Por A Voz do Além
A Disney, como você bem sabe, é um dos maiores impérios cinematográficos do planeta. Só para constar, a Disney Filmes (sob o nome de Buena Vista International) é o único dos grandes estúdios do planeta que ainda não foi comprado por um grande conglomerado de comunicação, que passa a atuar por trás dos panos. Mas, após uma fase em que passou a virar sinônimo de animação, a poderosa Disney caiu, e para o fundo do poço.
Seu retorno ao mundo dos grandes foi, em parte, graças Jeffrey Katzenberg, que trouxe de volta a “magia” da Disney para as telas de cinema, colocando-a de novo como uma potência das animações, o que só seria colocado à prova com a estréia de Shrek, em 2001.
Primeiramente, quando falamos em Disney, não falamos apenas nos desenhos tão conhecidos por nós, mas de uma miríade de estúdios, que engloba inclusive o ex-queridinho dos cults: o Miramax, lar de filmes como Pulp Fiction. Ou seja, a Disney não é apenas uma indústria de entretenimento para crianças choronas, mas uma grande empresa, um império do entretenimento.
Mas não pense que, por esses motivos (principalmente pelo fato de serem para crianças) os desenhos da Disney são um exemplo. É claro, desenhos e filmes politicamente incorretos são das melhores coisas que existem, mas nem isso os desenhos da Disney são. Aparentemente eles passam lições de moral para as crianças, mas no fundo querem querem que seus filhos sejam uns desviados (sacou? dezviados) sexuais. Felizmente com a compra da Pixar, parece que as coisas mudaram. As mensagens subliminares, tão famosas (ao ponto de quase virarem lendas urbanas) nos desenhos Disney, desaparecem, ou todos os conspirólogos que ouvem discos invertidos foram subornados.
E os desenhados em que foram achadas pequenas mensagens subliminares não são poucos, o que logo descarta a possibilidade de coincidência. Some a isso o fato de que a própria Disney reconheceu boa parte do que vai estar descrito abaixo (e colocou a culpa num, sempre criminoso, estagiário) e algumas vezes chegou a pedir desculpas pelo ocorrido, o que descarta a possibilidade de montagens e conspirações querendo destruir a imagem da empresa do Mickey (que dizem as más línguas, é uma biba roedora).
1 – A Pequena Sereia
Esse, coitado, é um dos desenhos mais criticados. A começar pela sua capa, que contém uma “benga” no lugar de uma das colunas do palácio, como você vê na imagem. E outra de suas tais mensagens subliminares, é o padre que celebra o casamento de Ariel com o humano. Aparentemente ele nunca viu uma sereia na vida, e ficou excitado ao ve-la, o que provavelmente ocasionou em demissão, por João Paulo II.
2 – O Rei Leão
Esse é outro clássico da subliminaria. A começar pela famosa palavra sex (sexo, como vocês bem sabem) que aparece estampada assim que Simba bate com a pata no chão e espalha poeira. Além disso vemos Scar, sim, aquele leão afeminado igual ao Bambi (oh! outro personagem da Disney); o que, com certeza não deve ser um bom exemplo para as crianças encantadas com o mundo Disney.
Fora isso encontrei referências aparentemente enganosas à respeito da capa desse filme. Alguns hoaxes diziam que existiam uma mensagem numa pedra dizendo: “Elton John isn’t gay”; além da existência de um casal de elefantes copulando e do rosto de Walt Disney no céu.
Essa é falsa…
Bom, ou a Disney mudou completamente a capa original (que realmente é outra para o DVD) ou esse é um hoax, pois não encontrei nenhuma capa que contivesse essas mensagens, além da vista em um site.
3 – Bernardo e Bianca
Esse é o maior de todos, além de ter sido o primeiro caso em que a PRÓPRIA Disney admitiu a existência de uma mensagem subliminar. Durante um pequeno passeio dos dois protagonistas, vê-se uma imagem de uma mulher pelada na janela (gostei dos peitos!). No dia 08/01/99 a Disney soltou um comunicado admitindo o fato e tratou de recolher as mais de 4 milhões de cópias do filme vendidas, gerando um prejuízo na casa de 78 milhões de dólares. Tudo por causa de dois frames…
Tem mais, muito mais. Porém não achei referências para várias dessas coisas. Tem a passagem em que Aladin manda as crianças tirarem a roupa, e alguns minutos depois as manda se suicidarem. O gato que se chama Lucifer, em Cinderela; a Cruela Devil (capeta, em outras palavras); as ameaças à Cristo de Hades; os palavrões de Woody e Buzz Lightyear; e os demônios de Fantasia.
Resultado: ou a Disney realmente é especialista em mensagens subliminares, ou ela odiada (e muito) pelos conspirólogos de plantão. Minha opinião? Não sou do tipo que vê problema em tudo, mas é de se admitir que, se a própria empresa afirmou que um de seus desenhos teve de fato uma mensagem subliminar, tem coisa errada aí. Não diria para queimar a Disney, mas simplesmente rir desse tipo de coisa parece ser uma atitude bem idiota.
Enfim, a Pixar eu continuo assistindo, mas os desenhos “normais” da casa do Mickey pra mim são uma porcaria mesmo, com ou sem mensagens subliminares!
Inspiração: URLesque [Via dica por e-mail do Compulsivo]