quinta-feira, 8 de abril de 2010

Avatar Voz do Além

FarmVille é um buraco negro de cartões de crédito

 

image

Imagina abrir a linda correspondência com a fatura do cartão de crédito, e ver uma linda cobrança de 900 libras… por causa do infame FarmVille e das idéias impensadas de um guri de 12 anos. Rolou com uma mãe inglesa, que não deve ter ficado nada feliz com as peripécias do filho descabeçado. A mãe está se virando como pode pra pagar: 288 libras saíram das economias do menino, enquanto o resto está sendo à prestação. E toda essa grana em duas semanas com o guri jogando, o que mostra um certo potencial viciante e consumista do jogo!

A inglesa - que pediu para não ser identificada - disse que pagará o restante, mas criticou tanto a Zynga, produtora do game, e o HSBC, que controla o cartão dela, por não bloquear a compra, já que o menino usou o cartão de outra pessoa. O banco e a produtora retrucaram dizendo que não podem fazer nada, pois não houve crime por parte do moleque. Em outras palavras: Dona, deus mole, segura o moleque e não apresente cartões pra ele!

Aqui em casa rolou coisa parecida. Minha mãe queria gastar R$ 4,50 (acho que era isso) pra comprar um frango e algumas cenouras no Colheita Feliz. Eu a convenci do contrário quando disse que essas coisas eram mais baratas na vida real…

 

[Via Geek]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Avatar FiliPêra

O Evangelho Segundo o Opera - Parte 2: A Verdade

 

Vietnam_community

[Nota: Se não leu a primeira parte desse tutorial, clique AQUI!]

Vamos para outro diferencial do Opera: a Barra de Painéis! Aperte F4 - ou clique naquele retângulo cinza com uma seta lá em baixo, à esquerda. Ali aparecerão ícones seus emails, o Unite, seus feeds, seus downloads, seus widgets, seus contatos, suas notas e mais um monte de coisas… desde que você as use. Para início de conversa, saiba que o Opera tem um Outlook (ou Thunderbird) completinho dentro dele (tem um minisservidor Apache também, mas falaremos disso mais tarde). Para adicionar suas contas de email no cliente do Opera Mail é simples: clique no Opera Button > Contas de email e bate-papo. Vai ser necessário fazer uma conta no Opera Mail, o que é bem rápido e intuitivo. Depois insira informações como a organização a que pertence (a minha? NSN), seu login, sua senha, e seu nome. Escolha o protocolo IMAP, que é melhor, mais seguro e mais fácil de configurar que o POP3. Após a inclusão da sua conta de email (podem ser quantas quiser), o Opera vai fazer uma sincronização, que pode demorar alguns minutos.

Depois vá nas propriedades da conta, clicando novamente em Contas de email e bate-papo. Lá é possível editar o tamanho do intervalo de tempo que o navegador fará uma busca nas suas caixas de entrada (Eu coloco cinco minutos), bem como criar uma assinatura em todos os seus emails (dá até pra incluir imagens nela). É possível criar categorias, pastas, e outros recursos presentes no Gmail, por exemplo. Toda a hora que chegar um email (também rola com feeds, que falaremos deles à frente) uma plaquinha levantará à direita do seu monitor, com o título do email e o remetente.

 

email1 email2

Janela de configuração de email. Clique para ver maior!

Ainda nas opções de email, rola de salvar pesquisas dentro de todos os seus emails recebidos, seleciona-los por anexo, acessar suas listas de email em massa, e ver cada caixa de entrada separadamente, tudo quase tão bom e prático quanto o Gmail. Também é possível importar contas de email administradas em clientes como Eudora, Thunderbird, Netscape, Outlook, bem como criar contas para bate-papo no IRC, e Grupos de Notícia similares aqueles grupos de email que enchem sua caixa de entrada. Infelizmente os dois últimos nunca usei para saber como funcionam, mas creio que rola tudo nos conformes.

Obs: por motivos que desconheço, sempre deu erro quando adicionei um email do Yahoo! no protocolo POP3. Os emails até vinham tranquilamente, mas de dez em dez minutos o Console de Erro do Opera anunciava erros na comunicação com o servidor. Acabei por direcionar meu email do Yahoo! para o Gmail.

Caso queira utilizar o Opera para ler feeds (Eu só o utilizo para os comentários do NSN e do Anarquia, para o resto, uso o bom e velho Google Reader), clique no Opera Button > Feeds, coloque um endereço de feed e pronto. Ou vá até um site que possua feed e você verá na barra de endereços, à direita, um símbolo de feeds. É só clicar sobre ele e assinar. Ou ainda coloque o endereço do feed direto na barra de endereço e escolha a assinatura pelo Opera. Como vantagem, é possível determinar o tempo com que o Opera varrerá os servidores dos feeds escolhidos em busca de atualizações. À partir daí, um ícone dos seus feeds estará no seu painel de emails. Eu posso não usa-lo para ler feeds, mas ainda não vi navegador melhor para fazer isso. No Opera os feeds são baixados, e é possível lê-los na íntegra, mesmo offline (o mesmo acontece com emails), enquanto a lista de feeds do Firefox (e do Safari, e IE. O Chrome não tem suporte a feeds nativamente), é... apenas uma lista. Só é possível ler o título de cada notícia, e é necessário clicar no link para lê-la na íntegra no site. O Opera também é um cliente do protocolo bittorrent. Já o usei para arquivos pequenos somente para testes. Ele é estável, mas longe da personalização e perfeição do uTorrent. Não recomendo pelo fato de existir programa melhor e bem leve, mas caso queira usar, é só clicar em cima de um arquivo .torrent e fazer uns testes, já que ele se coloca como cliente oficial do protocolo na sua máquina (isso é facilmente contornável depois).

 

feeds_icon

Ícone de feeds à direita…

O painel abaixo é o de Contatos de email (ele só aparecerá, caso você já tenha mandado algum email pelo Opera). Dentre a sua lista de contatos, é possível inserir um monte de informações pessoais de cada um, organiza-los em pastas (recomendo fazer isso agora, e não depois de ter mais de 1.000 contatos, tipo Eu), o que permite mandar emails para uma pasta inteira. Os Widgets do Opera, para mim, são outros dos recursos que não utilizo - tipo os plugins do Live Writer. Já vasculhei galerias e galerias de Widgets e nunca achei nada que me fosse útil de verdade. Só usava o TwitterOpera, mas o abandonei por ser lento, e por achar o TweetDeck meses depois. Mas existe uma vantagem de fundamento técnico desses Widgets frente aos add-ons do Firefox (os do Chrome ainda não testei pra saber): eles são instalados como programas separados, abrem em separado, e param de funcionar em separado. Parece ruim, mas no caso de dar pau no software, o Widget vai sozinho, e não carrega o navegador e as 327 abas abertas dele junto. Fora que o Widget tem poderes muito rasos no uso do Opera, o que torna qualquer problema menos destrutivo.

Também é improvável que ocorra um uso idiota da memória, a impedindo de ser escravizada por falhas na programação do plugin - e como não são profissionais escrevendo o código deles, eles têm erros (na verdade todos os programas têm bugs, a diferença é a quantidade deles). Para adicionar um Widget, clique no ícone deles na Barra de Painéis, e depois em Adicionar, e você será redirecionado para a página oficial dos Widgets - quase um reino de Loompas-Loompas, pela descrição. Eles são bem fáceis de instalar: clique no botão "Launch" abaixo de cada Widget e seja feliz. Lá no site dá pra ver os mais baixados, e os com melhor reputação. Só me interessei por um novo para ler eBooks, mas como não tenho nada no padrão ePub, pra mim nem serve no momento. Só ressaltando: prefiro navegadores com recursos importantes nativos, sem a dependência de plugins e complementos, isso ajuda na estabilidade e num acertado uso de memória. Por esse motivo o Firefox hoje é tido como lerdo, vários de seus usuários - especialmente os que não usam muito internet - instalam um mundo de plugins e ele, obviamente, fica lerdo. Prevejo o mesmo futuro para o seco de recursos Chrome, que começou a receber uma avalanche de complementos.

