sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Avatar Colaborador Nerd

Quinta With PSP

Por Galvão*

 

psp

Design Arrojado, Portátil, Útil, e também parece ser extremamente saboroso

Olá leitores leais da NSN!
Já devem ter visto um post meu aqui há algum tempo... Mas agora vim para "ficar". A cada quinta feira, um post sobre PSP, o console portátil mais problemático que já tive em mãos.

Nessa coluna visarei ajudar vocês, que são, assim como eu, novos donos de um PSP, seja lá qual a "série" dele (1000, 2000 ou 3000). Espero que tudo dê certo aqui. Então, vamos começar já. Primeira coisa:

- PSP É um Playstation Portátil + Gadgets de mentirinha. Porque de mentirinha? Na boa, tente acessar a internet pelo Navegador padrão do PSP. Não presta. Se você quiser algum Gadget BOM, vai ter que apelar para os HomeBrews, que são programinhas para o PSP, criados por pessoas como eu e você.

- Jogos 3 tipos: UMD, que é a micro-mídia padrão do PSP. ISO, que são imagens dos UMD (não me pergunte porque diabos se chama Imagem). E os CSO, que é a MESMA COISA que a ISO... Só que mais leve.

- Música Só coloque se for viajar e se tiver fones de ouvido potentes. Do contrário, nem tente.

- Vídeo Talvez preste. Tenha um Memory Stick (Cartão de Memória) descente, e então pode tentar à vontade.

- Internet DON'T DO IT. (A não ser que você queria usar o Skype do 3000 ou o "Mini-Opera")

UMD psp

Esse bicho estranho e pequeno custa uns 100 reais ou mais. Vai destravar o PSP, ou vai comprar o CDzinho?

Isso é o básico que você tem que saber sobre o seu novo aparelho. Ao menos por enquanto. Agora vamos para a parte que interessa a qualquer novo dono de um PSP. A parte sobre jogar QUALQUER JOGO QUE SUA INTERNET PODER BAIXAR. Sim, essa é a melhor parte! Estamos falando de jogos de 1,8GB no máximo para seu PSP. E não são quaisquer jogos, são jogos MUITO bem feitos (pelo menos em sua maioria).

Bom, você vai lá, compra seu PSP, ele chega lindo lindo lindo, você abre seu uTorrent, baixa 30GB de jogos ISO e CSO, compra um Memory Stick DUO (aqueles de máquina digital. Tanto faz Sony, quanto SanDisk, ambos kick ass), bota os jogos nele, bota no PSP e adivinha??? NADA NO PSP!!

Você grita: "OMFG! Cadê meus jogos?! Eu juro que tinha posto eles no MemoryStick!" Pois é. Ele está no MemoryStick, mas seu PSP é uma criança burra que não sabe ler (ainda)... E se for um PSP-3000 (ou 3K, take your poison), será uma criança que não sabe ler e com amnésia.

Uma coisa de cada vez
Tens que aprender que a Sony é chata demais. Ela cria de vez em quando uma coisa chamada "Firmware", ou FW, ou OFW, Oficial FirmWare. Alguns jogos, irão pedir FW 3.06, 4.40, 5.55, 9.50, que seja. (Não, 9.50 não existe, brincadeira). E para rodar jogos você precisa de uma Custom FirmWare, uma CFW.  CFW é uma coisa simples, é, basicamente, uma FirmWare modificada geneticamente, para que o PSP aprenda a ler no seu Memory Stick DUO maravilhoso.

O mais útil e estável é a CFW Gen A 5.03. "O que é Gen A?" Sei lá, mas funciona muito bem.

"Como fazer isso? Como vou saber qual a FW do meu PSP?"
Ligue-o > Definições > Definições de Sistema > Informação do Sistema.
Vai estar lá: "Software do Sistema: X.XX"

"E se a minha não for 5.03?"
Google -> Upgrade PSP 5.03

 

XMBPSP

Interface padrão do PSP. Você vai ver isso MUITO ainda na sua vida

Normalmente terá um pequeno tutorial que você deve seguir... Que normalmente é algo do tipo: "Cole o arquivo EBOOT no seu Memory Stick DUO, na pasta PSP > GAME > UPDATE (Se a pasta não existir, crie-a). Ligue o PSP, em Jogos terá o Update lá... Suba a data dele! Simples assim. Quando ligar, vá para a Informação do Sistema de novo. Se fez certo, verá lá: "Software do Sistema: Versão 5.03". Bom, no PSP 3000 ao menos, não sei os outros sistemas, baixe o ChickHen R2. Para instala-lo, siga as instruções:

- Baixe o ChickHen R2;
- Haverá uma pasta chamada SLIM, vá lá, copie a pasta "ChickHen" de lá, e coloque na sua pasta PSP > PHOTO (Se a pasta não existir, crie-a).

- Copie o arquivo h.bin para o "Root" do Memory Stick... O que é Root? Simples: A "raiz", a primeira pasta, aonde terá a pasta PSP, ISO, etc. Coloque lá o h.bin.

- Ligue o PSP, vá em Fotos, vá até a pasta ChickHen, aperte -> e desça o scroll até o fim. Assim que o primeiro ovinho frito aparecer em seu PSP, segure pra baixo, até a tela de seu PSP bugar feio. Não se assuste, seu PSP continuará vivo.

- O PSP vai ligar sozinho. Vá na Informação de Sistema, e veja lá! "ChickHen R2 5.03" (ou algo assim).

