melhor, conheço a rota, e irei mais cedo… aguardem mais informes!

PS: Para as fotos realmente #NSFW, vá até o nosso Flickr, que logo o mais estarão todas upadas nele!

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Para de brincar com a comida, menino!

 

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Quem nunca ouviu essa frase? Quem nunca construiu uma torre de arroz ou fez uma cara feliz no prato de comida enquanto a sua mãe te dava um esporro falando que aquilo não era brinquedo e sim alimento? Aparentemente Kevin Van Aelst deve ter ouvido isso várias vezes. Mas não que ele se importasse muito.

Estabelecer um único significado para a palavra arte seria impossível, afinal, a arte é relativa. Você pode fazê-la com um desenho, sendo esse totalmente digital ou não, uma fotografia , uma escultura, Lego – leia o post sobre o Nathan e seus brinquedinhos – e, no caso de Kevin, tudo. Principalmente comida.

 

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Mas quem é esse Kevin e o que ele faz de tão especial? Bom, ele é formado em psicologia na Cornell University, já lecionou fotografia na Universidade de Artes de Hartford, Middlesex Community College e atualmente dá aulas na Quinnipiac University e na ACES/Educational Center for the arts high school program. Ah sim, ele também fotografa só para um dos maiores jornais da terra do Tio Obama, o The New York Times. Não conhece? Acho melhor jogar no Google...

O material favorito do cara é comida. E sua imaginação não tem limites, suas criações vão desde bolachas mostrando o fuso horário mundial, uma tabela periódica toda feita de Gummy Bears, uma impressão digital feita de Cheetos, um yin yang numa bolacha Negresco, até o número de Ouro reproduzido numa fatia de pão. No entanto ele usufrui de outros materiais como mouses, roupas, pedaços de teclado e até controles de Playstation.

Kevin define sua arte da seguinte maneira: “As fotos tendem a explicar a distância entre a grande imagem e as pequenas coisas da vida – as banalidades de nossa rotina, a as sublimes noções de identidade e existência” E pra você que acha que ele é só mais um maluco que nunca escutou a famosa bronca da comida vinda da mamãe e saiu tirando fotos, parabéns! Você captou uma das mensagens de Kevin.

Para ele é importante que as pessoas percebam o quão acessível a arte é “É tipo uma desmistificação do processo da arte, da idéia de que arte é uma coisa complicada e que somente pessoas estudadas e treinadas podem fazer. (...) Não era o meu objetivo principal, mas é importante para mim que as pessoas olhem para minhas fotos e digam – Qualquer um poderia ter feito isso se eles tivessem pensado a respeito antes.” E ainda complementa comparando seu trabalho com o de uma feira de ciências do ensino fundamental.

O interessante de Kevin é que ele não usa os meios convencionais da dita “arte”, porque, convenhamos, quando essa palavra surge na nossa cabeça, nunca que pensaríamos em dois donnuts fazendo mitose celular, num auto retrato feito com raspadinha ou em num Mapa Mundi entalhado numa maçã. E ainda ensina que talento, paciência e obsessão nos levam longe. “Por exemplo, eu não sei desenhar ou esculpir, mas sei colocar um monte de coisas juntas e fotografá-las.

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Por isso, não se sinta mal se você tem vergonha do seu “maravilhoso” boneco palito ou do seu cinzeiro de argila. Pense que a arte pode ser expressada de várias formas e com o uso de vários materiais.

Agora você já tem uma bela de uma desculpa pra quando não quiser comer aquele “delicioso” fígado acebolado da sua mãe.

Site oficial do cara

sexta-feira, 9 de abril de 2010

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Rumo a Erotika Fair e ao EVA Brazil 2010… fiquem felizes por mim!

 

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Crédito: Thiago Fenolio/Futura Press

Como alguns de vocês devem saber - principalmente os que me seguem no Twitter - estou viajando hoje rumo ao paraíso: fui convidado para ir a Erotika Fair (AKA a feira mais transada da América Latina) e ao Erotika Video Awards (onde serei painelista de um debate sobre pirataria e downloads), cujo o nome edificante é bem explicativo! Como Eu não sei as condições da internet do albergue onde vou ficar, não posso garantir que haverão posts semana que vem (botem a culpa no Felipe Storino também, que ia ficar como Editor-Assistente, mas sumiu…), mas posso garantir uma avalanche deles assim que Eu voltar, na sexta-feira que vem!

 

PS: Se você é paulista (de preferência, UMA paulista) e quiser dar um alô, é só mandar um reply ou DM pelo Twitter!

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O AnimES 2010 vem aí…

 

Cartaz oficial divulgação

Clique para ver maior e ter mais informações do evento!