 

unite1

File Sharing: Um dos melhores features do Opera Unite

Abaixo dos Contatos, ainda na Barra de Painéis, está uma pequena revolução do Opera: o Unite! É ele que é o bendito servidor Apache dentro do seu navegador. Serve para compartilhar com seus contatos (ou qualquer outra pessoa, independente do navegador) arquivos, notas, músicas, fotos e tudo o mais. O ícone para ativa-lo está ao lado do Opera Link. O aplicativo mais útil do Unite é o File Sharing, que serve pra fazer transferências de arquivo de forma muito mais estável que as realizadas via MSN ou outro comunicador instantâneo. Com ele é possível disponibilizar arquivos para download direto da sua máquina, com uma URL na internet, sem a necessidade de fazer upload para um servidor do Rapidshare, por exemplo. E é mais fácil de usar que aprender osmose usando uma lesma e sal: faça login com sua conta Opera no Unite, escolha um nome para seu computador (o meu é AnarcBox), e uma pasta do seu computador onde ficará o conteúdo que será compartilhado.

Nas configurações avançadas escolha a porta que o serviço usará (deixe como está, caso não tenha um conhecimento profundo de redes de computadores) e a velocidade de upload do aplicativo (quando não quiser compartilhar, rola de desabilitar o aplicativo). Depois é só jogar arquivos na pasta e distribuir o link para as pessoas que você deseja que baixem. Também tem a opção que permite que sua página do Unite não seja indexada pelo Google, e outra que impede que seus arquivos sejam visualizados por outros usuários do Unite. Também é possível trocar a senha do seu link qualquer momento, para que uma pessoa que teve acesso anteriormente a sua home, não tenha mais. O site gera automaticamente um feed de suas atividades, caso alguém queira.

 

unite2

Configurações Avançadas do Unite

É interessante usar o serviço como uma pequena rede de compartilhamento de arquivos, pois ela funciona independentemente de servidores, só necessitado dos servidores do Opera como uma espécie de tracker. Seria interessante o aplicativo evoluir para uma pequena plataforma P2P entre usuários do navegador (e incorporar protocolos de encripitação), através de uma rede de confiança, para não serem necessários as limitações do download comum (na verdade ele já tem algo parecido, mas apenas funciona em dois PCs). O MSN tentou fazer isso, através das Pastas de Compartilhamento, mas falhou! O Unite, assim como o próprio P2P, é o tipo de aplicativo largamento combatido, justamente por ligar diretamente usuário-usuário, sem servidores, o que praticamente elimina a possibilidade do Grande Irmão (não falo só de Google) vistoriar suas atividades web.

O conceito do Unite vai totalmente contra a maré da grande vedete da internet no momento: a cloud computing. O Unite cria comunidades locais, num sentido muito mais restrito, mútuo, fechado e, em certo sentido, interessante que redes sociais. É possível a criação de uma comunidade fechada, por exemplo, entre os integrantes do NSN, para a distribuição de ebooks, quadrinhos, vídeos, sites inteiros, sem a necessidade de se entender coisas complexas como hospedagem e banco de dados. E o melhor: você mesmo controla tudo facilmente, podendo deixar tudo offline em segundos. Certamente que o serviço é uma quebra de paradigmas importante para a onda de compartilhar para todo o mundo, e um pequeno passo no sentido da criação de descomplicadas redes privadas.

Mesmo que o serviço não tenha se tornado über-popular (e ter recebido críticas de cabeções que perguntavam cadê a reinvenção da web prometida), com certeza criou uma comunidade que cria aplicativos interessantes para ele, entre outras coisas. Além dos seis aplicativos padrões para o Unite, existe uma galeria de outros, desenvolvidos por usuários. Alguns são interessantes, como um que cria um Web Proxy; outro que sincroniza os arquivos de uma pasta do seu PC, com uma pasta de outro PC; um que funciona como um Delicious; e outro que gerencia coleções (DVDs, livros, CDs, wathever). São legais, e talvez alguns te interessem, mas realmente não sei como o Opera se comporta com várias dessas coisas funcionando ao mesmo tempo. Olhando o histórico do navegador, creio ser ele bem estável, mas rola um consumo farto de memória - mesmo que inteligente. A empresa também distribui uma espécie de medalha para os aplicativos testados e com os bugs corrigidos.

 

…chega por hoje! Amanhã terminamos, com o Turbo, Dragonfly, as abas (as do Opera são as melhores, acredite!), e mais algumas features interessantes! Até lá!

Avatar José Renato

Batman: Arkham Asylum

 

games%5B3%5D[1]

Não é segredo para ninguém: todo jogo baseado em filmes/HQs/seriados é uma porcaria. Existem algumas parcas exceções, mas a regra geral é esta. Veja por exemplo, Superman 64, altamente considerado como um dos piores jogos de todos os tempos. Ou mesmo o velho ET: The Extra-Terrestrial, que foi uma das causas da quebra da Atari e da grande crise dos videogames de 1983. Até 2005, eu não conhecia nenhum jogo remotamente bom baseado em franquias, o que mudou com Chronicles of Riddick: Escape From Butcher Bay (talvez este seja bom porquê o filme é terrível, mas vai saber né).

O ano de 2009 viu uma certa mudança nesse quadro. Fiquei surpreso ao jogar X-Men Origins: Wolverine e constatar que era um jogo melhor que o filme (o que ainda prova o ponto do parágrafo anterior sobre Riddick), mesmo não sendo lá aquelas coisas. Também em 2009, Ghostbusters: The Video Game trouxe os queridos Caça-Fantasmas de volta, e foi um ótimo jogo. Como assim eles estão acertando com os jogos licenciados?

Ainda assim, aguardei cautelosamente ansioso por um dos títulos mais esperados de 2009, Batman: Arkham Asylum. Seria ele mais uma porcaria feita pra ganhar com o sucesso do filme The Dark Knight? Ou a Rocksteady e a Eidos Interactive iriam desafiar a regra das licenças? Depois de jogar B:AA mais de uma vez, minha resposta é que ele não só é o melhor jogo baseado em licença, como é o melhor jogo baseado num super-herói, é um dos melhores jogos de 2009, e um dos melhores jogos de ação que já joguei.

HISTÓRIA

O jogo te põe na pele do (é, espertalhão, você adivinhou) Cavaleiro das Trevas depois de conseguir, mais uma vez, capturar o Coringa, que recentemente havia escapado do Asilo Arkham. Mas, dessa vez, algo parece errado. O Coringa quase permitiu que Batman o levasse embora para Arkham. Praticamente se entregou. É claro como o dia que isso é uma armadilha, e assim que Coringa consegue, se liberta, toma o controle do Asilo com a ajuda de Arlequina, e liberta todos os prisioneiros de Arkham. Claro que Batman não pode deixar isso barato, e com isso, seguiremos o Cavaleiro na noite mais longa de sua vida para impedir mais um super plano do Coringa para destruir Gotham City. Não é lá a melhor história do Batman, convenhamos, mas é simples e eficiente o suficiente para que o jogo funcione como um jogo do Batman, e para fazer com que o jogador se sinta na pele dele.

 

"O que? Não confia em mim?"

O Asilo Arkham pode não ser muito conhecido para o pessoal que só viu os filmes e nunca leu uma história do Batman. Basicamente, é o lugar de onde tudo quanto é vilão do Batman escapa, e pra onde tudo quanto é vilão que é derrotado pelo Batman é levado. Eu também pessoalmente nunca li histórias do Batman no Arkham, mas pelo que parece, o jogo é relativamente fiel aos quadrinhos, mostrando um Arkham sombrio e arruinado por todos os pacientes que arregaçaram com o lugar. O jogador também encontra várias fitas com entrevistas médicas com os vilões que são interessantes e mostram o modo de agir de cada um deles, dando ao mundo do jogo uma história que o aproxima dos quadrinhos. Além do Coringa e da Arlequina, você enfrentará vários vilões clássicos do Batman, como o Espantalho, a Hera Venenosa e o Croc, apenas para mencionar alguns deles. O jogo também conta com várias sequências que trazem à tona a história de Bruce Wayne, especialmente nas sequências do Espantalho, nas quais Batman tem que enfrentar seus maiores medos, que envolvem a morte de seus pais.

O jogo não tem tripas voando e sangue espirrando pelas paredes, mas é um jogo adulto e violento. O asilo foi destruído, a Arlequina e a Hera Venenosa se vestem em roupas mínimas, o jogador pode ouvir bastante linguagem chula, e o combate envolve Batman quebrando membros de bandidos na porrada. Juro que sinto arrepios ao ver Batman quebrar as pernas dos bandidos como se fossem galhos secos. Talvez seja mais impressionante do que ter sangreira total para alguns.

