segunda-feira, 12 de julho de 2010

Avatar Voz do Além

Eclipse

 

filmes[3][1]image

A “Saga” Crepúsculo está para os jornalistas de cinema da mesma forma que o Imposto de Renda está para os trabalhadores. Para os que se dignificam a assistir e resenhar os filmes da série, é necessário aquele tipo de disposição e força sobre humana para dar um pouco mais de informação para seus leitores - e os aconselhar a ficar longe de praticamente todos os filmes com Twilight Saga no título. Então, cá estou Eu, mostrando que tenho essa coragem - e uma certa dose de masoquismo, pelo visto, resenhei os três.

Em primeiro lugar é preciso dizer que a paciência de uma pessoa é algo que tem limites. Mesmo que ela não seja cheia de preconceitos, como é o meu caso. Se o primeiro filme foi ruim pra cacete, é de se esperar que role um crescimento em algum quesito - QUALQUER um  - à medida que os outros filmes vão sendo lançados. E, bem, nada disso acontece. No máximo a trilha sonora continua boa como sempre, e o resto vai cada vez ficando mais chato e repetitivo. E, com isso, vai indo tudo cada vez mais para o ralo. Até as piadinhas com fadas brilhantes, lobinhos descamisados e outras aberrações, estão ficando sem graça, o que tira toda a utilidade de Crepúsculo para uns 99,3% da população mundial.

Mas o filme, em algum momento, me fez pensar uma coisa interessante. Muitos dizem que a desculpa para ele ser tão ruim e meloso é o fato dele ser direcionado a um público bastante específico e exigente: meninas de 15 anos que querem achar seu príncipe encantado. É isso que torna o filme amado para essa camada da população. Agora, a grande questão é: como um filme feito para adolescentes pode ser tão odiável assim? Explico: vejo um monte de filmes infantis sem problemas: da Pixar, a série Shrek, Era do Gelo e até alguns integralmente da Disney, tipo A Nova Onda do Imperador. Além de gostar deles, ainda faço aquelas referências engraçadas, citando frases desses desenhos para todos rirem. Entende? São filmes primordialmente infantis, mas possuem camadas engraçadas até mesmo para adultos. Mas eles são comédias, são para rir, pô, não dá para comparar!, você deve estar dizendo. OK, usemos exemplos de filmes infantis não-comédias: Rei Leão. Por mais que você odeie a Disney, há de concordar que Rei Leão é um clássico das animações, e isso independe de você tê-lo visto criança ou adulto. Entre os filmes adolescentes - ou pré-adolescentes - que vi e que são clássicos absolutos constam Os Goonies e Conta Comigo. Mais uma vez: totens do cinema, e isso não é só para quem os assistiu na idade certa, como é o meu caso.

Mas, parece que as adolescentes - e, cada vez mais, OS adolescentes da geração Restart - vivem num limbo existencial em que aparentemente é necessário que as coisas sejam por demais fantasiosas e absurdas, cheias daquela melação ridícula, para que possam ser apreciadas. Só assim para tentar explicar como obras infantis - seja ele qual for, até mesmo Cocoricó falando sobre cocô - soam muito melhores do que Crepúsculo e todas as coisas descartáveis vindas dele. Para ter uma idéia: Wall-E (um ROBÔ, digitalmente construído) contracenando com uma BARATA, num mundo cheio de LIXO é muito mais expressivo e cheio de significados que as cerca de seis horas que a “saga” teve até aqui.