O maior evento de animes/cultura japonesa aqui do Espírito Santo está chegando! Como em 2009 fizemos uma participação brilhante( AQUI, AQUI e AQUI), fomos convidados pelos organizadores a fazer uma cobertura do evento, com direito a um NozesCast sobre animes ao vivo! Como estou com um pouco de pressa, pois irei viajar em algumas horas (assunto para o próximo post), abaixo está o release com as atrações.

 

Atrações:

1- Sala de Cinema e palestra voltada para anime e Vampirismo.
Terão duas escritoras paulistas de livros de Vampiro dando palestra nos dois dias.
- Giulia Moon e www.giuliamoon.com.br
- Martha Argel

 

2- Campeonato de Cosplay

3- Museu memoria do Videogame
Breve historia.
Criado por Welington Andrade do Nascimento no ano de 2008, o micro museu memória do videogame, tem como objetivo guardar os mostrar e deixar a disposição do publico os diversos videogames e jogos eletrônicos, que já foram lançados e fizeram das diversões desde a década de 70.

Fundador
Welington, nascido em 02/04/1982 e jogador de videogames desde 1986 quando ganhou seu primeiro videogame, passou a colecionar e guardar seus videogames a partir do ano 2000, quando se tornou hobby conseguir videogames que já teve para guardar em coleção, até o ano de 2008 quando resolveu criar um museu de videogame para levar em eventos de anime.

O museu.
O micro museu memória do videogame conta hoje com mais de 17 consoles entre fixos e portáteis.

4- Bandas
Letal - Tocando de Cosplay de Metallica.
Chocolate Sensual
Bizarre Gods
Abreu Project (Banda de BH)

Kitsune
Akaband

5- Grupo Ravel Excalibur


6- Grupo Império
O Grupo Império foi criado no dia 20 de Maio de 2009 à partir da união de vários amigos com gostos em comum, como a cultura pop japonesa, games, cinema, colecionismo, música, assuntos gerais e etc. Os membros do Império geralmente marcam encontros nas residências de um dos membros ou algum local público como shoppings, eventos, praias etc.

Em eventos de anime há alguns meses o grupo vem combinando cosplays para montar apresentações com personagens de mesmo anime e surgiu em uma dessas combinações, a idéia da criação de um teatro com personagens do anime Inu Yasha, do qual todos do Império são muito fãs.

O Império começou com 14 membros e hoje já conta com 22 membros, mas nem todos ativos. Dentre eles alguns que já conquistaram títulos importantes dentro e fora do Estado na área Cosplay, como o Guga e a Grasie que venceram o YCC Duplas desse ano de 2010 no Anime dreams no mês de Janeiro. Inclusive Guga levando o 3º lugar de melhor interpretação do concurso.

Membros do Teatro Cômico:

Charlitto, Mou-chan, Guga, Grasie, Felipe Pizzin, Shinobu, Delin, Vinícius, Dherick, Giovana

7- MODA LOLITA [Nota do Editor: ISSO PROMETE!!!]
Desfile de moda Lolita e Gotic Lolita que sera realizado no evento.

 

É isso aí… até o dia 17 e 18/4, também conhecido como fim de semana que vem. Se for leitor do NSN, não deixe de falar com a gente!

Avatar Beatriz Paz

Grau26 – Um monstro chamado Sqweegel

 

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Imagine uma pessoa perturbada. Imagine uma pessoa mentalmente doente. Imagine uma pessoa tão flexível que parece não ter juntas ou articulações no corpo. Imaginou? Agora junte todas essas características e adicione o fato dele ser um serial killer que não deixa vestígios não importa o quanto você vire e revire a cena do crime. Ah sim, tem mais uma coisa: além de ser praticamente onipotente, onipresente e onisciente, ele não se encaixa em nenhum dos 25 graus de perversidade desenvolvidos pela polícia para catalogar os assassinos seriais.

Ele é pior do que isso. Para ele foi criado um novo grau na escala de perversidade. O grau 26.

Esse é o teaser da mais nova, e maravilhosa, obra de Anthony E. Zuiker – tá reconhecendo o nome? Que tal retroceder alguns tijolos amarelos e der uma lidinha nesse post aqui. Cuidado, o conteúdo não é agradável – e tem colaboração de Duane Swierczynski – sabe o Justiceiro, aquela pessoa fofa e delicadinha? Então, foi ele quem escreveu um dos volumes dele - que deu um passo a frente na famosa relação leitor/livro.

Grau26 é o primeiro Digilivro a ser lançado. Não ele não vira um digimon – tá, juro que não faço mais piada infame - , mas sim ele é digital. Agora você fala: “Tá, o ebook não é novidade.” Porém, jovem gafanhoto, quantos livros você conhece quem tem vídeos para complementar a história e um site teaser onde você tem que resgatar uma garotinha das mãos de um assassino em série?