GRÁFICOS

Mais uma vez repetirei: não gosto da Unreal Engine 3. Dito isso, Batman: Arkham Asylum é facilmente o jogo mais bonito já lançado na engine. Falando primeiro dos problemas, ainda vemos o pop-in de objetos à distância, característico da UE3. A vegetação nos ambientes abertos da ilha Arkham é vergonhosa de tão feia e imóvel, e ainda vemos as texturas carregarem logo após abrirmos uma porta, ou carregarmos o jogo. Mas esses são os únicos problemas do jogo, o que minimiza bastante os defeitos da engine.

O lado bom: as texturas carregam muito mais rápido que em outros jogos na mesma engine, tais texturas são altamente detalhadas, com efeitos de Bump Mapping e iluminação adequada. A iluminação é muito bem trabalhada, especialmente no Windows 7 com a opção Spherical Harmonic Lighting ligada. As sombras são detalhadas e de alta resolução. A capa de Batman, apesar de clipar por certos modelos, é animada de forma perfeita enquanto balança ao vento. As animações de Batman e dos inimigos e vilões é fluída e a interação em combate é quase perfeita. E também temos a melhoria que somente PCs tem: os efeitos de PhysX.

 

Papel dinâmico é só uma das atrações dos efeitos PhysX

PhysX transforma Batman: Arkham Asylum em outro jogo. Tais efeitos adicionam fumaça dinâmica (que se mexe conforme os movimentos dos personagens), faz certos ambientes se tornarem destrutíveis, e especialmente nas cenas de visões do Espantalho (mais sobre isso na parte de Jogabilidade) os efeitos de partículas são incríveis quando o Espantalho destrói partes do mundo e tais partes flutuam no ar. Mas fique avisado: para manter 60 frames com todos os efeitos de PhysX ligados, o jogo requer um sistema com duas placas de vídeo, com uma delas trabalhando especificamente nos efeitos de PhysX. Caso contrário, ligar tais efeitos vai cortar o framerate em 50%. Ainda é jogável a 30 frames, mas certas pessoas são mais sensíveis e talvez prefiram a velocidade ao invés dos gráficos.

Na parte de problemas técnicos, aviso aos usuários de Windows XP: Batman adora sair pro desktop sozinho durante o jogo, principalmente ao carregar novas salas, e quase sempre quando você falha a missão ou morre (o que é uma pena, pois a tela de Game Over desse jogo é maravilhosa, com o vilão que acabou de te derrotar provocando o jogador). No Windows 7, por outro lado, o jogo saiu para o desktop somente uma vez.

SOM

O som é outro ponto forte de Batman: Arkham Asylum. Todos os efeitos sonoros são bem feitos, desde a capa de Batman até o lançamento de batarangues e explosões. A música é apropriadamente épica, e remete à trilha sonora do filme The Dark Knight, o que é bom. Mas o destaque realmente vai para a atuação de voz. Os atores de Batman, Coringa e Arlequina são os mesmos do desenho animado, e o trabalho deles é fantástico, principalmente Mark Hamill como Coringa (caramba, tem certeza que esse cara é o Luke Skywalker?). As frases mais memoráveis de videogames em 2009 todas vem do Coringa. Para aqueles que acharam que o Coringa de Heath Ledger em The Dark Knight era muito sério, a alternativa está aqui. Mark Hamill faz um Coringa engraçado que não deixa de ser ameaçador. Todos os outros personagens tem atuação ótima, com a mais fraca provavelmente sendo a Hera Venenosa, que mais geme do que fala. Mas todos os personagens tem atuação ótima e trazem o jogo à vida.

JOGABILIDADE

A jogabilidade de Arkham Asylum se divide em três formas distintas, e todas tem tudo a ver com Batman: combate corpo-a-corpo, sequências de stealth, e investigação/exploração.

Comecemos pelo combate. O sistema de combate (chamado de Freeflow Combat) é praticamente a definição de um sistema fácil de aprender, mas difícil de dominar. Basicamente, Batman pode socar um oponente em qualquer direção que o jogador apontar. Aponte com o direcional para um inimigo atrás de Batman, e com um clique, Batman irá até tal inimigo e o socará, não importa o quão longe ele esteja (vindo daí o “Freeflow”). Batman tem uma espécie de “sentido de aranha” (ou seria de morcego?) que mostra um símbolo acima da cabeça de um inimigo quando ele está prestes a acertar Batman, o que permite que com um clique, Batman defenda-se e contra-ataque. Com um botão, Batman também pode usar sua capa para atordoar um inimigo, e pode pular por cima de inimigos com dois toques da barra de espaço. Esses quatro simples movimentos são a base do combate, e você pode derrotar qualquer inimigo assim.

 

É, doeu até em mim

A cada soco que Batman acerta sem ser interrompido e sem tomar dano, um contador de combo aumenta, e é ótimo fazer o número de combo aumentar cada vez mais (já consegui 42 socos, mas não é tão fácil quanto parece). Com a derrota dos inimigos, você ganha experiência, que pode ser trocada por novas habilidades, como a habilidade de derrubar um inimigo instantaneamente quebrando suas pernas, ou agarrar um inimigo e jogá-lo na direção dos demais. O combate tende a ser fácil, e uma pessoa pode completar o jogo usando apenas o botão de ataque e ocasionalmente o botão de contra-ataque, mas para conseguir as melhores pontuações nos desafios (mais sobre isso nos próximos parágrafos) é necessário reflexos rápidos e domínio sobre os controles de combate, o que não é nem um pouco fácil.

Em certos momentos, o jogo também joga Batman em uma sala cheia de bandidos armados. Estas são as partes “Invisible Predator”. Você deve usar dos brinquedos de Batman (Porra Bátima, de onde você tirou essa Ultra Batgarra?) para incapacitar todos os inimigos sem que eles te vejam. A inteligência artificial dos inimigos faz essas seções serem muito boas, pois eles reagem diferentemente conforme Batman vai pegando um por um dos inimigos. Por exemplo, uma sala tem 5 caras armados. Você consegue incapacitar um deles. Os outros serão alertados por Coringa, e começarão a andar em pares para não serem surpreendidos. Assim que você pegar mais uns dois inimigos, os restantes irão começar a ficar apavorados e atirarem em qualquer coisa que faça barulho. O maior defeito das seções “Invisible Predator” é que quando Batman alerta os inimigos, eles abrem fogo, mas é fácil escapar deles pulando de gárgula em gárgula nas salinhas, o que não faz muito sentido. Porém, são ótimas seções que são integradas às partes de ação de maneira sutil (o que remete à Chronicles of Riddick, que também misturava ação e stealth).

 

Mortal e silencioso

E temos a parte da exploração e investigação. Em certas partes do jogo, você precisará encontrar alguma pessoa ou vilão. Usando um modo de visão de investigação (Detective Mode) você poderá encontrar pistas que levam ao encontro do personagem que precisa. Tais pistas podem ser qualquer coisa, desde frascos de whisky até impressões digitais. Você também pode utilizar o modo detetive para enxergar inimigos através das paredes ou encontrar muros destrutíveis ou linhas de força para desativar campos de força. De fato, é tentador passar o tempo todo em modo detetive, já que não há nenhuma restrição. E isso tende a tornar o jogo relativamente fácil.

Quanto à exploração, a ilha de Arkham é bem grande, e o Charada aproveitou disso para esconder 250 objetos e charadas por todo canto. Também não é muito difícil encontrar todos eles, pois cada área do jogo possui um mapa deixado pelo próprio Charada para que o jogador saiba a localização aproximada de cada um dos objetos/charadas, mas ainda assim é legal ver as charadas referentes a personagens dos quadrinhos do Batman (a charada envolvendo o Sr. Gelo é ótima).

 

Porra Bátima, de onde você tira esses brinquedinhos?

E também temos as seções especiais do jogo, onde Batman deve lidar com algum dos vilões. Killer Croc tem uma parte especial pra ele, e o Espantalho tem três seções que são facilmente as partes mais impressionantes do jogo, tanto graficamente quanto em termos de história, com imagens como Bruce Wayne criança ajoelhado diante dos corpos de seus pais mortos enquanto uma sombra em forma de morcego é desenhada em volta dele. E o que é pior… sem dar maiores spoilers, mas o Espantalho (e os desenvolvedores do jogo) sabem qual é o maior medo de um entusiasta de computadores.