- Deixe seu PSP 3k assim, e não desligue. Bote no USB denovo, e baixe o GEN A 5.03.
- Abra-o, descompacte-o... Se o seu antí-virus te encher o saco, fale para ele ficar quietinho. Não tem vírus nenhum... Mas apague o arquivo por segurança né?!
- LAUNCH-ME.exe, prencha a lacuna com a letra do drive do seu PSP (Se for E:/, digite somente e, se for H:/ como o meu, digite somente h).

- Vai aparecer a mensagem: "DONE" pronto. Tire o USB, vá para Jogos, e abra o InstallLoader.

- Ele vai abrir um tipo de Prompt do Dos... Coisa de outro mundo. Aperte L ou R, só UMA VEZ. Quando ele terminar (você vai perceber), pressione O.

- O PSP vai ligar... E finalmente poderá jogar seus jogos!!

Agora, vamos para a parte preocupante:
Seu PSP-3000 tem amnésia noturna. Sim. Ele esquece como faz para ler CSO e ISO se você o desligar. Para desligar o PSP, segure o Power para cima por 5 segundos. Ao invés disso, deixe seu aparelho em Sleep, só dê um toque, menos de 1 segundo no Power pra cima, e deixe ele sempre que puder na bateria, para que não ocorram imprevistos.

Se seu PSP desligou... Faça o processo do ChickHen todo denovo. Se ele não der o Bug na tela, tente de novo. Talvez você tenha que tentar umas 2, 4, 8, 100 vezes até que isso volte ao normal. Sério. Para aumentar as chances, formate o Memory Stick (Definições > Definições de Sistema > Formatar Memory Stick) e volte tudo para o padrão (Definições > Definições de Sistema > Restaurar Opções Padrão). Boa sorte.

 

psp-sony

Parabéns. Ele é seu. Agora sofra

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Últimas coisas
"Como colocar jogos em um PSP?"
- Na parte principal do PSP, crie a pasta "ISO", lá você poderá colocar seus jogos em ISO e em CSO.
"E no PSP 2000?"
- Mesma coisa. Mas se não me engano, você pode desligar ele sim. Ele continuará desbloqueado.
"Meus jogos não apareceram mesmo após isso tudo!! E agora?!"
- No Menu do PSP, pressione Select, e aparecerá um menuzinho, aperte pra baixo, vá em UMD ISO MODE, e pressione até aparecer "Sony NP9660". Aperte Select de novo. DONE :D

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meu_psp

Extras

Jogo da semana
Eu estive me divertindo MUITO com o Rock Band Unplugged... Que buga o PSP. Sim, se você deixar o PSP em Sleep durante o Rock Band... Qualquer parte do jogo, seu PSP irá desligar, e até quem sabe sumir com seus jogos. O que é realmente mal. Então, nunca se sabe... Não se arrisque muito nesse jogo... mesmo sendo um ótimo jogo.

Outro jogo que roubou meu tempo foi Final Fantasy Dissidia e Patapon 2. Recomendo que baixem ambos, ótimos jogos.

Relatos de uma compra
PS: Isso, nada mais é que o relato de 1 semana de demora para a entrega de meu PSP, e outras coisas mais. Vou relatar de pouco em pouco a compra, como uma leve historinha :3

"19/08/2009"
Feliz da vida. Chamei meu avô para fazer as contas, pegar o cartão de crédito e começar a fazer a compra. Entrei na loja online, encomendei o PSP, um Memory Stick e um HD Externo de 500 GB da Western Digital.

Compra feita, escolhi como a entrega deveria chegar. Escolhi o e-Sedex... "1 à 2 dias úteis". +20 reais (aproximadamente) no preço, totalizando 1370 reais... Divididos em 10x.
1 ano pagando? Eu não estava nem aí.
Porém... Eu nem sabia no problema que eu estava entrando. (continua!)

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Links

Vídeo Tutorial do ChickHen R2

Outro Tutorial

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*Galvão é über-nerd, gamer convicto, escreve no blog Aliciador e é o mais novo colunista do NSN

Arraste-me Para o Inferno

  arraste-me-para-o-inferno

O diretor Sam Raimi começou a carreira fazendo filmes de terror, até ficar mega famoso dirigindo os filmes do Homem-Aranha. Sete anos e três filmes do aracnídeo depois, ele volta ao gênero onde tudo começou.

Arraste-me para o Inferno conta a história de Christine Brown (Alison Lohman), uma gerente de crédito bancário que almeja ser promovida, mas para isso ela deve mostrar ao seu chefe que é capaz de tomar decisões difíceis. Eis que surge no banco a Senhora Ganush (Lorna Raver), uma velha cigana, que foi pedir a extensão do financiamento da sua casa. Para impressionar o chefe, Christine acaba negando o pedido. Resultado: a velha cigana joga uma maldição na pobre moça, que agora tem apenas três dias antes de perder sua alma para o inferno.

A pergunta que todos fazem é: e aí, Sam Raimi ainda leva jeito pra coisa? Bom, uma coisa é certa, o filme é melhor do que muito remake de terror japonês que sai por aí (alguém ainda aguenta ver aqueles fantasmas com longos cabelos molhados?), mas não chega aos pés do clássico trash Evil Dead (A Morte do Demônio e Uma Noite Alucinante aqui no Brasil). Mas não se preocupe, Arraste-me para o Inferno ainda é bem trash para os padrões atuais, com sustos fáceis e cenas que envolvem algum líquido nojento.