Escala de perversidade

Primeiramente eu vou dar uma breve explicada sobre o que é essa escala de perversidade que eu citei nos parágrafos acima. Basicamente é uma lista que cita os tipos de assassinos já cadastrados nos computadores da polícia levando em consideração fatores neurológios e genéticos para a análise dos mesmos. São 22 tipos de criminosos classificados no total, que variam de desde uma pessoa que mata por auto defesa – que no caso seria o grau 1 -, até aquele que mata mas tortura – muito - antes tendo plena consciência do que esta fazendo, o grau 22. Mas ai vem o porém, se são só 22 níveis, por que diabos então o livro se chama Grau26? Simples, de acordo com a obra de Zuiker e Duane, 4 graus foram escondidos da população e já que o assassino do livro não se encaixa e nenhuma das categorias do índice então, é criado um grau novo de perversidade especialmente para ele. O grau 26.

História

Tom Riggins é um detetive de elite da polícia de Las Vegas e reúne uma equipe altamente treinada para caçar o pior serial killer já existente na história, o contorcionista Sqweegel. Seu nome teve origem logo quando sua onda de crimes teve início. Na verdade, Sqweegel é uma onomatopéia referente ao som de uma pessoa sendo retalhada, segundo uma criança. Vou explicar melhor: um dos primeiros assassinatos do antagonista teve como cenário um lava-rápido num bairro residencial, onde uma mãe foi retalhada e o filho de 4 anos assistiu tudo, pois estava no banco do passageiro. Quando interrogado, o garoto só respondia as perguntas com a palavra “Sqweegel” que seria o som do assassino retalhando sua mãe.

Detalhe, em mais de 20 anos atuando como assassino, Sqweegel nunca deixou sequer uma prova material em todas as cenas do crime. O cara é extremamente ousado a ponto de deixar bilhetes para os policiais, inclusive um deles foi colocado diretamente na mesa de Tom Riggins logo após o caso do lava-rápido, para que seu “jogo” não fosse difícil demais. Sua característica é usar um macacão justo de látex branco contendo somente dois zípers pretos.

Só mais uma coisa sobre o Sqweegel: ele filma todos os assassinatos e manda pra polícia, só que ele faz tudo em rolo de filme e guarda os originais na casa dele. E como todo o bom perturbado, ele assiste os filmes enquanto... Sim, ele faz isso mesmo que você esta pensando.

Os métodos de assassinato - e porque não dizer provocação - do antagonista do livro são ilimitados, vão desde de matar cavalos premiados, estuprar três jovens e os largar nus e sangrando na escadaria do colégio onde estudam, até explodir uma igreja com todos os fiéis, bispos e padres dentro. Tudo isso porque Sqweegel quer “brincar” com Steve Dark, um ex-agente da polícia de elite de Los Angeles, cuja família adotiva fora vítima do contorcionista – todos mortos com um tiro no rosto, o bebê de oito meses foi cozido no forno - e o único que esteve próximo de prendê-lo pois conseguia pensar como ele.

O que acontece é que, depois de um hiato, e de matar uma pessoa próxima do presidente dos Estados Unidos, Sqweegel volta a atacar, e Riggins precisa fazer Dark entrar no caso novamente antes que seja tarde demais. Mas Steve não quer nem ouvir o nome do assassino, o cara já tem uma vida normal com a mulher e seu futuro filho numa casa na praia. Eu não quero dar muitos detalhes da trama pra que vocês se sintam curiosos e leiam, eu recomendo muito, principalmente se você gosta de histórias policiais com antagonistas perturbados.

Uma coisa interessante é que a narrativa não fica somente em Dark e no seu psicológico. É tudo em terceira pessoa, mas Zuiker e Duane conseguem nos colocar dentro da cabeça de Riggins e Sqweegel, o que nos aproxima mais dos personagens, mas não nos entrega o ouro de bandeja. O legal é que ele te permite fazer uma interpretação do porquê o contorcionista de branco age do modo como ele age. Tá, tem clichê no meio, principalmente no final, quando é revelada uma das motivações do assassino, mas o legal é que essa mesma motivação foi usada de um jeito diferente.

Todos os personagens centrais se encontram numa situação “sufocante”! Dark tem que reviver seus traumas e fazer uma coisinha a mais que eu não vou dizer porque sou contra spoiler – relembrando que o caso do mangá do CSI foi uma exceção necessária -; Riggins tem que colocar Dark na investigação ou será morto pelas Artes Negras, uma organização secreta do governo americano que tem como função fazer as pessoas sumirem do mapa literalmente. E Sqweegel fica tomado pela ansiedade quando descobre que Dark voltou a persegui-lo, já que agora ele pode por seu “master plan” em ação.

No entanto eles podiam ser mais elaborados, achei que faltou um pouco de profundidade. Quer dizer, Sqweegel é a estrela do livro, mas eu acho que os demais componentes da trama mereciam ter um passado ou presente mais desenvolvidos. Para não ficarem meio que apagados, tá cada um tem o seu passado, como o Riggins e o seu problema com a família ou a pulada de cerca do Dark, eu só acho que eles não tem tanta presença quanto Sqweegel.