Depois de terminada a história principal, você tem uma série de desafios para completar. Eles se dividem entre desafios de combate, no qual quando maior o seu combo, maior uma pontuação, e você deve conseguir um certo número de pontos para completar o desafio, e desafios de stealth, nos quais você deve derrubar inimigos de maneiras específicas, como usar a bat-garra para derrubar um inimigo de uma sacada, ou derrubar três inimigos ao mesmo tempo com gel explosivo. Tanto os desafios de combate como os desafios de stealth são mais difíceis que o jogo normal e divertidos ao mesmo tempo.

A única reclamação que posso pensar sobre Arkham Asylum é que o jogo é relativamente fácil e que os confrontos de chefe são decepcionantes, para dizer o mínimo. O único vilão mais interessante nesse quesito é a Hera Venenosa, e enfrentar ela é mais mole que pisar num pudim. A luta final contra o Coringa também é muito decepcionante e meio fora de personagem quanto ao Coringa. Ainda assim, é uma reclamação pequena que não atinge o todo. Com todas as três principais formas de jogo, você poderá finalmente se sentir como um super-herói, seja quebrando multidões de bandidos na porrada, sendo o ninja silencioso, ou sendo o detetive.

FATOR REPLAY

Vou admitir. Depois que você zera Batman: Arkham Asylum uma vez, não há muito para o que voltar. Mas eu pessoalmente tive vontade de voltar a ser Batman. O combate é viciante, quanto mais gente Batman enche de porrada, mais legal fica. As seções de stealth são legais para testar novas formas de se pegar bandidos, e pendurar um cara de ponta cabeça num gárgula nunca fica cansativo. Mas isso é porquê eu gostei muito do jogo. Ele não te oferece lá muito motivo para jogar novamente, a não ser a dificuldade Hard que remove os indicadores de inimigos que vão te atacar.

PRÓS E CONTRAS

+ História simples e eficiente que serve perfeitamente para um jogo do Batman

+ Violento sem ser apelativo

+ Os melhores gráficos que a Unreal Engine 3 consegue mostrar

+ Efeitos de PhysX colocam a imersão no ambiente em nível altíssimo

- Tais efeitos de PhysX também matam o framerate

+ Sons de acordo com o universo de Batman

+ Atuação de voz incrível em todos os personagens

+ LUKE SKYWALKER = CORINGA!

+ Combate fácil de aprender e difícil de dominar

+ Inteligência artificial bem feita para as sequências de stealth

- Modo detetive faz Batman ser praticamente o Super-Homem

+ As sequências especiais de vilões são ótimas, principalmente as do Espantalho

- Luta final terrivelmente decepcionante e fora de personagem

+ Ótimos desafios para depois do final do jogo

- Fator replay nula para quem procura mais conteúdo depois do final do jogo

CONCLUSÃO

Arkham Asylum faz com que o jogador se sinta na pele de Batman. Você se sente um super- herói capaz de quebrar multidões de bandidos no soco, capaz de se esconder feito uma sombra na noite, capaz de planar por sobre a ilha de Arkham, capaz de ser um detetive. Capaz de ser Batman. Isso faz de Arkham Asylum facilmente o melhor jogo de super-herói de todos os tempos, e o melhor jogo baseado em licença da história. Espero que os próximos jogos de licença aprendam suas lições.

 

Nota: 9,5

5 clássicos universais que todos deveriam ler

 

image

Creio que a melhor e a pior hora para se escrever um post seja de madrugada. É melhor porque não se tem nada pra fazer no horário. E é a pior porque a sonolência sempre confunde minha mente e/ou eu acabo dormindo em cima do computador. Pronto, agora que eu já enrolei você até aqui vamos logo as dicas de livros, facilmente localizáveis em qualquer biblioteca que se preze. As considerações sobre o post são basicamente as mesmas do post anterior. Mas releia mesmo assim só para não cometer alguma gafe.

Isso aqui está longe de ser uma lista dos melhores clássicos estrangeiros. São só alguns livros que gostei bastante e que quero recomendar.

Algumas pessoas se julgam superiores por só lerem os clássicos. Mas para mim isso é o mesmo que se gabar por só ouvir Beethoven ou Mozart ou só assistir filmes da época de Cidadão Kane. Ou seja, não faz sentido algum. O que importa é ler bons livros. É muita ingenuidade julgar que nenhum livro atual seja bem escrito ou possa se tornar no futuro um clássico.

Muito provavelmente um clássico que você leu e amou ficou de fora. Isso pode ter se dado por vários motivos diferentes. Posso não ter gostado dele, talvez ainda não tenha lido,  talvez esqueci dele ou como a lista é restrita ficou de fora. Se você quiser recomendá-lo o espaço de comentários também tem essa função. São tantos bons clássicos universais que talvez faça um volume II deste post e outro com recomendações de livros mais recentes.

 

image

Morro dos Ventos Uivantes

Esse livro entrou para minha mais que restrita lista dos melhores livros que já li na vida. A obra-prima da escritora Emily Brönte provavelmente inaugurou o primeiro anti-herói da literatura. O patriarca da família Earnshaw faz uma viagem e retorna com um menino órfão. Em nenhum momento da história é revelado quem é aquele garoto ou de onde ele veio. O nome dele é Heatchcliff e o pai mostra grande afeto por ele, o que enciuma o filho Hindley. Quando seus morrem, Hindley sujeita Heathcliff a todo tipo de humilhações possíveis, rebaixado a mero empregado. Anos depois, rico, ele retorna para se vingar.

É recorrente no livro a idéia de se adiar o prazer. Sobre isso costumo pensar que é sobre a vingança de Heathcliff, que teve que esperar anos para por em prática seus planos. Com o tempo eu me identifiquei a essa filosofia de vida e acrescentei outra: Antecipar o sofrimento.

 

image

Drácula

O livro que definiu os vampiros como eles são hoje. Em forma de cartas e anotações de diários é contada a história de Jonathan Harker, que é aprisionado no castelo do conde Drácula, enquanto o vampiro procura três moças para transformar em harpias e se reproduzir com elas, sendo a primeira Mina Harker, a esposa de Jonathan. O único capaz de impedir os planos maléficos da criatura é o professor Abraham Van Helsing, combatente das criaturas das trevas.

O livro pode assustar alguns pelo tamanho. Quer dizer, pelo menos assustou minha mãe, que disse que eu ia enlouquecer de tanto ler. A história se desenvolve vagarosamente. Lá para página 150 que Drácula começa a por em prática seu plano de gerar sua prole. O livro é bem picante para a época e o terror evolui aos poucos.

Foi com Drácula que se definiu a mitologia vampiresca. O escritor irlandês Bram Stoker pegou uma lenda famosa da época e acrescentou características que ainda seriam usadas séculos depois. Os vampiros aristocratas, que não se vêem no espelho e temem o Sol tiveram seu início com este livro. Stoker não escreveu só um dos maiores clássicos de todos os tempos, como definiu todo um gênero. Leia se você for daqueles que sentem falta dos vampiros à moda antiga.

 

image

Frankenstein

Tudo começou numa aposta entre escritores. Quem conseguisse escrever uma história de horror ganhava. Curiosamente, só Mary Shelley conseguiu, modificando seu texto depois para um romance. Diferente do senso comum, Frankenstein não era o monstro (que pela descrição do livro devia ser muito mais assustador do que a imagem acima convencionou), mas seu criador. Victor Frankenstein era um estudante de ciências naturais que busca resolver o segredo da geração da vida. Quando consegue, começa a montar um ser humano com várias partes de humanos mortos que rouba freqüentemente do cemitério. O resto do livro são as consequências desse ato, numa alusão de que a ciência precisa de limites. Victor tenta fugir de sua criatura, cheio de remorso, mas é seguido por ele onde quer que vá, até o fim dos seus dias. O livro fez um estrondoso sucesso em todo o mundo e gerou um novo gênero do horror. A sua clássica adaptação para o cinema, feita pela Universal, marcou a imagem da criatura.