O melhor do filme é que Sam Raimi não fica tentando esconder as coisas, fazer aquele suspense barato. Logo na primeira cena nós já vemos o demônio Lâmia arrastando um garotinho para o inferno. Enquanto a maioria dos filmes fica mostrando apenas vultos passando rapidamente ou sons estranhos, Raimi faz questão de mostrar uma sombra com a forma do demônio. E não é uma sombra que apenas assusta a protagonista, ela agride ferozmente a pobre Chrstine. Ou seja, um terrorzão à moda antiga. Além disso, o diretor faz questão de colocar coisas bem clichês de filmes antigos, como a cena em que Christine escava uma sepultura de noite e com uma chuva desgraçada repleta de relâmpagos. Em outra cena, a jovem amaldiçoada chega a jogar uma bigorna na cabeça da velha cigana (só faltou aparecer o Pernalonga na hora). Aliás, as lutas entre Chrisine e a Senhora Ganush são as melhore coisas do filme, quase tão boas quanto Ash enfrentando a própria mão em Evil Dead.

 

drag me to hell

arraste-me_inferno6

Arraste-me para o Inferno é realmente divertido pra quem já gostava dos filmes de terror do Sam Raimi. Mas pessoas que só o conhecem por causa do Homem-Aranha provavelmente vão se decepcionar (na sessão em que eu estava, escutei gente dizendo que era o pior filme que tinham assistido na vida). Só fiquei decepcionado com o uso exagerado de computação gráfica nas cenas que envolviam líquidos repugnantes. Dava pra perceber que era muito falso, só não sei se o diretor fez isso de propósito ou não. De qualquer forma, valeu o preço do ingresso (até porque só paguei três reais). Agora fico na esperança de que algum dia Sam Raimi faça um novo Evil Dead.

 

Drag me to Hell (EUA, 2009)

Diretor: Sam Raimi

Duração: 99 min

Nota: 8

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Avatar FiliPêra

Patre Primordium e o jeito novo de ler quadrinhos

 

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Como Eu creio que você não viajou para fora do planeta e ficou sem internet (se bem que no espaço tem internet agora), deve saber que o mangá Patre Primordium, roteirizado pela nossa leitora, amiga e colaboradora Ana Recalde, além de ser ótimo, tem a inovação de contar com um app pra leitura no iPhone.

Ao contrário das HQ disponíveis no mundo virtual, este aplicativo reúne técnicas de som na forma de sonoplastia em cada um dos quadros. Mesmo com formatos irregulares em cada um dos quadros da história o aplicativo garante a visão integral do quadrinho. O aplicativo também impede que cada quadro sofra cortes no seu formato. Assim,  subindo, descendo ou andando lateralmente a história o aficcionado por HQ tem a sensação de um filme;

A primeira edição, que custa R$1,99 e estará disponível em aproximadamente 15 dias, serve como plataforma e a cada mês estará disponível uma nova história por R$ 0,99.

A temporada tem 14 edições.

Caso você tenha pego o bonde realmente andando, o mangá narra a história de Amanda Angel, uma garota quase normal, que descobre alguns segredos  de família, revelados após a morte do pai que podem mudar a vida dela.

Tudo fica mais tenso quando no seu aniversário de 19 anos recebe um presente misterioso de seu pai, um livro. Amanda Angel enfrenta revelações que a levam a transformação radical no seu modo de vida.  A morte do pai piora o cenário e ela vai em busca da solução de um segredo que pertencia a sua família.

 

 

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Abaixo o release da chegada do App, feito pela Gol Mobile, e os créditos das dublagens  (fizemos um preview AQUI):

 

GOL MOBILE LANÇA REVISTA EM QUADRINHOS

Em setembro, a Gol Mobile, que foi responsável por aplicativos como o Brasil Flex, lança um app para leitura de quadrinhos, Patre Primordium.

Ele conta a história de Amanda Angel, uma garota quase normal, descobrindo o quanto alguns segredos podem mudar a vida de alguém. No seu aniversário de 19 anos ela recebe um presente misterioso de seu pai, um livro. Aí começa a grande aventura de nossa heroína para descobrir o seu lugar no mundo e a sua missão.

O primeiro aplicativo vai ser a plataforma e nas próximas edições vai ser preciso apenas atualizar o seu app. O download pode ser feito diretamente do seu Iphone.

Outra novidade é que a Patre Primordium vai ter a dublagem e sonoplastia que foi desenvolvida pela Double Sound, com a Supervisão Técnica de L.G d’Orey. E conta com as vozes de Fernanda Fernandes, Flávia Saddy, Sérgio Fortuna, Sarah Souza e Mckeidy Lisita.

Chegou o Opera 10

 

opera

Finalmente foi lançada a nova versão do Opera, um dos melhores navegadores para internet que existem, porém, o menos usado pelas pessoas. Até bem pouco tempo atrás, eu era um feliz usuário do Firefox, até conhecer o Opera e suas facilidades.

A primeira coisa que chama atenção nesta versão 10 (sim, o Opera já é bem antigo) é o visual. Sei que muita gente vai dizer que não se importa com a aparência, e que o importante mesmo são as funcionalidades. Isso até pode ser verdade para o usuário médio ou avançado, mas o usuário comum geralmente escolhe os programas que ficam mais bonitos no PC. E esse novo Opera está muito mais bonito que os anteriores. Nas outras versões, as abas, por exemplo, ficavam grudadas umas nas outras, agora elas têm um pequeno espaço que as separa. Pode parecer bobagem, mas isso facilita a navegação.