Interatividade e cyber bridges

Grau26 tem uma característica diferente da dos livros policias comuns. Ele possui um site oficial que contém vídeos complementares a história, só que os mesmos precisam de senhas - senhas essas que você encontra no livro e provavelmente na internet agora – para serem desbloqueados. Tudo o que você precisa fazer é entrar no site oficial do livro, mudar a linguagem e colocar os códigos. É interessante porque as cenas são curtas e ajudam no envolvimento com a trama. Fora que ver o Sqweegel se mexendo é bizarro.

Outra coisa que fizeram para promover o livro, foi um blog que retrata fatos não citados em Grau26 sobre Sqweegel, como a sua ambição de ser jogador de futebol, e também casos de psicopatas classificados na escala de perversidade. E trailers do livro foram colocados no YouTube junto de entrevistas com o elenco.

Por último foi criado o Jogo do Assassino onde você precisa salvar uma garotinha por adivinhar os enigmas propostos por Sqweegel. É curto, porém te ajuda a entrar no clima do livro. Claro que já colocaram todas as respostas do jogo na internet, mas se você for como eu e quiser quebrar a cabeça com as charadas, vá em frente. É um bom passatempo.

No geral, Grau26 é ótimo para quem gosta de uma boa história policial, com charadas que me lembraram Agatha Christie em O Caso dos Dez Negrinhos, um assassino totalmente perturbado e gosta de tentar entender o que se passa na mente de um psicopata. E para você que já leu o livro, viu a última cyber bridge, não entendeu nada e esta se perguntando se acaba por ali mesmo. Nada de pânico, o segundo volume de Grau26 vai sair este ano. Finalmente vamos entender qual é aquela do exame de DNA e da roupa preta.

 

Título: Grau26 – A origem

Páginas: 431

Nota: 9

Jogo do Assassino | Trailer do livro | Blog do livro | Site brazuca do livro

Avatar Beatriz Paz

Battle Raper II – Você não esta prestando atenção no título do post né?

 

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Pegue um jogo de luta, adicione garotas bonitinhas e curvilíneas com armas e espadas grandes, misture com efeitos em slowmotion para movimentações na região peitoral e pélvica, tempere com golpes que envolvem chutes na altura da cabeça e salpique roupas rasgando a torto e a direito a cada golpe bem dado. Pronto, seu Battle Raper II está pronto e rende algumas boas porções.

Agora sem o momento Ana Maria Braga da tarde. Essa “receita” contém quase todos os componentes do jogo para PC feito pela Illusion, a mesma empresa responsável por Artificial Girl e pelo polêmico Rape Lay – o objetivo do jogo é praticamente molestar uma garota dentro de um vagão de trem lotado; situação essa que, de tão infelizmente comum no cotidiano da terra do sol nascente, fez as mulheres japonesas exigirem um vagão 100% feminino. - que foi lançado em abril de 2005 e não tem ligação na história com o primeiro jogo Battle Raper.

A premissa do jogo é basicamente a seguinte, você é o personagem principal, Yuuki Kukami – é o único homem do jogo inteiro –, você é seguido por uma Succubus chamada Eliza, que eventualmente vira a sua espada – só eu pensei em Soul Eater agora? - e sua missão é encontrar o Elemento de Deus numa ilha. Pra isso você se junta a um dos três clãs existentes na história que tem o mesmo objetivo. Claro que a parte legal de tudo isso é ter de sair no braço com várias beldades e deixá-las nuas enquanto você luta… e dane-se o Elemento de Deus. Além das garotas, você também tem que derrotar os monstros existentes na ilha.

Sim, você leu certo, conforme você vai jogando e ganhando, as roupas das suas adversárias vão rasgando a ponto delas chegarem ao estágio da seminudez, ou entenda-se, ficarem só com os sapatos, adereços de cabelo, luvas, armas, etc. A jogabilidade é fácil e combos e especiais podem ser ativados sem você precisar se contorcer em três e projetar a sua língua para fora da boca a ponto de conseguir lamber a própria orelha. Cada personagem tem um movimento que não pode ser bloqueado, um especial e guarda infinita.

Extras, dicas e otras cositas mas...

 

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Beleza, você foi lá, lutou com a mulherada, percorreu a ilha toda deixando as chicas do modo como vieram ao mundo e achou o Elemento de Deus. Agora é só ver os créditos de encerramento com aquele sentimento maravilhoso de dever cumprido e satisfação. NÃO! É HORA DE EXTRAS!