 

image

O Retrato de Dorian Gray

Dorian Gray é um homem que tem um quadro que envelhece em seu lugar. Um detalhe existente neste livro, e em outros clássicos, é que não existe uma real necessidade de se explicar todos os detalhes da história.  Em Dorian Gray, por exemplo, Oscar Wilde queria mostrar como alguém reagiria se tivesse um quadro que envelhecesse em seu lugar e consegue direcionar tão bem a trama da história que você não sente falta de nenhuma explicação.

Este livro despertou polêmica pelo seu conteúdo homoerótico e Oscar Wilde era homossexual, chegando a ser preso por ser visto várias vezes com homens mais jovens. Morreu esquecido, numa cova comum, até ser reconhecido como grande escritor que era mais de vinte anos depois.

 

image

A Metamorfose

Imagine acordar de manhã e descobrir que você virou um inseto. Você não estranha sua situação e não se pergunta como ficou assim, só tenta ir trabalhar de todas as formas possíveis, em vão. Seus pais sentem repulsa por você e a sua irmã leva sua comida, mas não consegue esconder seu medo por você. A história procura passar uma imagem para o leitor, mas é necessário ter o devido conhecimento para compreendê-lo. De qualquer forma, é um livro que permanece atual e Franz Kafka merece ser lido, principalmente para aspirantes a escritores.

Recomendei Metamorfose, mas tudo de Kafka merece ser lido. Carta ao Pai, Um Artista da Fome e O Processo, embora este último esteja incompleto, possui coerência.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Avatar FiliPêra

O Evangelho Segundo o Opera - Parte 1: O Caminho

 

people

[Esse post será divido em três partes. As outras duas sairão amanhã e quarta-feira. Vou responder aos poucos as perguntas que surgirem. Caso tenha alguma depois de instalar o Opera, dê uma busca no Google, ou na Ajuda do Opera. Entrando no site, existe um sem fim de tutoriais também, e páginas e páginas de fóruns com dicas e features]

Comecei a usar o Opera por um motivo meio bobo: não queria utilizar o mesmo navegador dos meus irmãos, que na época, usavam o mesmo computador que Eu. Um deles usava o amaldiçoado Internet Explorer 6, outro usava o Firefox... e Eu acabei baixando o Opera - e anos depois me tornei praticamente um Evangelista do programa. Era o ano de 2005, naqueles tempos o IE ainda era obrigatório, e o Firefox havia acabado de começar sua jornada rumo à conquista dos corações geeks. A primeira guerra dos navegadores havia passado, e o IE havia esmagado o superior Netscape, simplesmente por vir pré-instalado no Windows. Os efeitos da vitória do relapso IE na primeira guerra de navegadores foi devastadora: milhões de sites foram feitos para rodar nele, o que significa que não respeitavam padrões web da época, e seriam inadequados para os padrões de hoje.

Mais de dez anos antes do meu download, o Opera havia surgido como um braço da maior empresa de telecomunicações da Noruega, a Telenor. Desde 94 até hoje, muita coisa mudou, e o Opera trilhou um daqueles caminhos bizarros que não se vê todo o dia no ramo empresarial: sempre melhorou no sentido técnico, mas possui uma equipe de marketing que só agora está aprendendo alguma coisa sobre "tirar vantagem das fodezas que possui", e por  esse motivo está comendo poeira quando os números de usuários de desktop entram em cena.

Mas, quando falo isso, falo única e exclusivamente do Opera para desktops, o que é apenas uma pequena parte de uma série de dispositivos para navegação na internet que a empresa cria. Ela tem navegadores para celulares, smartphones, PDAs, Nintendo DS e Wii, set-top boxes de TVs, e mais um monte de coisas. No mundo mobile é ele que manda, e agora decidiu entrar na última fronteira: o iPhone, o que poderia lhe dar a liderança absoluta dos dispositivos portáteis, caso Steve Jobs aprove sua entrada na App Store (o que acho complexo devido ao protecionismo da empresa da maçã). Talvez por esse motivo a direção da empresa encare os desktops como algo secundário - mesmo tendo o melhor navegador para computadores - direcionando sua força para o mercado que mais cresce no mundo, e o dominando.

Eu ia entrar fundo na história do Opera, falando que um dos seus profissionais, Håkon Wium Lie, foi o criador do padrão CSS (padrão visual na construção de páginas web), detalhando que versão ganhou que esquema novo que usamos hoje, dizer que seus técnicos corrigem 99,9% dos bugs do navegador no prazo de um ano (o Firefox tem uma taxa de 94,33%, o IE de 61,7% e o Safari de 98,46%), que ele foi o primeiro navegador da história a conseguir um 100/100 no rali destruidor de testes Acid3... mas quer saber? Isso pouco importa, vamos trabalhar com o que temos agora, e é coisa pra cacete.

Primeiro, baixe a versão mais recente do Opera, a 10.51. Não precisa fazer a instalação agora, você provavelmente ainda não está convencido, mas fique com ela aí, pois quando Eu terminar, você não vai mais querer perder tempo com outro navegador. O grande diferencial do Opera não é necessariamente a velocidade, pois no mundo atual das diferenças de milissegundos no carregamento das páginas, creio que um caminhão de testes de benchmarking não faça toda a diferença - se pra você a velocidade é o principal fator na escolha do navegador, vá para o Chrome, ele é um pouco mais rápido. A interface, e a experiência diária de um navegador é o que importa de verdade, e isso o Opera tem a oferecer - mas não se engane: ele, sob certos aspectos (tipo renderização do onipresente JavaScript), é o navegador mais rápido do Windows, como anuncia pomposamente a propaganda da empresa!

Bom, sabe aquele lance de não entrar na história?! Esquece! Abaixo uma lista rápida com inovações do Opera que logo se tornaram padrão para outros navegadores:

 

1994 – Primeiro navegador a usar sessão
1996 – Sistema de zoom nas páginas
2000 – Primeiro navegador a usar tabs
2001 – Primeiro navegador a integrar buscas na barra
2001 – Gestos à partir do mouse
2002 – Cliente de e-mail integrado
2007 – Speed Dial – A página inicial com as páginas favoritas
2007 – Opera Link – Integração com o celular e o Opera Mobile
2008 – Dragonfly integrado – O Firebug do Opera
2007 – Opera Turbo
2009 - Opera Unite

 

opera_present

1 - Opera Button; 2 - Barra de Painéis; 3 - Barra de Status (Ícones: Opera Link, Opera Unite e Opera Turbo); 4 - Speed Dial; 5 - Barra Pessoal; 6 - Pesquisas Personalizadas; 7 - Controle de Zoom, imagens e largura da página 

Bom, você acabou de instalar o Opera... a primeira coisa que deve fazer é criar uma conta no site da empresa, para mandar parte dos seus dados para os servidores deles. Caso a opção não apareça de cara, clique lá embaixo no ícone do Opera Link para fazer isso. É simples e rápido. O próprio Opera Link foi uma bela inovação que logo depois foi copiada aos montes por navegadores concorrentes. Com a conta criada, é só escolher os itens que você quer que o navegador sincronize e sua vida se tornará muito mais fácil. É possível incluir na lista seus Favoritos; a Barra Pessoal, que fica acima das abas, com links a sua escolha; Histórico; o Speed Dial (mais sobre ele daqui a pouco); Notas; e barras de Pesquisas Personalizadas. Acredite, esse simples item torna sua vida milhares de anos-luz mais feliz, te economizando horas de recuperação de dados  após a formatação da sua máquina. Também rola de você usar o Opera no seu PC e no notebook (ou no netbook, ou no smartphone, sei lá...) e sincronizar os dois diariamente. É lindo de se ver, e tudo rola automagicamente. Caso queira interromper o processo, é só desativar o item, sendo também possível a criação de mais de uma conta, e fazer o logoff caso queira alternar entre elas.

 

opera_link

Antes de prosseguirmos com os recursos-irmãos do Link, vamos a algumas configurações básicas. Aperte Ctrl + F12, e atente para alguns itens. Na primeira aba, é possível escolher com que página o navegador iniciará. Meu conselho é iniciar uma aba, e o próprio navegador, com a Discagem Rápida (Speed Dial), que contém de 4 a 25 thumbnails de sites a sua escolha, o que é uma economia danada de tempo, já que tudo funciona na base do atalho. O meu está configurado para nove sites, permitindo-se usar os atalhos Ctrl + (1 a 9) para acessar essas páginas. É possível também acrescentar um wallpaper no fundo da Speed Dial, o que dá um efeito legal e quebra o irritante branco - recomendo fotos da Front Magazine, ou do Suicide Girls. Todas essa configurações estão à mão lá embaixo a direita, à direita, no botão Configurar Speed Dial.