E por falar em abas, elas trazem duas inovações. A primeira é que, no lugar das abas tradicionais, você pode escolher ver miniaturas das páginas abertas. O problema é que isso ocupa um espaço considerável da tela, mas é justamente aí que entra outra inovação do Opera 10: o usuário pode escolher onde as abas vão ficar localizadas. Além da tradicional parte de cima, elas podem ser colocadas na parte de baixo ou em um dos lados da tela. Pessoas que têm monitor widescreen com alta resolução podem, tranquilamente, deixar as miniaturas em um dos cantos e ainda ter uma boa visualização da página.

 

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opera_abas_email opera_abas_embaixo opera_abas_esquerda opera_miniaturas

Mas não foi a parte visual que me fez mudar para o Opera, até porque nem utilizo as miniaturas. O bom mesmo está no que já vem instalado nele, como o Opera Mail, um cliente de e-mail muito simples de configurar e que funciona muito bem. Antes eu usava o Thunderbird, um programa da Mozilla (a mesma do Firefox), e não gostei muito. E, assim como todo os resto do navegador, o Opera Mail também está mais bonito, com cores em todos os ícones do menu. Aliás, essa é outra diferença da versão 10 para as anteriores: antigamente tudo no Opera era preto ou cinza, agora ele tem uma paleta de cores um pouco maior. E eu já ia me esquecendo, o Opera Mail agora tem opção de usar o formato HTML para escrever mensagens, ideal para quem gosta de enviar e-mails com letras coloridas ou com imagens no corpo do texto.

Outro ponto positivo do grande O é o sistema de feeds, muito útil para quem acompanha vários blogs. Alguns podem dizer que o Firefox também tem esse sistema, mas eu acho o do Opera bem melhor. Ele carrega as novas postagens como se fosse um e-mail, sem precisar entrar no blog. Já o Firefox carrega toda a página do blog, o que pode ser um saco para quem tem conexão mais lenta.

 

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E com essa nova versão, o Opera simplesmente chegou a perfeição no maior rali de destruição de navegadores: o Acid3, que mede a compatibilidade dos navegadores com os padrões da Web. Se o Firefox 3.5.2 consegue um excelente 93 no teste (clique no link para faze-lo rapidamente), o Opera 10 obtém um 10o. Isso quer dizer que se um site não carregou direito no Opera, ele não foi bem produzido, ou não atendeu a algum padrão da web.

E, pensando em pessoas com conexão mais lenta, essa nova versão vem com o Opera Turbo, um botão que fica no canto inferior esquerdo e que promete acelerar a abertura de páginas. Ele pode ser deixado no automático e vai se ativar sozinho quando detectar que você está conectado em uma rede lenta. Não posso dizer se funciona porque minha conexão não é tão ruim, então não usei esse recurso. E Turbo também é o motor central do Opera que, ao menos para mim, e preliminarmente, pareceu bem mais rápido que o do Opera 9.64.

E por último, mas definitivamente não menos importante, temos a sincronização do Opera. Quando o usuário instala o navegador, ele tem a opção de criar uma conta no site da empresa, depois é só ir no menu arquivo e clicar em sincronização. O Opera vai salvar online todos os seus favoritos e algumas outras configurações. Chega daquele desespero de perder seus sites favoritos quando tiver que formatar sua máquina, basta reinstalar o Opera, logar e seus favoritos estarão de volta.

Claro que nem tudo são flores e algumas coisas poderiam ser melhores. Pra mim, ainda falta no Opera o recurso de auto-completar. É um saco ter que digitar meu endereço de e-mail completo toda vez que vou entrar no Orkut. E falando no Orkut, o Google Talk não funciona no Opera. Mas o defeito mais grave mesmo é o logotipo. Poxa, custava fazer algo maneiro como a raposinha de fogo?

Se você já usa algum navegador que não seja o Internet Explorer, significa que está aberto a novidades, então dê uma chance ao Opera porque vale a pena. Mas se você ainda é adepto do navegador da Microsoft, experimenta pelo menos o Firefox.

Avatar Voz do Além

O chute da WWF nos bagos americanos

 

tsunami

Eu não sou nada fã de propagandas. São chatas, e geralmente não passam disso. Em 90% dos casos nem o produto conseguem vender. Mas propagandas ambientais são mais aguerridas e com uma mensagem melhor, geralmente porque não querem vender nada comercial, apenas uma idéia. Muitos podem dizer que todas elas não passam de parcas iniciativas, mas vejo como complementos de ações que organizações como o Greenpeace e a própria WWF fazem.

A última polêmica - e põe polêmica nisso - diz respeito a propaganda da agência DDB Brasil, que está sendo considerada desrespeitosa com os americanos, sempre cheios daqueles sentimentos falsos. E não estamos falando de qualquer peça publicitária, e sim de algo premiado, mais especificamente com o Merit, no OneShow (para publicitários isso deve significar algo).

Basicamente a propaganda prega algo bastante óbvio, dizendo que a tsunami na Ásia matou mais de 100 vezes que o 11 de setembro, o que qualquer um que sabe contar e tem acesso à estatísticas deve saber. A forma como eles contaram - bem criativa, diga-se de passagem - é que foi o centro do problema, pois mostra vários aviões voando em direção ao World Trade Center, o que encheu os americanos do eterno mimimi deles.