Primeiro de tudo, Battle Raper II é um jogo de luta erótico, ou seja, além de despir, você faz outras coisinhas mais. Quando acaba o jogo no Story Mode vamos dizer que a garota que te acompanha durante a sua busca, te “recompensa” pelo trabalho bem feito. E sim, você entendeu direito. Já no Free Mode você luta contra um personagem escolhido pelo PC, vença 10 vezes com a mesma personagem para abrir roupinhas novas.

O Touch Mode te permite curar as feridas das garotas, sare os machucados da esquerda pra direita e consiga itens para desbloquear mais roupinhas. Agora o Replay Mode meio que funciona como um momento “remember”, em outras palavras, você pode ser recompensado por qualquer uma das garotas com as quais você já terminou o Story Mode. Se quiser um pouco de variedade espere as garotas se moverem sozinhas e é só aproveitar depois.

No modo Sexy Raper você tira fotos das beldades podendo mudar o cenário, o figurino, a expressão facial e o posicionamento dos olhos. Sem falar o ângulo da câmera ;D. O último modo, o Cape Raper, é basicamente a mesma coisa do Sexy Raper, só que com três personagens de Des Blood 4 e Biko 3. Você pode baixar esse modo de jogo no site oficial do mesmo, lembrando que tem que ter o programa que converte kanji, mas as garotas adicionais não podem ser usadas no Story Mode.

Agora deixo aqui para vocês dois trailers, um de Battle Raper II e outro do primeiro jogo da série, Battle Raper, pra você entender melhor do que eu estou falando… além de algumas imagens NSFW das duas edições. Ah, tem mais um detalhe, você pode também jogar Battle Raper II com um amigo, mas acho que sozinho é uma melhor opção.

 

 

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Site da produtora

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Avatar FiliPêra

O Evangelho Segundo o Opera - Parte 3: A Vida

 

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[Posts anteriores do Evangelho do Opera: Parte 1 | Parte 2]

Falemos dos recursos-irmãos do Opera Unite. Um deles é o Opera Turbo. Ele se destina a conexões lentas, ou sobrecarregadas. Caso não seja o seu caso, passe batido, pois ele não ajudará! Para ativa-lo - principalmente naqueles momentos em que uns cinco ou seis torrents estão detonando isso que você chama de conexão - é só clicar no ícone ao lado do Unite, lá em baixo a esquerda e ser feliz. Existem três opções: Turbo ativado, Turbo Desativado, e modo Automático; todos três auto-explicativos. Deixe marcada a opção de notificação de rede lenta, pode ser útil. O lance por trás do Turbo é que o site tem todo o processamento feito nos servidores do Opera e só então os pacotes de requisições devidamente processados são enviado ao seu computador. As imagens também são compactadas e perdem resolução (mas é possível ver alguma delas no tamanho normal, clicando com o botão direito sobre ela e escolhendo a opção Carregar imagem no tamanho original). Dependendo do nível de compressão - ele é indicado no ícone do Turbo quando ele se encontra ativado - os ganhos com velocidades em conexões lentas podem ser até de 6 vezes, o que muito alivia sua barra naqueles dias onde parece que tá tudo mais lento que lesma.

Ainda tem bastante coisa na Barra de Painéis: Notas, que funcionam como você pensa, com inclusão e exclusão de notas e tarefas importantes (Eu as usava para organizar tarefas importantes, mas as abandonei quando descobri as Notas Autoadesivas do Windows 7); Informações, que traz informações interessantes do site em aberto, como atualizações, links de navegação, certificado de segurança, codificação usada, scripits, CSS, etc, perfeito para desenvolvedores; Downloads, que dá acesso ao gerenciador de downloads do Opera; Histórico; e um ícone (+) para adicionar outros painéis.

 

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Falando em desenvolvedores, entre os aplicativos nativos do Opera existe o Dragonfly, que é como um Firebug, famoso plugin do Firefox. Ele depura uma página web, separando todos os elementos, como JavaScript e codificação CSS num módulo que pode ser editado tranquilamente, e em tempo real. É possível pegar uma página em desenvolvimento (ou completamente desenvolvida) e dar uma olhada nos erros dela, nos elementos que são carregados, cores, até mesmo itens criados com AJAX, manipular todos eles, e ainda acha-los no código-fonte da página. Rola também de apagar cada um deles, mexendo diretamente no HTML. De olho no futuro, foi incluído no Dragonfly um manipulador de itens de armazenamento, como cookies, armazenamento web, e futuros padrões presentes no HTML5.

Também é possível dissecar como cada requisição navegador-site é feita e qual método é usado - tipo POST ou GET - o tempo de duração da requisição e os possíveis erros. Mas como Eu não sou especialista no assunto, e aprendi um pouco só fuçando rapidamente o aplicativo, não vou me estender. Mas pelas opiniões que andei colhendo pela web à fora, ele fica acima do Firebug, principalmente pelo suporte de todo um time de desenvolvedores, e pelo fato de ser integrado ao navegador. Para quem não saca muito de desenvolvimento (Eu incluso), vale como curiosidade, como no momento em que descobri que existem erros no CSS do Blogger. Para usa-lo, clique com o botão direito em qualquer elemento em um site, e selecione a opção Inspecionar elemento.