Continuando com as Preferências do navegador, na aba Formulários, é possível colocar algumas informações básicas para que o navegador utilize uma espécie de auto-completar, já que esse é um recurso que falta no Opera, por motivos obscuros. Dá pra inserir nome, email, endereço ou qualquer tranqueira que você ache importante que vire indicação de auto-completar. Na mesma aba está o Wand, o Gerenciador de Senhas do Opera. Deixe-o ativado se quiser ser uma pessoa feliz. Ele funciona como qualquer outro gerenciador: sempre que você logar num site que possua o protocolo Secure Login (quase todos sites de gente possuem), o Opera se oferecerá para guardar seu login e sua senha. Quando voltar ao site, a caixa de login e senha estarão douradas, o que significa que existem informações daquela página guardadas no Wand. É só apertar Ctrl + Enter que você será logado. Caso guarde mais de um login para a mesma URL, surgirá uma janela para que você escolha com qual conta quer logar. Na mesma aba Formulários, é possível gerenciar - clicando em Gerenciar Senhas - quais senhas deseja manter, ou deletar (caso você a mude, ou sei lá por qual motivo).

 

screen

Exemplo de caixa de login dourada

Na aba seguinte, Pesquisa, mais um pouco de mágica. É possível criar Barras de Pesquisas Personalizadas pelo navegador, o que economiza tempo de entrada no site. Pode parecer cosmético, mas após usar alguns dias, você não vai querer outra coisa de um navegador. E não é nem um pouco difícil, pelo contrário, é bem simples de fazer. É só ir num site que você quer usar a Search Engine - tipo o Google Imagens, ou o Flickr, e clicar com o botão direito na caixa de busca dele, depois clique em Criar Busca, e uma janela aparece. Escolha o nome da busca, e uma palavra-chave para ela (recomendo que essa palavra seja apenas uma letra), e pronto, o milagre está feito. Para usufruir desse recurso, você tem duas opções: ou digita o termo de busca naquela caixa ao lado da Barra de Endereços e escolha qual Search Engine quer usar; ou vá na própria barra de endereços, digita a palavra-chave dá um espaço e digita o termo de busca. Lindo! Eu criei buscas personalizadas para o Google, Google Imagens, Wikipedia, IMDB, Pirate Bay, Metacritic e pro NSN.

Na aba Avançado das Preferências (Ctrl + F12, lembra?), temos algumas coisas importantes. No diretório Guias, Eu deixo desmarcada a opção de Reutilizar Janela Existente, o que vai evitar que uma aba nova seja criada por cima da atual; e no diretório Navegação, Eu marco a opção Confirmar Saída, pra impedir fechamentos acidentais. Deixe o Corretor Ortográfico, mas para usa-lo a contento, digite uma palavra inexistente na língua inglesa em algum lugar, e caso ela seja marcado como errada (sublinhada vermelha) clique com o botão direito sobre ela, depois em Dicionários > Adicionar/Remover Dicionário, e ache o dicionário de português do Brasil. Ele será baixado pra você e pronto, seus textos serão corrigidos em tempo real. Ah!, e no diretório Atalhos, marco a opção Opera 9.2 para as configurações de atalhos de teclado, pois nunca consegui me acostumar com a atualização do novo Opera, que se aproximou do Firefox - ser usuário old school, dá nisso. De resto, deixo tudo como está, mas fique livre para configurar de acordo com sua preferência.

 

screen

Mecanismos de Pesquisa personalizados

Para criar uma Barra Pessoal, com os favicons e links de mais alguns dos seus sites favoritos (e pastas de sites favoritos), é necessário uma pequena manobra. Como a versão 10 do Opera escondeu a Barra de Menus, dando lugar a um bem útil Opera Button (o que levou a revista INFO a dizer que o navegador estava chupinhando o visual do Chrome), é necessário exibi-la, clicando no Opera Button > Exibir barra do menu. Depois clique em Exibir > Barra de Ferramentas > Barra Pessoal. UPDATE: O leitor Roger_W observou muito bem que pelo Opera Button é possível exibir a Barra Pessoal, indo por esse caminho: Opera Button>Configurações>Barra de Ferramentas>Barra Pessoal. Daí é só arrastar itens para o espaço reservado a ela e pronto! Depois, recomendo a trazer de volta o Opera Button, que lhe dá um bom ganho de espaço. Caso queira brincar com a aparência do Opera, digite Shift + F12, e faça a festa. Nessa janela é possível baixar skins, adicionar painéis a sua Barra de (dãããã) Painéis, exibir diversas Barras de Ferramentas (mais sobre elas à frente) e colocá-las na posição que desejar, assim como mexer na disposição de todo e qualquer botão, além de acrescentar botões novos. É tudo uma questão de fuçar!

 skin_opera

é só arrastar os botões para a barra que ficar dourada. Simples!

Amanhã ensinarei os recursos da Barra de Painéis!

Avatar Colaborador Nerd

Uma palavrinha

Por Homem Risonho, do blog Liberdade Desplugada

 

Crédito da foto: Rominita

[Nota do Editor: O Homem Risonho mantém uma espécie de newsletter muito interessante, e o texto abaixo foi uma espécie de pausa nos textos “normais” dele. Os melhores Eu publicarei aqui, como estou fazendo. Caso queira receber os emails também, experimente mandar um reply pra ele]

Primeiro quero pedir desculpas por incomodá-los. Como muitos de vocês, eu também aprecio os confortos da rotina diária, a segurança do que é familiar, a tranquilidade do repetitivo. Gosto disso como qualquer um. Mas gostaria de tomar sua atenção, pois você que me acompanha desde o dia 29 de agosto percebeu que existe um organismo que constantemente te induz a crer que você é livre. Mas não é.

Talvez muitos nunca sequer pararam para pensar nisso, tenho que admitir que eu mesmo não entendia a profundidade disso até eu começar a refletir, buscar essa informações e pratica-las. Não meus caros, não sou nenhum asceta, monge, santo ou filósofo erudito, a pessoa por trás da mascara de Homem Risonho é alguém normal como você.

O que aprendeu com estes textos que te enviei durante esses meses? Isso mudou a sua vida ou ainda se deixa influenciar pelo bombardeio de informações infundadas do seu dia-a-dia? Se somos constantemente condicionados a isso, significa que a nossa natureza segue o inverso e somos resistentes, portanto o veneno psicológico nos é dado aos poucos. Claro que há muitos que não querem que discutamos esse assunto, é loucura pensar, isso é prática para desocupados e estar em ócio é algo imoral. Neste momento alguém lê com o pensamento de que isso é uma mera perda de tempo e que não se pode mudar o mundo. Concordo que é impossível mudar o mundo, mas é possível mudar as nossas condições.

E a verdade é que há algo terrivelmente errado com este país, não é? Você sente isso também certo? Que o mundo está decadente e que a cada geração as coisas só pioram, mas será que isso é por acaso? Novas doenças, ataques terroristas, medo de perder o emprego, dividas, assaltos, carência afetiva, sofrimento. Servimos a um tipo de “mestre” que nos incute esse tipo de medo. Crueldade e injustiça, intolerância e opressão. E enquanto que antes vocês tinham a liberdade de objetar, de falar e pensar o que quisessem, hoje vocês tem a censura e sistemas de vigilância coagindo vocês a conformidade, a imbecilidade e a submissão.

Por quê?

Porque a imposição é usada no lugar da liberdade de consciência, mas as palavras sempre mantiveram seu poder. As palavras expressam um significado e são para aqueles que aceitam ouvir a revelação da verdade. Porém as palavras podem ser diluídas e diminuídas ao ponto de existir como pequenos fragmentos isolados. Como isso aconteceu? De quem é a culpa? Certamente uns se empenharam mais nisso do que os outros, mas serão punidos da mesma forma. Mas o certo é que se quiser achar o culpado, basta olhar no espelho. Quando raramente admitimos a nossa culpa falamos isso da boca pra fora, para aliviar a tensão de uma reflexão maior, temos medo de olhar para nós mesmos, pois todos nós somos responsáveis pelas falcatruas que acontecem.