O lance é que os três personagens principais da trama são arquétipos de idiotice, sem qualquer vida a não ser ficar melando os ouvidos uns dos outros. Mas, eles são bem mais desenvolvidos aqui, e passamos a entender nuances que os outros filmes não deixavam muito claras. Vamos lá: em primeiro lugar, Bella parece querer um menage à trois bizarro e inédito na história da humanidade, que nem Buttman com um nível alcoólico daqueles de embebedar alguém do outro lado de uma linha telefônica conseguiria imaginar. Estamos falando de uma mistura de zoofilia com necrofilia intermediada por uma humana, coisa que nem com meus profundos conhecimentos de putaria já tenha ouvido falar. Mas esse lance não vai dar certo por um motivo: Edward (a fada) deixou subentendido que o lance dele é outro, ele quer Jacob por perto. E o problema é que ele é possessivo demais para partilhar esses dois elementos do triângulo; enquanto Bella quer juntar todo o mundo, Ed quer separar, mas parece querer os dois, um de cada vez. Só apelando para a homoafetividade entre espécies inimigas para explicar a genialidade perversa e involuntária contida na Cena da Barraca, uma clara referência a O Segredo de Brokeback Mountain. Duvida? Vamos deixar que os diálogos falem por si só por algumas linhas (só para explicar a cena: Ed e Bella foram para as montanhas para fugir de Victoria e um exército de vampiros recém-transformados, mas lá estava muito frio, e Jacob surge para aquecê-la, já que vampiros carecem de calor):

 

Jacob [falando com Edward]: E, vamos admitir... sou mais quente do que você.

Jacob [falando com Bella… e Edward olhando tudo]: Seria mais rápido se tirasse a roupa.

Jacob [para Edward, Bella está dormindo]: Eu realmente te deixo à flor dessa pele gelada, não é?

A cena da barraca é a mostra maior maior do dilema que vive Ed: ele parece querer Jacob e Bella, mas não quer os dois juntos, não quer que o triângulo se feche. E ele usa Bella para manter Jacob na área, nem que seja só para ficar vendo ele sem camisa. E, depois desse início de conversa que mostra que Edward não tem problema em ser corno, e que Jacob percebeu que deixa Ed brilhando sem precisar de sol… ainda tem mais.

 

Edward [para Jacob, Bella ainda dorme]: Pode parecer estranho, mas estou feliz que você esteja aqui.

Edward [para Jacob de novo. Bella tá dormindo, já deu pra perceber que essa cena é só deles mesmo]: Se não fôssemos inimigos naturais, e não estivesse tentando roubar a minha razão de existir, eu poderia até gostar de você.

Não sei quanto a vocês, mas concluí que rolou o despertar de uma paixão aí. Compreendamos a cena melhor. Você tem uma namorada, gosta dela, tá disposto a tudo por ela e todas essas coisas românticas. Mas tem um concorrente no pedaço, um cara a qual ela tem uma queda porque você deu uma de covarde e deixou ela pra trás. Tudo bem, você voltou, reconquistou a mina, vão se casar. Mas aí a leva para uma montanha gelada e parece não ter colocado na cabeça que ela tem a temperatura constante e precisa estar aquecida, o que não é seu caso. Você é super rápido, poderia dar uma corrida até em casa (ou algum outro canto) pegar umas cobertas e resolver o problema. Ou, se não rolasse, caçar um alce e tirar a pele dele para ajudar.

Mas Ed, mesmo sendo um cara com uma personalidade possessiva de uma forma doentia, parece não pensar nesse tipo de solução inteligente, e acabou por deixar o concorrente entrar no ninho de amor dos dois e ENCOXAR a namorada dele. Esse mesmo cara seminu - que ainda sugestiona a namorada dele pra que tira a roupa - que entra embaixo das cobertas dela e dá aquele garro… recebe um AGRADECIMENTO de Ed, que não satisfeito, ainda passa uma cantada de leve no projeto de lobo.

 

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Simplesmente não consigo entender como uma menina - mesmo uma que transforma a revista Capricho na Bíblia de costumes dela - consegue gostar de tamanha idiotice e de diálogos que me fazem amaldiçoar o dia em que O Cantor de Jazz inaugurou a era de filmes falados. E, para se ter idéia do nível do resto do filme, esse foi um dos únicos momentos que fugiu da babação habitual: “Case comigo” “Não” “Case comigo” “Me transforme” (ad infinitum). E não, não tirei isso dos outros dois filmes, essas são as exatas primeiras falas do longa, vindas depois de uma tentativa patética de Bella pronunciar um projeto de poema filosófico meio auto-destrutivo.