 

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O banner do NSN depurado…

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…e os erros de CSS do Blogger

Creio que a nata dos recursos próprios do Opera estão acima, mas tem uma série de outros itens importantes presentes nele. Vamos a eles! As abas possuem visualização em thumbnails em tempo real. Deixe o cursor sobre ela e é possível ver o que tem nela rapidamente. Também é possível aumentar o menu de abas, e tornar todas elas em thumbnails, função que na minha opinião só é útil para quem tem um monitor realmente grande. É só dar um duplo clique abaixo de uma aba (ou guia, como é chamada no Opera) e pronto. Outro recurso interessante das abas do Opera, é a possibilidade de fixa-la no navegador, tornando impossível fechamentos acidentais (tipo no carregamento daquele vídeo sinistramente grande). É só clicar com o botão direito em uma aba, depois em Fixar Guia e tá feito!

Um recurso relativo a abas que foi incorporado tardiamente no Opera (o Chrome e o IE já o tem. Se bem que o Opera foi pioneiro na facilidade de deletar dados privados…) foi o de abas privadas - ou o chamado Porn Mode. Quando se cria uma aba nesse modo (clicando com o botão direito sobre uma aba e selecionando Nova Guia Privada) todas as as suas atividades nessa aba não terão registros; nada de cookies, nada de histórico, nada de nada. É interessante para quem divide o PC com alguém e não quer deixar registros de certas atividades - tipo os maridões que gostam de ver putaria de madrugada - ou não tem 100% de confiança num site,  principalmente com relação aos cookies dele, que podem esconder códigos de malwares.

 

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Preview de abas (inclusive uma em Porn Mode à direita)…

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… e abas como thumbnails!

Outro item interessante (e pioneiro, já que nenhum navegador o tem ainda) do Opera é sua integração a Super Bar do Windows 7. Somente deixando o cursor sobre o ícone do Opera na Barra, é possível gerenciar todas as abas, bem como vê-las em thumbnails em tempo real, através do sistema Aero. Outro esquema interessante com as abas, é a lixeira com as abas fechadas, que fica na extrema direita, na linha delas. Lá fica uma lista com todas as abas fechadas desde que o navegador foi aberto. Para acessa-la, é só clicar sobre o ícone da lixeira, e ver a lista de abas fechadas (ou abrir a última aba fechada pressionando Ctrl + Alt + Z (ao menos na minha configuração de atalhos).

 

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Integração com o Windows 7!

Também existe o esquema de Sessões, que gerencia um conjunto de abas, e as salva. Vou usar a mim como exemplo. Enquanto produzo para o blog, geralmente deixo aberto o Google Reader, minha lista de blogs obrigatórios no Delicious, o Google Translator, pra qualquer dúvida eventual com o inglês, e uma lista de trends do Technorati. Caso Eu quisesse abrir esse conjunto de abas todo o santo dia, seria só salva-la numa sessão, colocar o nome de Blog (ou qualquer outro) e pronto. E para cada atividade, uma sessão diferente, que abrem em janelas diferentes e funcionam em separado, sendo facilmente administradas. Para criar suas sessões, basta deixar abertas as abas que você quer que a componham, clicar no Opera Button > Sessões > Salvar Sessão. Ao salvar é possível tornar essa sessão padrão sempre que o Opera é iniciado. Logo abaixo dessa opção, existe outra que permite a gerência das sessões, sendo possível exclui-las, ou abri-las (em uma janela separada, ou na janela atual). Dentro dessa mesma janela de gerência de sessões também é possível abrir novamente todas as abas que estavam abertas na última vez que você fechou o Opera (a chamada Sessão Anterior), que é salva automaticamente. Também é possível tornar a sessão anterior padrão na abertura do Opera, parecendo assim que o Opera nunca foi fechado, gerando um fluxo contínuo no funcionamento das abas.

O Opera trabalha com atalhos de mouse, coisa que Eu considerava impossível de existir (também é possível controla-lo totalmente pelo teclado). Como Eu estou há certo tempo sem usar mouse, devido a compra de um notebook - e esses atalhos não são nada práticos com touchpad - não os uso mais, porém são de uma utilidade interessante. Eles funcionam com o botão direito somado a execução de um movimento com o mouse. Por exemplo, ao invés de apertar Voltar, basta pressionar o botão direito, mante-lo pressionado e depois executar um movimento em linha reta para a esquerda (apertar Z ou backspace também funciona). Para Avançar, é só fazer a mesma coisa, mas o movimento do mouse deve ser para a esquerda. Ao executar seu primeiro atalho de mouse, o Opera lhe avisará disso, e perguntará se deseja continuar os executando. Basta clicar em OK e pronto. Clicando AQUI você terá a sua frente a lista com todos os atalhos de mouse existentes para o Opera!