Você pode pensar que não rouba, não mata e paga suas contas, mas pense o quanto foi conivente e omisso a tudo isso, jogando a culpa no governo, sempre conservando aquela aparência de bom cidadão que não somos e apenas se restringir a reclamar para si mesmo e assim te tornando em um covarde intelectual. É preferível evitar conhecer, pois se saber nos força a agir e não queremos “dor de cabeça”, já temos preocupações demais. Nunca enxergamos o nosso pecado e a depravação de nossos corações.

Achamos que o ato de pensar é diferente de agir, o resultado é sempre o mesmo, a personalidade apodrece e se corrompe. Mas qual a diferença? Apenas a ousadia de quem age e que faz mal aos outros, mas somos consumidos progressivamente, pois acabamos por nos espelhar de forma indireta a eles. Não façamos como Adão que culpou Eva por comer o fruto ou como o ateu que culpa o Deus que ele não acredita pelas agruras deste mundo, culpe a si mesmo, entenda que de uma forma ou outra você é responsável.

Sei por que faz isso. Sei por que vive com medo. Quem não estaria? Milhões de problemas conspiram para corromper sua razão e roubar seu sentido comum. O medo te domina. E em seu pânico, recorrem aos infinitos recursos deste sistema, para te distrair, entreter e roubar a sua mente e lhe oferece uma razão de viver fabricada. Ele lhe promete ordem e paz. E a única coisa que pede em troca é seu consentimento calado e obediente perante aos abusos que você e seus familiares sofrem diariamente.

No intuito de pensar em eventos importantes do nosso passado, geralmente associados à morte de alguém que vale a pena lembrar ou o fim de algum regime ditatorial, para que a história não se repita vocês preferem celebrar um feriado legal, a Copa do Mundo, a ruína de uma família, a aprovação de uma lei que dá direito a apenas um pequeno grupo de pessoas auto proclamadas especiais ou a proibição de um incômodo particular.

Pessoas de todo o mundo começaram a acabar com esse silêncio e lembrar este mundo o que está esquecido, mas ainda somos poucos. Achei que podíamos marcar este ano como algo a ser lembrado, tirando um dia das nossas vidas diárias e chatas para sentar e pensar no que está errado com o reflexo que olha no espelho, no começo é difícil, mas você consegue. E 2010 está propício para isso, afinal temos bons ingredientes para trabalharmos. Minha esperança é lembrar ao mundo que retidão, justiça e liberdade não são meras palavras. Elas são perspectivas.

Se isto para você não é nada, se ainda se omite perante os crimes desse governo, então sugiro que não faça nada e fique em sua vidinha sem propósito. Mas se vê o que vejo, se sente o que eu sinto e se busca o mesmo que eu, peço que fique ao meu lado. Convido-o a ver este vídeo e pensar sobre a sua vida.

 

Prazer em te conhecer e bem vindo à realidade. Voltemos à nossa programação normal!

Avatar Beatriz Paz

Experimente, vista um Cosplay diferente

 

clip_image002

Todo mundo conhece ou pelo menos já ouviu falar de cosplay certo? Principalmente você leitor, que deita os olhos nesse post. Mas, se é a sua primeira vez lendo sobre o assunto eu vou de dar uma breve resumida do assunto.

Cosplay é a junção das palavras “Costume” – fantasia em inglês - e “Play” - brincar ou mesmo interpretar, os dois sentidos valem nesse caso – e basicamente é se vestir do seu personagem favorito de algum mangá ou anime e interpretá-lo por todo um dia num evento. É literalmente encarnar o personagem e vestir o figurino, se divertindo muito no processo, é claro.

Com o boom dos animes e mangás no ocidente, o Cosplay foi se popularizando muito, e com isso foi criando suas variantes. O Cospobre é uma delas, sendo basicamente um Cosplay improvisado, e por que não dizer meio tosco. Tipo um Gyarados, que consistia em uma cabeça feita de papelão e um edredon azul claro com dois caras embaixo, e sim fizeram esse Cospobre no Animabc do ano passado.

E a segunda variante é a tratada nesse post, o Crossplay. Essa palavra se origina da junção de “Crossdresser” com “Play”, vale também dizer que é um trocadilho com as palavras Cosplay e Crossdresser já que seus prefixos se parecem.

Resumidamente falando, trata-se em se fantasiar de personagens do gênero oposto ao seu, meninas vestidas de meninos e vice-versa. Primeiro, fazer Crossplay não quer dizer nada sobre opção sexual, eu mesma pratico e não sou lésbica, você não precisa necessariamente ser homossexual para fazer Crossplay. Você, assim como o Cosplay, faz por diversão. Eu gosto de pensar que quando me fantasio eu tenho uma visão de como é ser homem por um dia.

 

clip_image004

Segundo, certas pessoas tem uma visão distorcida do Crossplay, pensando que somente travestis o fazem ou pessoas hermafroditas ou transexuais. De novo galerinha, Crossplay não é isso, e a sua opção sexual não tem nada a ver com. Você pode ser, gay, hétero, simpatizante, Lady Gaga, transexual, hermafrodita ou travesti. Nada disso te impede de participar do Crossplay, do mesmo modo que não impede de fazer o cosplay normal. É só uma brincadeira entre otakus, ninguém decide que vai ser homem ou mulher pro resto da vida só porque resolveu se vestir do gênero oposto durante um dia.

O Crossplay é muito popular entre as mulheres, talvez pelo fato delas não se incomodarem tanto em se vestirem como homens e até acharem divertido. Porém entre os cuecas de plantão a coisa não é tão frequente. Claro que sempre tem algum cara em todo o evento vestido ou de Sailor Moon, que é aparentemente o anime favorito pra Crossplay masculino, ou Sakura Card Captor. No entanto, a maioria dos casos é só pra zoar e até mesmo satirizar, mas eu só acho que isso meio que inferioriza aquele cara que faz o Crossplay pra valer, já que ele não vai ser levado a sério.

É como afirma o usuário Pizzaman numa entrevista para o blog Outrolado “É um tanto difícil ser levado a sério fazendo Crossplay, além da zoação básica do público. (...) Sempre tem um monte de gente idiota que fica gritando coisas ofensivas. Ainda mais eu que me apresentei no Ressaca Friends 2005 e o público daquele evento estava especialmente sem educação.” Eu pessoalmente acho que o cara que faz Crossplay sério merece respeito, porque não é fácil ter que aturar um monte de gente preconceituosa te gritando ofensas por causa da sua opção de personagem. E Pizzaman, se por acaso você estiver lendo esse post meus parabéns, se apresentar de Amano Ai - personagem de Video Girl Ai, não sabe quem é? Segue uma foto aqui - no Ressaca Friends não é pra qualquer um.

 

clip_image008 clip_image010 clip_image006

Espero que com esse post eu tenha esclarecido algumas coisas ao redor dessa variante do Cosplay e que eu também tenha despertado a curiosidade de vocês leitores e leitoras para se aventurarem no Crossplay futuramente. E como eu havia mencionado no post sobre a Jin Joson, que também é uma excelente Crossplayer, eu também faço parte desse movimento, e como o FiliPêra ficou me atormentando no MSN desde o momento em que eu disse pra ele sobre esse post, eu vou colocar uma foto de um Crossplay de Shinji Ikari que eu fiz no Animabc do ano passado (Nota do Editor: foto acima, do meio). Seria legal se vocês me dessem feedback a respeito – Autora necessitada de elogios eu, não? - e se tem algum leitor ai que também é praticante seria legal deixar um link com fotos suas nos comentários pro pessoal ver.

 

[Via Outro Lado]

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Avatar FiliPêra

Promoção para as nossas leitoras: Mostre que é She-Nerd e ganhe uma camisa do NSN

 foto_camisa_fem2

Como você devem ter visto NESSA foto, fizemos algumas camisas do NSN só para testar se estamos prontos para estender nosso domínio ao mundo das roupas (ter dois estilistas no nosso staff tem que servir pra alguma coisa). Mas o que a foto não revela é que fizemos duas camisas femininas também. E como nós amamos vocês, nossas leitoras, bolamos uma promoção pra duas de vocês saírem felizes… e com o NSN no peito!