E é por fatores como esse que realmente entendi que o motivo de tudo ser ruim nesse filme é Edward, e não Bella, como alguns apontam. Se Edward fosse algo mais do que a personalização de macho afetado de nova geração, talvez já tivesse tomado controle da situação. Mas não, ele é a materialização da patetice e da insegurança que parece existir em todos os homens… mas Meyer elevou isso a um nível que beira a overdose e subverteu o personagem de tal maneira, que esse arquétipo de homem que poderia soar real, está no corpo de um afeminado que não sabe se quer a menina que ele chama de a razão do meu existir ou o menino-lobo. Isso é acentuado ainda mais no momento em que os dois ficam sozinhos na mansão dos Cullen. Bella tinha tido aquela conversa com o pai dela, e tomou uma decisão repentina: tá na hora de apimentar a relação. Sim, Bella, o símbolo maior da indecisão e da falta de sal de toda uma geração de meninas que se inspiram em filmes melosos, resolve transar, afinal, ela ama o cara. Mas Edward… bom, ele rejeita, porque tá a fim de casar. Assinar papéis, como diz Bella (sim, ela usou uma frase que Eu já proferi, pra mim é um avanço). E depois, acho que até a maior fã de Ed sente uma vergonha alheia extrema: ele começa a proferir um discurso de no meu tempo eu te cortejaria, roubaria um beijo ou dois, pediria a seus pais, e blábláblá… tudo pra justificar a negada de fogo épica dele.

Essa cena diz muito da autora Stephenie Meyer, uma mórmon das mais fanáticas, aparentemente, daquelas que devem incentivar  jovens branquelos da Califórnia a virem para o Brasil nos oferecer o Livro de Mórmon, enquanto estamos tentando vencer na vida. E ela falha miseravelmente na mensagem celibatária que quer enfiar goela abaixo ao seu público. Edward - repito: que tem 109 anos - parece o mais perfeito idiota ao tentar convencer Bella a casar com ele. Nesse momento, as que torcem por Ed devem ter desejado que ela ficasse com Jacob, que fez mais por Bella na encoxada da barraca do que o Fada nos três filmes.

O detalhe do casamento diz outra coisa sobre Meyer que nós também já sabemos: ela é uma péssima escritora. Usou um fiapo de trama - Bella aceita ou não se casar com Ed - e moldou todo um lenga-lenga que ela chama de livro em cima disso. Na tarefa, ela foi ajudada pela roteirista Melissa Rosenberg (que roteirizou Dexter… inacreditavelmente), que tornou a trama um mar de chatice. É uma sucessão de pedidos de casamento, alianças, anéis não usados, lobinhos que recebem notícias nas montanhas… e a sensação aparente é que quiseram soterrar todas as tentativas de se fazer um filme minimamente bom. Se quisessem fazer uma história de amor impossível, que aprendessem com O Senhor dos Anéis, que no meio de uma sucessão épica de subtramas e de uma torrente de personagens secundários, mas importantes, mantém uma história de amor impossível: Aragorn e Arwen. Os dois não precisam despejar falas imbecis para mostrar como se amam, ou ficar assumindo um tom beira de precipício pra darem a entender que o amor deles é impossível. Ou fizessem como no já citado Wall-E, em que robôs mudos, frutos de computação gráfica, conseguem nos entregar uma história muito mais tocante do que o monte de asneiras mela-calcinha vistas aqui.

 

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Por trás desse melodrama esquizofrênico, existe até algo perto da existência de uma trama. E ela poderia render até um filme tragável, se não fosse o triângulo amoroso de espécies diferentes esmerdalhando tudo sem dó. Os vilões chegam a ser melhores que do que os vampiros hippies sedentos de sangue do primeiro capítulo e Victoria sozinha e vingativa no segundo. Bom, a ruivinha sedenta de sangue ainda tá na área, mas dessa vez tem um plano. Ela transforma Riley - um qualquer - em vampiro, e ele dá início a construção de um exército de sugadores de sangue para caçarem Bella no intuito de fazer Ed sofrer um pouco a dor da perda.