E a casa caiu pra cima da galera da DDB Brasil. Mais correto seria dizer o mundo caiu, já que todos viraram as costas para a propaganda, naquele velho estilo filho feio não tem pai. A WWF disse que o comercial jamais foi aprovado, enquanto a própria DDB pediu desculpas pelo conteúdo da propaganda, afirmando que a mesma não está de acordo com sua filosofia.

A mídia americana ainda aproveitou para colocar a língua de fora e soltar o verbo. Sobrou até para o OneShow, que premiou a peça. Keith Olbermann, do programa Countdown, disse que a equipe da DDB são as piores pessoas do mundo, e que espera que o presidente da empresa morra de fome.

É claro que eles só reclamam por ter a ferida doendo, afinal, gastam somas inacreditáveis com guerras para combater o terrorismo (supostamente para salvar vidas), quando os verdadeiros ceifadores de vidas estão longe de campos de batalha. Assista a propaganda abaixo e tire suas próprias conclusões…

 

Brainstorm #9 [Via Vivo Verde | Com dica do Paulo Martins]

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Avatar FiliPêra

Trio mineiro desenvolve histórias em quadrinhos para Iphone e emplaca produto no Applestore

 

DestaqueGrandeOLegado

Bom, como vocês sabem, gostamos de apoiar projetos independentes e bem feitos. Então, ficamos bastante felizes em divulgar pra vocês o Projeto Kaplan, que como verão abaixo, trata-se de uma série de cybercomics vendidas na AppleStore, com aquela temática meio Big Brother, com regimes tiranos e resistência de alguns poucos acordados.

E como de costume, não censuramos nada do release e publicamos tudo que nos mandaram. Então, não preciso nem dizer que as informações abaixo são de inteira responsabilidade dos produtores do Projeto…

 

Olá;
Somos uma pequena equipe de 3 artistas em BH, que após anos de trabalho, finalmente conseguimos começar a publicar nossas histórias em quadrinhos de forma independente no Iphone, através da Apple Store. Todo o trabalho de criação, produção, roteiro, desenhos, arte-final e ainda toda a parte de produção e programação do aplicativo foi feito por nós três, enfrentando todo tipo de obstáculo.

Gostaríamos de contar com o apoio de vocês na divulgação do nosso trabalho. Segue abaixo um release para imprensa, escrito pela jornalista daqui de BH, Andresa Carvalho, contando um pouco da nossa trajetória.

Para saber mais sobre o nosso projeto, por favor, acessem o nosso site. Podem também, ver o vídeo de divulgação da nossa primeira história no Youtube:

 


Agradecemos desde já a sua atenção.
Obrigado.


 
A história de Tersano, um revolucionário que luta contra um governo totalitário, foi projetada para ser lida no Iphone, através de um aplicativo específico que permite leitura fácil e simples.  

Uma série de histórias em quadrinhos foi cuidadosamente desenvolvida por um trio de amigos de Belo Horizonte que sempre se destacaram como escritores e desenhistas. O que torna o Projeto Kaplan diferente de tudo que já se viu é que ele representa uma iniciativa inédita de quadrinhos brasileiros em português para Iphone.

Os enredos foram criados e desenvolvidos por Leo Ortiz, Alex D’ates e Gio Vieira, sendo que este último,  foi também o responsável pelo desenvolvimento e programação do aplicativo.

Projeto Kaplan

O Projeto Kaplan é um apanhado de histórias que se passam em um universo imaginário, narradas através de vários gêneros de ficção. Todas as histórias ocorrem em um tempo e espaço distantes, em uma Lua denominada Kaplan e narram importantes acontecimentos, entre diversos povos e raças existentes neste mundo, compondo um pequeno fragmento que irá, aos poucos, desenvolver-se numa trama muito maior.

Como os três escrevem as histórias, criaram uma metodologia de trabalho para manter as impressões pessoais que o artista/escritor imprime em sua obra, deixando aquele trabalho com a cara do artista. “Decidimos que a pessoa que pegasse uma história para desenhar, deveria ir com ela até o final e cuidar de todo o seu visual. Assim, quem desenha, também faz o storyboard, a arte-final, o acabamento, a cor, onomatopéias e tudo mais”, diz Gio Vieira.

Quem quiser conhecer mais sobre o produto inovador, deve acessar o site do Projeto Kaplan ou a Apple Store.

Serviço:
Contato: contato@projetokaplan.com.br
Projeto Kaplan: www.projetokaplan.com.br  
Applestore  (é necessário ter o Itunes instalado para abrir este link)

Avatar Voz do Além

A falha no Gmail e os buracos na nuvem

 

computacao-nas-nuvens

Se você é um dos que usam Twitter, sabe que um a das funções da rede (ou sei lá o que é aquilo) é a reclamação. Hoje, com falhas no Gmail, não foi diferente. A reclamação foi geral, como era de se esperar. Quem tentava acessar sua caixa de entrada de emails do Google, iria para uma página que informava que o serviço passava por instabilidades e estava indisponível para vários usuários. O bizarro é que essa hecatombe reclamatória toda ocorreu em tempos de web 2.0, em que nossa vida online transcende, e muito, apenas nossa caixa de emails. Hoje temos diversas ferramentas de socialização, que tornam meio antiquado o uso de emails para vários casos.