 

O Opera é o que se chama de software híbrido. Não é totalmente local, mas também não é completamente cloud. Várias das funções deles usam servidores da empresa para funcionarem em sua plenitude. Uma dessas funções é a atualização automática. Desde a versão 10 foi implementado esse recurso, que baixa a nova versão do navegador quando ela existe e também a instala. Isso não funciona para versões alpha ou beta, que, caso você queira testar, devem ser baixadas separadamente e são instaladas em separado - mas podem ser sincronizadas com a versão full do Opera que você possui no seu HD, usando o Opera Link. Com essa implementação creio que não ocorrerá o que aconteceu quando a versão 10 foi lançada, e ela não instalava por cima da 9 nem que os planetas se alinhassem, sendo necessário todo o um trabalho de configuração novamente. E chegamos na nossa última lição desse tutorial: como preparar o navegador para uma formatação.

Certamente que hoje um navegador é quase tão importante quanto o próprio Sistema Operacional, e formatar o computador exige backups de certos aspectos e recursos. E Eu recomendo que você faça isso caso for formatar e quiser o Opera novamente como estava. Os backups básicos são feitos de modo automatizado pelo Opera Link, enquanto existem alguns outros que podem ser exportados normalmente. Clique no Opera Button > Configurações > Importar e Exportar e surgirá uma lista com todos os itens que podem ser exportados. Geralmente Eu exporto os dois itens que o Opera Link não sincroniza: feeds e contatos, e depois os importo tranquilamente, pelas mesmas opções. Para evitar toda essa trabalheira de exportação/importação existe um programinha que faz backup de todos esses dados do Opera. Até o momento em que comecei a fazer esse tutorial, nunca tinha usado ou pensado na existência dele, mas, para fim de testes, o instalei... e ele realmente cumpre o que promete, fazendo backup de todas as preferências do Opera sem problema algum. Clique AQUI e faça alguns testes pra ver.

Existe mais, como o redimensionamento automático de páginas (que o Opera importou de suas versões mobile), o bloqueio de conteúdo (clique com o botão direito sobre algum elemento que não quer mais visualizar naquele site, e depois clique em Bloquear Conteúdo), ou ainda as preferências individuais e personalizadas de cada site (clique com o botão direito em qualquer área de um site, e clique em Preferências do site) para ter acesso a um sem fim de opções individuais de cada site... o Opera é isso, quase infinito. Tenho certeza que quando uma nova versão for lançada, novos features surgirão e precisarei fazer adendos no post.

Mas se você quiser virar as costas para toda essa evolução de recursos que ele tem a oferecer, use o Chrome! Não estou falando isso pejorativamente (tá bom, um pouco), mas considerar o fator velocidade como a única coisa a se considerar na hora de escolher um navegador me parece falho. Assim como dizer que tem tudo, e necessitar instalar um monte de plugins, sobrecarregando seu navegador e sua memória RAM. O Opera é ideal para ser usado no seu PC, com suas configurações, com somente você usando; enquanto o Chrome é bom para ser usado num PC público, ou no trabalho.

Espero ter ajudado a quebrar um pouco a imagem do Opera como um navegador complexo, voltado para geeks e nada intuitivo. Se Eu aprendi praticamente sozinho a usar essa montanha de recursos, creio que com alguma dedicação, você vai aprender também e tornar o seu navegador bem amigável… e não um navegador seco que como única coisa especial, fica o fato dele ser mais rápido.

 

PS: Um agradecimento todo especial ao Patrick, da equipe de marketing do Opera, pelo apoio e o link no blog Opera Brasil. E ao Snague, pela indicação!

PS 2: O leitor Roger me deu a dica das UserJs, que usei pouco tempo, ainda na época da incompatibilidade do navegador com o Orkut. Elas foram realmente funcionavam lindamente, e foram o único recurso até hoje que realmente permitia olhar álbuns bloqueados (o Google tomou algumas providências depois e impediu isso). Mas hoje nunca mais usei os tais scripts, de forma que realmente não poderia falar nada de muito esclarecedor sobre eles.

Twin Peaks completa 20 anos

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No dia 8 de abril de 1990 surgiu na TV americana uma pergunta que deixou os espectadores grudados na tela: Quem matou Laura Palmer? Esse era o ponto de partida de Twin Peaks, um dos seriados de mistério mais influentes até hoje. Só para se ter uma idéia, os fãs de Lost que ficam (ou ficavam) malucos com os ganchos deixados ao final de cada episódio, devem saber que essa fórmula surgiu em Twin Peaks. Esse foi o primeiro seriado que fez as pessoas ficarem totalmente perdidas e sedentas por respostas a cada novo episódio. E é bom lembrar que o criador de Arquivo X, Chris Carter, sempre fez questão de declarar que o seu seriado foi inspirado na obra criada por David Lynch e Mark Frost. Merece destaque também a belíssima trilha sonora composta por Angelo Badalamenti, com canções extremamente marcantes. Até hoje eu me pego cantarolando o tema de abertura do seriado.