E aí é que começa, de certa forma, a perda da inocência da série. Chegou a hora da guerra, e os Cullen precisam se preparar para isso. Mas, mesmo com uma situação que pode gerar uma boa narrativa, Meyer põe tudo a perder e de cara manda um foda-se pra mitologia de vampiros novamente. Vampiros recém-transformados são mais fortes, porque tem sangue humano ainda presente em suas veias, fala o Dr. Carlisle Cullen, e pronto… não preciso falar mais nada, a merda já tá feita. Essa guerra iminente serve mais para mostrar uma aliança lobos-vampiros do qualquer outra coisa - que provavelmente não terá qualquer importância no próximo capítulo. Até as cenas de ação são abobadas - ao menos quebram o clima irritante do restante do filme - mas chegam a ser divertidas, mesmo que o massacre do exército de vampiros seja contido, e todos os seres mortos se assemelhem a jarros vazios quebrados - lembra A Coisa, com aquelas cabeças ocas devoradas pela gosma branca? É bem aquilo.

Esse conflito também serve para apresentar alguns flashbacks dos outros Cullen. Poderia ser a oportunidade perfeita para nos convencer que eles são um pouco mais que bonecos de cera bonzinhos que chupam sangue de animais. Seria assim se as essas cenas apresentadas não fossem apenas reflexos de coisas que vão acontecer com Bella, dando a entender que a entrada dela no Clã é parte de alguma espécie de Plano Vampírico Profético Superior. Da mesma forma, a presença dos Volturi - cada vez mais próximos de serem vilões - é subaproveitada e os minutos em que eles aparecem servem mais como muleta para o estiloso desfile em câmera lenta deles, com uma aura superior e aquela fúria contida que parece dizer um eu poderia matar vocês agora, seus mordedores de animais inúteis.

A direção de David Slade (MeninaMá.com e 30 Dias de Noite) até tenta fazer alguma coisa pelo filme, juntando câmeras um pouco menos estáticas e mais dinâmicas, e dar uma certa pulsão, mas as tentativas não combinam com a apatia do roteiro e dos diálogos do filme, e isso termina mais por atrapalhar do que ajudar, demonstrando uma desconexão do modo como ele leva esse aspecto dos outros. A trilha sonora é - assim como nos outros capítulos da quadrilogia - o destaque solitário aqui. Mas, por tê-la baixado semanas antes de ver o filme, parte da surpresa se foi. Porém, ver as músicas bem colocadas no filme é uma coisa e tanto. Nesse pack de canções descobri Florence and The Machines e Metric, dois artistas pop de primeira, além de ver artistas consagrados que já conheço mostrando porque são bons: The Black Keys, The Dead Weather, UNKLE, Bat for Lashes, e, claro, Muse. Com certeza tais presenças são garantia de que entre um diálogo risível e outro, vão rolar boas músicas.

 

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Mas, se a trilha continua sendo habitualmente boa, o resto continua um poço de defeitos e buracos. É notável como chegamos ao terceiro filme da série, e tudo continua num mar de estagnação aguda. É como uma lagoa poluída, cheia de dejetos, onde só se sobressaem algumas porções de vida que lutam para continuar existindo. Por que não dar mais profundidade aos Volturi, ou a Jasper que ganhou um background até legal? Por que não explicar melhor a rivalidade dos lobos e vampiros? Porque existe um triângulo amoroso no meio do caminho, e ele não precisa de aprofundamento. Isso é Crepúsculo e seus filhotes. É um delírio de quem vive num mundo cheio de moralismos baratos, paixonites homoafetadas, num universo de total falta de qualquer profundidade cultural e contato com a realidade. É a consolidação cinematográfica do que se passa na cabeça de uma geração que se apega em soluções fáceis e de gente com emocional mal definido, além de qualquer senso de decisão.

Só veja se disso depender o fim de uma greve de sexo…

 

The Twilight Saga: Eclipse (EUA, 2010)

Diretor: David Slade

Duração: 124 min

Nota: 2

37 Comentaram...

Paulo Roberto [Em Paralello] disse...

"Só veja se disso depender o fim de uma greve de sexo…"

Prefiro trocar de namorada!! Assistir a essa merda eu não assisto!!