Além de expor a nossa dependência de uma única empresa, esse fato reacende (ao menos para mim) conceitos que sempre falo sobre computação na nuvem: é legal? É, mas é perigoso, e deve ser usada com moderação.

É uma maravilha que nossas coisas estejam nos servidores seguros de empresas muito respeitáveis da internet, como o Google, mas eles falham, e nós não podemos fazer nada. Basicamente a computação na nuvem prega (em voz alta) que todos nossos aplicativos importantes e menos pesados podem ser transferidos para similares, que rodem em servidores de empresas especialistas nisso. Basicamente é como abandonar seu Word e passar a usar Google Docs.

Para mim isso parece ilógico, já que hoje processamento, memória e HD são muitíssimo menos dispendiosos que conexões com a internet. Fora que falhas no seu HD podem ser revertidos, o que não posso afirmar de problemas em serviços web, que em sua maioria são beta e grátis.

Ao ouvir cloud computing minha paranóia apita também, afinal diversas coisas importantes nossas ficam guardadas em servidores… que estão sempre sujeitos a perda de dados, falhas nos complexos códigos que mantém tudo funcionando, ou picos de energia, incêndios e tudo o mais. Muitos dizem que sou mané, mas confio mais no meu HD, onde todos os dados estão atualizados e todos a mão para o bom e velho backup.

Casos de falhas em serviços considerados seguros já viraram folclore. Quem nunca ouviu falar de perda de fotos no Flickr, as próprias falhas no Gmail ou exposição de dados no Twitter? E isso com a cloud apenas em sua fase de implantação.

Por isso, com o tempo, passei a tomar medidas para evitar esse tipo de situação. As principais são com relação aos emails e meus textos no NSN. Antes tinha a rotina de escrever artigos importantes no Google Docs, e só depois de pronto passa-lo para o Live Writer. Isso se deve principalmente ao fato de escrever de vários computadores e limitar meus textos a um só, se mostrou um problema. Mesmo com o Docs nunca falhando, usei uma solução melhor: o Evernote. Basicamente ele tem a vantagem de sincronizar o que você faz usando o site dele, com o aplicativo instalado no seu PC, deixando tudo em segurança. Quando formatei minha máquina, não necessitei de backups de nada do Evernote, já que quando terminei de reinstala-lo, ele re-sincronizou tudo e foi como se nunca tivesse o desinstalado.

Outro aplicativo louvável, e que passei a usar em definitivo faz pouco tempo (graças ao fanboyzismo, às vezes, útil do FiliPêra) é o Opera, que ontem ganhou sua décima versão. Ele basicamente traz o melhor do dois mundos, tanto online, quanto offline: sincroniza praticamente tudo, e isso é ótimo.

Ele armazena online coisas como histórico, seus favoritos e feeds, deixando você livre para sincronizar diversos Operas que você use, bastando logar na sua conta. Ao ter que formatar a sua máquina o processo é o mesmo do Evernote: basta alguns segundos e seu navegador é praticamente o mesmo de antes.

Fora que ele tem o Opera Mail, que resolve momentos de crise como o de hoje. É bastante simples configura-lo, bastando você habilitar IMAP ao seu email, e colocar nome e senha da sua conta no navegador. Em segundos todos os seus emails estarão na sua máquina, ficando totalmente offline após a primeira leitura. E tudo integrado ao navegador, que avisa com uma plaquinha (não a Vani, como diria a Jenny Taylor) quando tem mensagem nova.

Com medidas simples como essa, você somente irá rir de chorões reclamando de quedas do Gmail, assim como eu fiz…

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Avatar Dolphin

Última Parada 174

 

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Peguei emprestado esse filme por total insistência de uma conhecida; para vocês terem uma idéia ele ficou aqui guardado em um canto praticamente por uns dois meses.

Eu gosto de filmes nacionais, desde Louco Por Cinema, que considero o filme que retomou a seriedade das películas tupiniquins. Ele é um dos motivos pela qual procuro, sempre que dá, me enfiar na salinha escura me deliciando com o que há de melhor nas produções brasileiras!

Mas essa onde de cinema-verdade iniciado com Cidade de Deus meio que me deixa de nariz torcido. Não gosto dessa coisa toda de alimentar o (pré) conceito que o mundo aqui dentro e lá fora já possuem sobre a questão da violência. Alguns poderiam apontar o dedo em minha direção e dizer que meu ressentimento é devido ao fato de ser o Rio de Janeiro, o cenário sempre escolhido para mostrar o que de pior tem o Brasil. Ah, sim, confesso que me ressinto, afinal eu sou Carioca e, para qualquer um nascido naquela terra calorenta, ver que apenas esse aspecto da cidade é em geral retratado, dói.

 

ultima-parada-174

Mas Última Parada 174 me surpreendeu. Todos os elementos já comuns ao estilo do roteirista Bráulio Mantovani, o mesmo de Cidade de Deus e Tropa de Elite estão lá, mas há algo a mais, talvez o olhar diferente do diretor Bruno Barreto um diretor que vai do divertido O Casamento de Romeu e Julieta ao histórico O Que é Isso Companheiro.

A história todos conhecem, já que na época a repercussão do caso foi gigante devido a cobertura da mídia nacional e estrangeira, o Brasil e o mundo acompanharam horrorizados as longas horas do chamado “sequestro do ônibus 174” e seu desfecho dramático e triste. Mas cabe aqui um breve relato.