A série começa com a chegada do agente do FBI Dale Cooper à pequena cidade de Twin Peaks, para investigar o misterioso assassinato de Laura Palmer, uma adolescente que foi encontrada morta dentro de um lago. Mas a morte da jovem é apenas um pano de fundo que os criadores da série usam para nos apresentar um fascinante mundo de bizarrices, onde nada é o que parece e onde todos os personagens possuem algum tipo de segredo sinistro. Além do assassinato, o agente Cooper acaba tendo que lidar com tráfico de drogas, conspirações, prostituição de adolescentes e questões sobrenaturais, como possessão por espíritos.

Quanto às estranhezas dos personagens, elas já começam com o próprio agente Cooper e o vício dele em café e tortas, sempre fazendo longos comentários sobre essas duas coisas. Além disso, ele possui um estranho método de investigação, acreditando que as respostas podem estar nos sonhos dele, principalmente quando ele conversa com um gigante. Com o desenrolar da série, é impressionante notar que Dale Cooper é um dos personagens mais normais, pois todos os habitantes de Twin Peaks têm manias absurdas e algum tipo de segredo guardado.

Na segunda temporada, surgem mais dois agentes do FBI. O primeiro, interpretado pelo próprio David Lynch, é Gordon Cole, um agente quase surdo. As cenas com esse personagem são sempre engraçadas porque o elenco fica aos berros tentando se comunicar com o infeliz. Já o segundo agente que aparece é Denise Bryson, interpretado por David Duchovny, o eterno Fox Mulder. E eu não escrevi errado, o nome do personagem é feminino mesmo, já que Bryson tinha o estranho hábito de se vestir de mulher.

 

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Infelizmente, a série teve apenas duas temporadas, sendo que a primeira teve apenas oito episódios. Durante a segunda temporada, o hype em cima de Twin Peaks começou a diminuir e a audiência só caía. Por causa disso, a ABC exigiu que o assassino de Laura Palmer fosse revelado, coisa com a qual David Lynch não concordava. Na verdade, a intenção do diretor era de que o assassino nunca fosse revelado, o que rendia muitas discussões com o seu parceiro Mark Frost, que tinha opinião contrária. No final das contas, é claro que a vontade da emissora prevaleceu e no episódio sete da segunda temporada ficamos sabendo quem matou Laura Palmer. Depois disso, Lynch abandonou a série para cuidar dos seus projetos como diretor e Twin Peaks desandou de vez.

Para o restante da segunda temporada, os roteiristas resolveram abraçar de vez o lado sobrenatural da série, às vezes dando a entender que tudo que acontecia pudesse ser obra de alienígenas. Além disso, com o assassino de Laura revelado, um novo vilão surge na cidade: Windom Earle, antigo parceiro de Dale Cooper e que chega a Twin Peaks para matá-lo. Nas mãos de David Lynch, talvez essa salada toda tivesse funcionado, mas sem ele a série só conseguia ficar cada vez mais confusa. Outra coisa que contribuiu para essa confusão toda foi o fato de que vários personagens perderam importância depois da revelação do assassino. Isso gerou muitos episódios fracos que simplesmente não chegavam a lugar nenhum. Dava para perceber claramente que os roteiristas não tinham a mínima idéia do que fazer com certos personagens.

Com tantos problemas assim, a audiência diminuía cada vez mais, o que fez com que a emissora ABC decidisse cancelar a série. David Lynch ainda voltou para os episódios finais, para tentar impedir o cancelamento. Para isso, o diretor optou por fazer um final cheio de ganchos, com um final surpreendente para Dale Cooper, mas foi tudo em vão. No dia 10 de junho de 1991, Twin Peaks chegou ao fim, depois de um total de 30 episódios. Em 1992, foi lançado o filme Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer, escrito e dirigido por Lynch. Como o próprio nome sugere, o filme mostra a última semana de vida da jovem Laura, em vez de responder às questões deixadas no final da série.

 

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Em 2007, finalmente foi lançado um Box de DVDs contendo a série completa, o que fez com que Twin Peaks continuasse ganhando fãs até hoje, 20 anos depois da estréia na TV. Para os que se interessaram, além dos DVDs originais, o seriado pode ser encontrado facilmente pela internet. Só não se esqueçam de assistir Twin Peaks acompanhados de uma boa xícara de café e uma fatia de torta de amora.

[Nota do Editor: Tô pra fazer uma resenha de Twin Peaks tem séculos! Aguardem e confiem!]


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