Perfeito o texto, mas acho que até o final da "saga" você ainda vai acabar gostar do filme!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

capone_da_mama disse...

Cara, puta que pariu de post bom do cacete.
Você fez o que nenhum crítico de cinema faz com filmes ruins.
Todo mundo quando vai criticar essa chatice pisa em ovos antes de falar muito mal do filme e chamar a escritora de escrota.

Ficou muito bom ( e muito engraçado).
Parabéns.
Esse post eu tive que divulgar!

Descanso da Alma disse...

Isso dá uma saudade dos verdadeiros filmes de vampiros e lobsomens como A Entrevista com Vampiro e Anjos da Noite. Boas tramas e não dispensam o que é essencial, a maldade de ambas as espécies.

A Saga crepúsculo é uma merda...

Teilor disse...

O NSN é o único lugar que encontro criticas de filmes que valem a pena ser lidas. O resto é só bobagem.

Nunca vi nenhum filme dessa saga, mas li o primeiro livro (ou quase) e só posso dizer que que tenho pena das fãs dessas histórias.

A trama toda é tão débil e infantil que parece ter sido tirada do diário de alguma menina de 12 anos.

Ana Duarte disse...

"E depois, acho que até a maior fã de Ed sente uma vergonha alheia extrema: ele começa a proferir um discurso de no meu tempo eu te cortejaria, roubaria um beijo ou dois, pediria a seus pais, e blábláblá… tudo pra justificar a negada de fogo épica dele."

Prezados autora e vampiro purpurina,
Nesse tempo o cara frequentava prostíbulos enquanto cortejava a donzela e pedia a mão dela aos pais, ok? Isso não era falado abertamente, mas nunca deixou de ser sinal de virilidade.

Pera, o que eu tô falando? "Viril" e "Edward" não são termos associáveis. Deixa pra lá... ¬¬

Mandou muito bem, @VozdoAlem! Parabéns pelo post que, além de bem feito, me fez rir pra cacete!

Aline Cavalcante disse...

Rindo litros aqui.
Só acho chata uma coisa: vc fala da boiolice do edward como se fosse uma coisa ruim. E o fator LOL, como fica? :v

Felipe disse...

hehehe post muito bom. Também assisti para agradar à muié (e teve uma amiga dela que disse que o filme ia ser muito bom, estilo X-Men).

Mas tem horas que entendo o Edward (ou fada, como queira). O cara não tá nem aí para a Bella, porque sabe que a vida dele não depende dela, já que tem dinheiro, todas as garotas babam por ele e leva a vida (ou morte) do jeito que bem entende, com direito a escapulidas ao Rio de Janeiro e à Itália.

E também é bem divertido ver como a Bella esnoba o bombadão sem camisa com um estalar de dedo.

Drogo Hamwich disse...

Eu li os 4 livros, dos 4, o melhorzinho eh o 4º. Grazadeus nao vi nenhum filme ate hj
Faz uma resenha de Toy Story 3 man

ejauheauheuahau
acho q trocava de namo ou ia num prostibulo

Lucas disse...

Cara pior que o filme são as fãs do filme! caramba preferia ver os filmes dublado(deve ser lozante) repetidas vezes do que ficar ouvindo o discurso das fãs quando você diz que é uma história superficial parada mal construida e que não acontece porra nem uma.Vou usar o comentario do carinha ali e cima e dizer uma ultima coisa:Saudade de filmes de vampiro como anjos da noite, entrevista com vampiro, anjos da noite blade, nosferatu e outros filme de vampiros reais!!

Domenica disse...

Engraçado que não tem nenhum (a) fã aqui para defender agora que não tem Anônimo...
Eu agradeço por ser de uma geração antes dessa de agora, época em que já estava começando esses jovens que gostam de falar demais e pensar de menos, senão estaria fadada a ficar ouvindo um bando de bitoladas falar dessa Pseudosaga na minha orelha.
Parabéns pelo post.

rodrigo natatario disse...

parabéns, tirou as palavras da minha mente

Mr. Abott disse...