A promoção é simples: basta nos mandar uma foto fazendo uma coisa nerd (lendo Alan Moore, jogando Wii, tomando banho… enfim, use a criatividade), e com NSN escrito em algum canto da foto (pode ser o NSN na tela do seu monitor, escrito num pedaço de papel, nas suas coxas, tanto faz), é só pra sabermos que a foto foi tirada pra nossa promoção. Simples assim. As donas das duas fotos mais criativas levam uma camisa cada. Pode mandar para nosso email, ou em reply ou DM endereçado a @VozdoAlém ou @BlogNSN!

Aceitaremos fotos até o dia 20 de abril, à meia-noite, e só deixando bem claro que as fotos fotos vencedoras serão exibidas no post com o resultado da promoção! Qualquer dúvida, é só perguntar! Só tem um lance: os tamanhos das camisas são P  e PP. Não temos nada contra as meninas curvilíneas (quem me conhece sabe disso), mas é que só tínhamos a mão esses dois tamanhos mesmo. Outros chegarão em breve, aguarde!

 

PS: Tirem o olho da nossa modelo; é nossa amiga, é casada e trabalha com o BruNêra!

O iPod dos livros

 

image

Muita gente não compreende como o disco de vinil, a fita K7 e o CD morreram, enquanto o livro (que ganhou a forma como conhecemos hoje no século XV) permanece absoluto. Mesmo depois da popularização da internet, que já bateu o número de um bilhão de usuários, e a evolução dos computadores, o livro de papel não perdeu nem um pouco a sua popularidade.

O primeiro motivo para isso é porque o livro, mesmo após mais de cinco séculos, ainda é a melhor tecnologia para a leitura. Ler no computador é desconfortável, pouco prático, a luz do monitor incomoda os olhos depois de um tempo e ainda que seja em um notebook, não é possível ler em qualquer lugar. A menos que você curta ser roubado.

O segundo é que quem gosta de ler de verdade curte sentir a textura do papel nas mãos, mudar as páginas, ter a estante cheia, sentir o cheiro da tinta impressa no papel ainda novo. Pode acreditar, não existe melhor sensação do que tirar o plástico de um livro recém-comprado e começar a ler ali mesmo. Purismo excessivo? Sim, mas completamente compreensível para alguém que cresceu passando bons momentos com os livros. Que riu, se emocionou, chorou a morte de algum personagem e até tentou escrever um. Os livros estão no lado afetivo de muitas pessoas, inclusive em mim, e nenhuma tecnologia revolucionária derrubará isso tão cedo.

Mas inúmeras empresas tentam criar o produto que venha a aposentar o livro de papel de vez. O principal até agora é o Kindle, da livraria eletrônica Amazon, pesa apenas 400 gramas e tem capacidade para mais de mil obras. Mas o seu diferencial mesmo é a sua tela. Enquanto a dos concorrentes emite luz, a tela do Kindle é feita de tinta de verdade. Branca para o fundo e preto para o texto. Enquanto nos demais e-readers você não consegue ler por muito tempo se não seus olhos começam a doer no Kindle não existe este problema! Porém, o livrinho eletrônico peca pelo tamanho (só 6 polegadas), a tela é monocromática e demora muito para mudar de página. Ou seja, não dá para ler revistas nele e apresenta menos praticidade do que um livro de papel.

Já o iPad, da Apple, é o contrário do Kindle. Tela enorme e colorida, "páginas" que viram com os dedos como num livro comum. Mas peca justamente pelo maior avanço do Kindle: sua tela, de LCD, emite luz. Depois de um tempo de leitura seus olhos vão implorar para que você pare.

Agora o desafio é tentar unir o que há de bom no iPhone com as vantagens do Kindle. Já existem protótipos de um e-reader com tela de tinta colorida e outro com tela LCD sensível ao toque, mas que não emite luz. Desenvolvidos, estes dois podem vir a se tonar algo parecido a um iPod de livros. Mais prático, mais ecológico, e com a vantagem que nunca mais você limpará o pó dos seus livros. Eu não sei se um dia vou me acostumar com a idéia de ler livros em um aparelho, mas quem sabe assim eu não possa reler Crime e Castigo sem precisar carregar aquele tijolão debaixo do braço.

 

[Via Superinteressante]

Avatar Dolphin

O Mês no She-NSN

 

jmi3i

Ufa! Enfim consigo um tempinho para relatar aos desatentos como foi o mês lá no Quarto Rosa! Para começar teve o dia da inauguração com direito a Invasão She-NSN aqui no blog-pai.

Na nossa estréia tivemos primeiro o meu texto de apresentação mostrando que nós garotas mandamos tão bem quantos os boys-nerds! Na sequência, veio o post da Anna Dinis dando boas-vindas e mostrando um pouco da personalidade fascinantes das game girls. A querida Ana Recalde - figurinha mais do que conhecida dos leitores do NSN - nos presenteou com um post muito legal com a sua lista de HQ's para quem quer começar a desbravar o maravilhoso mundo da Nona Arte! A Barbara emocionou todos que leram seu texto, uma linda e merecida homenagem ao Maurício de Sousa. Como a data escolhida para colocarmos o nosso bloco na rua foi o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – não poderia faltar o assunto na pauta do dia e a missão coube a sempre simpática Leticia Roese que mostrou o quanto vale muito mais a pena a parceria e respeito mútuo do que a eterna guerra dos sexos. E para fechar o nosso dia de estréia, a minha visão bem pessoal sobre uma das obras do quadrinho japonês, o mangá Fushigi Yuugi de Yuu Watase.

Para quem gosta, como eu, de fan film a dica é o eletrizante Grayson que narra a trajetória do eterno Menino Prodígio – Robin – após o assassinato de Batman. A Ana Recalde nos conta através de sua narrativa suave e de belas fotos, o quanto a Arte pode e deve ser usada como manifestação urbana.

A morte trágica do cartunista Glauco comoveu o país inteiro, mas seguramente podemos dizer que quem faz da Nona Arte a sua vida, sentiu a perda com maior intensidade. E com a Aninha Recalde não seria diferente e ela deixa o seu adeus em uma bela e comovente homenagem.

Que Lego é demais ninguém discute, já está mais do que provado que não há limites para a imaginação quando o assunto são as pecinhas em bloco ou os bonequinho simpáticos. A Niara de Oliveira nos mostrar como momentos históricos eternizados pelas câmeras fotográficas receberam a devida homenagem em Lego. Em seu primeiro post ela nos conta a história da “adolescente americana Jan Rose Kasmir que enfrentou os soldados americanos da Guarda Nacional com uma flor nas mãos.”

De um sonho pirado que tive, surgiu o post nostalgia sobre a ladra mais charmosa e escorregadia da história dos pc's! Depois de Carmen Sandiego, o DOS nunca mais teve a mesma graça! No dia em que eu e Ana Recalde confabulamos pessoalmente, ela me apresentou uma banda brasileira que de cara gamei! E foi justamente sobre o MindFlow que ela falou em um post muito interessante sobre os quatro rapazes brasileiros que vem fazendo sucesso dentro e fora do país. Vale muito a pena dar uma conferida não só no texto da Aninha como também no som dos rapazes!

 

image

Sou do tipo que sempre tiro algo do fundo do baú e quase sempre coisas bem legais. Assim foi com o texto que escrevi sobre uma das HQ's mais incríveis que já li, Sláine – O Deus Guerreiro, que relata brilhantemente a mitologia celta apoiada em uma arte magnífica! E de quebra ainda tem de colher de chá os scans para baixar lá no Calabouço do NSN!

Transformar seu PS3 em uma TV com a programação que você quiser?! Pois é sobre isso que falo em um post onde chuto o balde e declaro guerra ao lixo televisivo que somos obrigados a engolir... ou não! Imagina ter aquela decoração dos seus sonhos, com painéis gigantes, puffs, cortinas e lençóis do seu personagem preferido? É possível e eu mostro como! É só conferir!

O segundo post da Niara de Oliveira com foto-história e Lego trás dessa vez uma das fotografias mais conhecidas do mundo, o da Menina Afegã, imperdível!

A bíblica Lilith ganhou mais um livro que aqui é comentado pela Aninha Recalde. Em seu texto ela nos mostra que a força dessa legítima representante do Sagrado Feminino é ancestral e emerge nos dias de hoje confrontando os velhos valores da sociedade em que vivemos.

Esse foi o mês de março, Pessoas. Espero em breve tornar esse resumão em algo semanal!

Até breve!


Layout UsuárioCompulsivo