Em Junho de 2000 o ônibus 174 que fazia o percurso Centro-Gávea foi abordado por uma viatura da polícia em frente ao Parque Lage no bairro do Jardim Botânico, desconfiados de um provável assalto. Dentro, o sobrevivente da Chacina da Candelária Sandro Barbosa do Nascimento, armado e provavelmente muito drogado, se desespera e faz todos de refém dando início as cinco horas mais tensas que a cidade já presenciou. Após liberar os passageiros homens e ficar com 10 reféns mulheres, suas ações nervosas terminaram com sua saída do veículo levando como escudo humano a professora Geísa Firmo Gonçalves. Um policial do Bope tenta então alvejar Sandro com uma submetralhadora e errando, acerta de raspão a refém que acaba por levar mais três tiros nas costas disparados pelo sequestrador. Imobilizado pelos policiais ele é posto em uma viatura e lá dentro é morto por asfixia. Todos os policiais acusados por sua morte foram julgados e declarados inocentes.

Última Parada 174 não conta a história do sequestro e sim a vida de Sandro, de sua infância até seu momento final. Misturando realidade a ficção, Bruno Barreto nos presenteia com uma história emocionante, em uma bela crônica que nos faz refletir sobre a vida dessas pessoas que vivem a margem da sociedade.

Desde as primeiras cenas narrando o começo da trajetória da vida de dois meninos quase homônimos, um é Sandro e o outro Alessandro, ambos com o apelido de Alê, o filme desperta todos os tipos de sentimentos, da emoção a repulsa e vai costurando uma colcha de situações que revela a tênue linha que separa o mundo de cá do mundo de lá.

Com personagens reais, humanos, sofridos mas nem por isso menos belos, vemos desfilar perante os nossos olhos essa incrível força que mobiliza os brasileiros quando realmente querem. Através da vida de Sandro vão sendo contadas pequeninas histórias que passam despercebidas, o dia a dia da vida malograda dessa gente que faz, não espera acontecer.

Temos a ex-viciada que perde o filho para o tráfico e encontra na fé a força para viver sem nunca desistir de reencontrar a sua cria, a determinação, a garra e a liderança da fundadora de uma ONG disposta a fazer a sociedade entender que xenofobia é combustível para a violência, a ex-menina de rua que torna-se prostituta e mesmo apaixonada sabe que tem que manter os pés no chão e continuar com o seu “trabalho”, porque não há no mundo um outro lugar para ela.

Esses são alguns exemplos, há outros mais, uns saltam aos olhos porque possuem uma participação mais acentuada, outras são para serem observadas nas entrelinhas.

 

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E dessa forma a vida de Sandro vai tomando forma, cor, cheiro, sabor... todos os sentidos são usados no intuito de nos fazer ver que a realidade nua e crua apesar de terrível pode saciar nossa necessidade de ver uma bela história sendo contada.

Última Parada 174 é mais do que um filme para servir de debate nos bate-papos em mesa de bar regrados a cerveja, é na verdade para ser apreciado como um ótimo exemplo da manifestação da Sétima Arte!

 

Última Parada 174 (Brasil, 2008)

Diretor: Bruno Barreto

Duração: 110 min

Nota: 9

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Vestir Música. Escutar Emoção. Comprar Tendência

Por André Pacheco*

 

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Todo dia é sempre igual, não necessariamente sacudindo às 6 da manhã, e para deixar esse cotidiano diferente - ou pelo menos tentar - colocamos uma música como pano de fundo. Ou podemos achar que ela se porta única e exclusivamente como pano de fundo. Posso chamar de trilha sonora, sendo mais exato, ou soundtrack, para soar mais cosmopolita.

Definindo música? Um monte de notas (musicais) embaixo de uma letra. Funções sociais? Emocionar, manifestar cultura e vender. Sim, vender, afinal estamos num contexto da Indústria Cultural. Vender está diretamente ligado à lucrar. Lucro, uma palavra que não combina em nada com o Nerd Somos Nozes.

Não combina?

Combina, e muito. Bem mais que goiabada com queijo de minas. Lucro é que nem camiseta branca, é peça coringa. É claro, não estou falando apenas de lucros financeiros. E no universo musical, o lucro pode vir de diversas formas (exceto para as grandes gravadoras, elas sim só querem grana).

Lembra que falei agora pouco que a música é feita para emocionar ou para manifestar uma cultura? Pois bem, emociona (positiva e negativamente, mas o faz) e manifesta uma maneira de ver o mundo. E faz mais quando se propõe a tal, entra na história de vida das pessoas como consequência. Um exemplo? Eu citei de forma indireta (beirando ao pragmático) a música Cotidiano logo no começo do meu texto.

E assim é com centenas de outras canções que fazem a gente caminhar e cantar enquanto a seguimos. Elas estão estampadas nas nossas vidas, fazem parte de nosso diário. Escrevemos escutando música, casamos e divorciamos ao som de algo específico, fazemos exercícios físicos com um aparelho de Mp3 ou Mp4 player (ou você ainda usa discman?).

Outro exemplo? Dessa vez mais comercial: Em 2000, Madonna lançou o disco Music. E daí? Pega só a simplória explicação:

É um CD eletrônico. Vendeu horrores e o vídeo da música principal passou até dizer chega. Music marcou, e uma galera dançou. Hey Mr. Dj, put a record on. Madonna se vestiu de cowgirl para ajudar na imagem. E o que teve de gente que comprou chapéu e fez pose de texano, e dançando um som que de country não tinha nada.