Domenica, claro que não tem nenhum fã de Crepúsculo para defender a porcaria do filme.
E desde quando meninas de 15 anos que gostam dessa porcaria leriam o NSN?

Alessandro Soledade disse...

Parabéns pela resenha! Me admiro com sua disposição em escrever um texto tão extenso e detalhado sobre um assunto tão ridículo e cansativo.
Até fiquei com vontade de assistir o filme, só para criticá-lo.

Dayane Cristine disse...

devemos admitir que os fãs de Twilight Saga fazem jus aos filmes são tão superficiais quanto, eles são um retrato da pré-adolescência e da adolescência atual, mas da pra dar umas boas risadas se você for com essa intenção e sem pretensão de ver um bom filme...
ri muito com essa resenha disse tudo, se alguém me perguntar o que achei de Twilight Saga vou mandar o link logo

Lord Anderson disse...

Só para constar.

Como dizem no Twitter, chamar Crepusculo de Saga, é uma ofensa ao Cavaleiro de Gêmeos.

heheheh

Felipe F. disse...

Faloooou tudo.
O engraçado é notar que, por mais que seja engraçadas as partes "comparativas" do post, são verdades. Não são piadas/analogias prontas. É o que realmente acontece na p*rra do filme!
Eu comecei a ler o primeiro livro, não aguentei...mas assisti o 1o filme. O segundo eu não passei nem perto.
E essa porcaria de 3o, eu vi pra quebrar a greve, pode-se² dizer. hehe

Muito bom o post².
Recomendo o vídeo do meu xará, quem gostou do post, vai gostar muito do vídeo.

http://tresvezesf.blogspot.com/2010/07/obrigado-xara.html

Drogo Hamwich disse...

Eu sou dessa geração =/
infelizmente =/

Doug disse...

Puta merda, que post bom! Lembro de alguns trechos e rio sozinho... hehehe
Abraço

Lord Anderson disse...

Ah só p/ constar.

O triangulo zoofilia/humana/necrofilia não é exclusividade de crepusculo.

A serie True Blood, e outrso livros tb mostram mulheres divididas entre lubisomens e vampiros.

patyozorio disse...

Vou ser diferente de todos que comentaram aqui. Não vou criticar nem elogiar o filme. Eu li os 4 ( o último é um saco...), já que eu li os livros e como boa cinéfulafui fui assistir os 3.
Bom venho aqui dizer que gostei do post, mas sinceramente acho que em alguns trechos houve um certo exagero. Temos que ter a noção que alguns filmes foram feitos para certos tipos de grupos e por isso não podemos esperar que seja algo diferente.
A juventude de hj sente falta do que vivemos no passado (alguns, claro!) o do amor sincero,diferente do de hj que todos ficam com todos mas ao mesmo tempo não fica com ninguém, se é que me entendem, um troca-troca de casal pior que os personagens de Melrose place ou outras séries que vemos por ai, mas enfim...
Até mulheres mais velhas se identificam e levam suas filhas no intuito de lembrar quando eram cortejadas por seus amores de outrora.
Tenho que dizer algo: Pelo menos essa juventude passa a ler algo e desgruda um pouco da tv comedora de cérebro.Um pouco de leitura nesses cérebros vazios...

Fabio disse...

@patyozorio

Leitura vazia para cérebros vazios*

Noivinha♥ disse...

Nossa mae@!!! Achei vq so eu pensava TUDO ISSO DESSE FILME,OS OUTROS FORAM MELHORES!
Esse é mto circular e td isso msmm..a cara de sonhadores mal resolvidos! blherg

Taah disse...

ola, vc leu os livros, devo informar-lhe que o livro é bem melhor do que os filme (já que é vc msmo q imagina as cenas da historia). Eu ache bem legal a historia por abordar os vampiros de uma forma diferente, e ter uma visão do sexo doce, não na banalidade como hj em dia(transa, uma rapidinha)mas sim retratam do amor. Bom eu li os 4 livro e assisti aos 3 filmes, bom os filmes são bem xuxu sabe, sem gosto... os livros tem bem mais ação coisa e tal(se comparado com os filmes)

abraços

tamires disse...

Uma observação muito curiosa sobre crepusculo é que ele não atingiu só o publico adolescente, existe uma infantilização do publico adulto. Quando entrar na sala de cinema para ver eclipse vai perceber que pelo menos metade das pessoas estao na faixa de idade de 20 a 30 anos, quem alimenta esse mercado não são apenas jovens, mas principalmente grandões que gostariam de viver em "num limbo existencial".

Não acho nem um pouco aconselhavel a leitura dos livros ou levar seus filhos com intuido de alimentar a esperança "de lembrar quando eram cortejadas por seus amores de outrora". Ah por favor né, até podemos achar que as relações amorosas de hoje não estão la muito respeitaveis, mas querer que elas se igualem ao filme é bem retrogrado.


Triste.

Jaqueline disse...

Ai, ai... arrisco, aqui, comentários q minhas aluninhas de 15 anos usariam pra me expulsar da escola. Na verdade, encontrei finalmente alguém que possa avaliar RACIONALMENTE "Crepúsculo e seus filhotes". Bom saber que ainda existem pessoas que saibam distinguir o ERRO MITOLÓGICO q precede toda essa idiotice da "saga". Boas palavras, ótimas reflexões, concordo com tudo. Meninas, leiam mais livros (não os da saga Crepúsculo, please), joguem mais RPG (não, RPG não influencia sua mente e te leva a morte), leiam mais o Grimório (pode ser pelo Wikipédia...), enfim, adquiram conhecimento crítico, moçada.

malu1504 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lud disse...

Vocês não são racionais!
Quando sugerem qualificações para o filme (saga) e não compreendem o que uma história pode realmente mudar o universo de uma adolescente demonstram o quanto são preconceituosos. Não é necessário gostar de algo para entender a relação que possui com os admiradores. A saga definitivamente não precisa de outros para se consolidar, já está mais que consolidada!
Vão achar algo que gostem e se ocupem de comentar sobre isso!!!

Nathália disse...

Olha, as coisas não são bem assim, os livros da saga são uma graça, e os filmes não são bons como os livros.
Não há problema em um filme ultra romântico, assim como não há problema com um filme violento, um filme de terror atual.
Na verdade tudo é excessivo nos filmes atuais. Em alguns há excesso de sangue, em outros de melodrama...

thaysa disse...

O que os críticos desse filme precisam entender de uma vez por todas é que o filme foi feito pra dá lucros, não para ser bom, o os resultados estão ai: recordes de bilheteria!!!!
Pra o carinha que escreveu isso... vc leu algum livro??
Sobre o filme: fraco
Sobre o crítico: pior ainda comentários impertinentes!!
ou será que ser crítico é apenas falar mal e fazer comparações idiotas iguais as suas??

Beatriz disse...

De filmes da série, só vi Crepúsculo, e é bem pior que o livro. O livro é água com açúcar e bem superficial como uma paixão adolescente. Por isso esse primeiro livro pelo menos me agradou porque eu pude relembrar a adolescência, me deu uma nostalgia da época em que eu podia me apaixonar perdidamente por um cara só pelo sorriso. Só que relacionamentos adolescentes típicos não duram mais de poucos meses, passando disso ou eles evoluem ou tornam-se doentios. Da mesma forma são os livros da série. Meyer são soube amadurecer o relacionamento incipiente entre Bella e Edward, então deveria ter parado no primeiro livro. Mas aí ela não ganharia milhões, então...

Quanto à falta de sexo, quanto à melação, francamente, não dá para culpar os adolescentes. Eles estão saturados de tanto estímulo sensual que a mídia joga na cara de todo mundo. E quem está em um extremo naturalmente pende para o outro.

O que realmente me aborrece e que me preocupa com a série é que as meninas tenham aceitado Bella e Edward como sendo o casal ideal. Ele é possessivo e manipulador (ainda que de uma maneira bem tosca) e ela é simplesmente uma tonta. Não adianta falar que adolescente é tudo idiota, se elas engolem esses absurdos dos livros é porque elas vêem os adultos em relacionamentos nefastos e tomam isso como parâmetro. Para esse parâmetro ficar lindo e maravilhoso, só precisa de uma bela embalagem.