Até hoje, passados 9 anos, as faixas desse disco são escutadas por alguns. Por quê? Ora, porque marcaram essas pessoais. O mesmo se dá - sem levar em conta uma análise mais profunda - com Para Não Dizer Que Não Falei Das Flores. Pode parecer um equívoco: Mas música é tudo igual. Não adianta separar gêneros e brigar pelo seu artista preferido. Você escuta a farinha do mesmo saco que o outro do seu lado. E faz um pão com essa farinha, o fermento nesse caso é o seu emocional.

Geraldo Vandré e Madonna representam tendências diferentes em períodos históricos também diferentes. Alguém comprou o discurso que eles fizeram. E as músicas de cada um (e de diversos outros incontáveis artistas) estão aí, soltinhas na web e prontas para marcar o primeiro que baixar.

Alguém sempre acaba lucrando com a música.

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*André Pacheco é estudante de Comunicação Social/Jornalismo. É dono do Vestiário, escreve coisas que até ele acha nada a ver e tenta a todo a custo não usar Madonna como exemplo em seus textos.

Avatar FiliPêra

BlogDay… atrasado, mas vai!

 

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Sim, admito que esqueci do BlogDay, e se não lesse ESSE post do Vertigem, e ESSE do Rapadura Açucarada, a data passaria batido aqui no NSN. Ajuda o fato de nós já termos feito um mapa dos blogs que lemos, AQUI e AQUI. Mas, sempre gosto de indicar coisas que leio, até porque ler ocupa a maior parte do meu dia (e escrever a outra parte dele). Ano passado o BlogDay rendeu ESSE post, então é natural que não repita os blogs. Acrescente também à lista os dois blogs que citei aí em cima, que são a melhor união de textos inteligentes com o mundo dos quadrinhos, que anda tão sofrido por aqui…

Mas, sem mais delongas, os quatro blogs que vou indicar…

 

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Geek

O Geek basicamente é o maior símbolo da cultura geek no Brasil (overdose de geek logo de cara). É um portal com um amontoado de blogs da maior qualidade com o conteúdo tecnológico que owna os textos de muitos blogs de publicações mais conhecidas, como a INFO, que basicamente pega relises e coloca lá… fora que pede iPhones dos leitores para resenhar. Além do mais é uma das nossas melhores fontes de posts…

 

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El Bigodon Mardiiito (Por A Voz do Além)

Basicamente a minha Ruivinha preferida foi a responsável por eu voltar a gostar de futebol (até comprei a camisa do meu time do coração, o Timão!!!), sempre com os textos mais lúcidos e ácidos sobre o esporte paixão nacional. Fora que ela - ao menos o pouco que conheço dela, afinal ela é meio anônima, bem no meu estilo - torna toda a experiência mais divertida, com posts de causar overdose de tanto rir, e aquela sensação de que realmente sabe do que tá falando. Não como caras chatos como Galvão Bueno e o cara de bolacha do Luciano do Valle (o fato de ser linda torna a experiência melhor ainda) que só sabem puxar o saco dos medalhões e dos patrocinadores de suas emissoras.

Nas horas vagas ainda escreve tutoriais bem interessantes para as meninas (mas que sempre trazem aquele conhecimento milenar para os homens), e escreve no Usuário Compulsivo, outro que tem presença cativa entre os melhores blogs que leio. Resumindo, não só como blog, mas também como a pessoa que é, a Jenny merece estar em qualquer Top edificante (além de merecer um beijo grande e molhado).

 

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Vivo Verde

A musa da blogosfera ambiental é para mim uma das maiores amigas blogueiras entre as que nós, do Clã NSN, já conhecemos. Além disso tem o único blog ambiental que realmente gosto, não só por ser dela (pessoa que amo), mas por ser realmente bom. Trata do assunto como tem que ser, sem ser pedante e achar que é a única que está com a razão, o que ocorre em muitos blogs do gênero. Então, não deixe de dar uma passada lá!

 

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Rostinhos Bonitos (Por Dolphin)

Criatividade e beleza são os ingredientes desse blog lindamente feminino, que mistura imagens das engraçadas e bem compostas, com conteúdo da melhor qualidade. Fora que são nerds, o que só melhora tudo, afinal She-Nerds são meio raras por aí!

 

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Remixtures (Por A Voz do Além)

O Remixtures para mim foi o maior achado do Y! Posts. É simplesmente um Torrent Freak, mas escrito em português (de Portugal, pelo gente boa, Miguel Caetano). Ele é uma das minhas principais fontes quando quero saber como anda os processos contra o Pirate Bay, ou a última lambança da MPAA. Fora posts muito elucidativos sobre a cultura de compartilhamento e de torrents em geral. Altamente recomendável!

 

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Bônus: Síndrome de Estocolmo (Por Dolphin)

O Blog da querida Denise Arcoverde é tudo o que uma mulher antenada precisa!

Politizada, inteligente, divertida, culta, super mãezona e uma cidadã do mundo, essa pernambucana simpática nos abastece de informações quase que diariamente com os mais diversos assuntos! Desde seus deliciosos momentos em família as curiosidades que encontra nos países em que viveu ou passou. Feminismo, justiça social, músicas, filmes, publicidade são alguns dos temas recorrentes.

Para aqueles que não se contentam com o lugar comum, o Síndrome de Estocolmo é um achado!


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