Temo que os livros reforcem esse modelo de tal forma que tenhamos uma geração que diz sim senhor para tudo que seu macho ordenar, tendo como única esperança de autonomia que apareça um Jacob para defendê-las e dizer que elas é que têm que decidir o que fazer com as próprias vidas.

daniella disse...

Stephanie Meyer é deveras perturbada...

who? disse...

Se você quer ver vampiros por um angulo diferente veja o Cassidy em Preacher ou os vampiros em 30 dias de noite. E realmente, pior que Crepusculo só as fãs dessa joça.

Dani disse...

se o filme éh tao merda quanto vcs dizem, pke perdem seu tempo comentando sobre ele aqui ??
aff ..
--'

Filipe disse...

PORQUE? É UMA CRÍTICA...
AFF É PARA VC
AFINAL... ESTA CRÍTICA RESUMIU TUDO O QUE NÓS SENTIAMOS POR ESTE FILME, E TEMOS QUE COMENTAR... AFINAL... É COM ALEGRIA QUE VEMOS UM PENSAMENTO NOSSO SE MATERIALIZAR... QUEM N PODE COMENTAR SÃO OS FÃS DESTE NEGÓCIO QUE CHAMAM DE "filme"

Sofis Serafim disse...

VAAAAAMOS LÁ.
Estava a caminho de ler todos os comentários, porém começaram a aparecer uns do tipo "vc leu algum livro?? " e tive uma certa reação alérgica, ou algo parecido com isso, já que a irritação foi insuportável.
Não sei o autor do post, mas EU já li o primeiro e me esforcei muito para ler o segundo, o que FELIZMENTE não consegui fazer.
A autora comete um erro idiota que já foi apontado por críticos: Quando de escreve um livro em primeira pessoa a escolha do narrador- personagem tem que se exata, sem sobras, sem erros. A autora sonhadora e ridícula em questão, errou feio, escolheu Bella e deu um ar melodramático exagerado a uma historia de VAMPIROS, que deveria ser cheia de sede se sangue, DE MORTE. Talvez ela teria conseguido isso se tivesse escolhido o tal do Ed, já que ele passa por muito mais conflitos do que a garotinha querendo dar (pq é só isso que ela quer). AEEE vem um segundo argumento "MAS ELA ESCREVEU UM LIVRO COM ELE CONTANDO A HISTORIA!!! HUUUM!!" ... nem assim ela conseguiu tirar a pseudosaga do marasmo melodramático exacerbado em que se enfiou. Sinto muito (ou não).
Ler aqueles livros é tortura!!! Só é bom se vc tiver insônia.
Quanto as mamãezinhas que levam as queridas filhas para conhecerem o “comportamento” em um relacionamento de outrora ( se aquilo pode servir de exemplo, sendo que eu tenho certeza que não, obvio), matem-se. Encher a cabeça de uma menina com merda não é lá muito maternal.



Só pra complementar: " Precisamos fazer um crossover, Crepusculo e Blade " (fraze retirada de RADIO PATRONO)

sally sharon disse...

O pior é qm comenta essas críticas, são tão "inteligentes" que só conseguem fazer os mesmos comentários e xingamentos... se são tão bons assim vocês deveriam escrever livros sobre o que vocês pensam ( Nossa! vão conseguir vender quantos exemplares?) Eu acho um pocuco difícil vocês conseguirem fazer um número parecido com o qual Sthefanie Meyer fez, mas tudo bem pelo menos tentem, não vim aqui pra xingar vocês como uma fã escandalosa mas pra que vocês repensem melhor e Ah, inventem críticas diferentes as mesmas cansam :DD

The Jhony disse...

Filme sofrivel ! Livro idem (pus fogo no que ganhei) atuaçoes pessimas ,Kristen Stewart nunca atuou bem em nenhum filme que fez!! De onde Sthefanie Meyer tirou que vampiros brilham ? do rotulo de gloss ?

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