terça-feira, 9 de março de 2010

Avatar Felipe

Lobisomem

 

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Na história de Lobisomem, Benicio Del Toro é Lawrence Talbot, um ator de teatro que volta para a Inglaterra para investigar a misteriosa morte do irmão, que dizem ter sido morto por um monstro. Durante as investigações, não demora muito para que o próprio Lawrence acabe sendo mordido pela criatura e se transforme no lobisomem do título, sempre na lua cheia é claro, como manda o manual dos monstros clássicos. Apesar de não ter um roteiro tão complexo, contar mais alguma coisa da história poderia estragar algumas surpresas, apesar da maioria delas não ser tão difícil de perceber.

Mas o grande mérito de Lobisomem está em trazer de volta os monstros como monstros. Aqui não temos vampiros lamentando a condição deles, nem lobisomens tentando salvar o planeta (algum jogador de Werewolf aí?). Quando Talbot se transforma ele só pensa em matar tudo que aparece pela sua frente. E aí a diversão começa pra valer: é um festival de pedaços de corpos, sangue e tripas espalhados por todo lado, a cena da perseguição na floresta é demais. Claro que, por se tratar de uma refilmagem de um filme de 1941, certas cenas de perseguição e susto são meio clichês, como uma em que um homem está na floresta totalmente escura, de repente dá um clarão e mostra o lobisomem parado atrás dele. Mas nada que estrague a diversão.

Outro ponto que chama atenção, é o fato do diretor Joe Johnston ter optado por usar pouca computação gráfica; tirando o momento da transformação, o lobisomem que vemos na tela é o próprio Benicio Del Toro todo maquiado. Portanto, não espere ver aquele lobisomem de filmes como Van Helsing, que se parece mais com um lobo gigante, aqui ele é um homem com feições lupinas, inclusive permanecendo vestido, mesmo que certas partes da roupa fiquem rasgadas. Mais uma vez para os jogadores de Werewolf, ele está sempre na forma Glabro.

Quanto aos atores, Benicio Del Toro mostra o talento de sempre, tanto como Talbot quanto como a criatura. E para melhorar, ele contracena com ninguém menos que Anthony Hopkins, que faz o pai de Lawrence. Outro que mostra a habitual competência é Hugo Weaving (o Elrond de O Senhor dos Anéis), que interpreta o inspetor responsável por investigar as estranhas mortes na cidade. A única que acaba ficando meio apagada nisso tudo é Emily Blunt, que parece estar ali apenas para ser o par romântico de Del Toro.

 

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Pra quem gosta de monstros clássicos e não aguenta mais vê-los estragados em filmes recentes, Lobisomem é uma excelente opção de diversão. Nestes tempos de trevas em que vampiros brilham sob a luz do sol e lobisomens são adolescentes que vivem tirando a camisa, talvez a salvação para os filmes de monstro esteja justamente em remakes de filmes da década de 1940.

 

The Wolfman (EUA, 2010)

Diretor: Joe Johnston

Duração: 125 min

Nota: 9

9 Comentaram...

Vagno Fernandes disse...

Sou muito fã destas criaturas, e dos filmes clássicos da Universal e da Hummer. Vi várias críticas falando mal deste filme mas ele foi o único à dar o mínimo de respeito que os filmes de Terror merecem. Há um filme de lobisomens mais ou menos recente, (acho que é de 2004 ou 2005) chamado Dog Soldiers (Cães de Caça em Português)que também vale a pena ser conferido, é muito bom. Dirigido por Nell Marshall (Abismo do Medo)

Anônimo disse...

Sinceramente, não concordo. Esse filme é uma tosqueira pra rir do começo ao fim. Fui ver com a expectativa de algo como no seu post, mas achei inaceitável que um filme de terror ou seja lá o que deveria ter sido tenha provocado risadas constantes.

Akira Mistika disse...

Concordo plenamente, só os remakes salvam!!!
Eu ja assisti o filme e gostei muito apesar de ter achado que foi um pouco fraco. Acho que eles poderiam ter trabalhado mais no enredo do filme, acho que as sequencias são muito previsíveis, assim como o romance da bela com a fera e seu desfecho final.

Akira Mistika disse...

Risadas constantes, como assim. Só tem doente, mesmo! Como alguém pode achar graça de ver alguém ser extripado, só psicopata, mesmo....

Antonio Rodrigues disse...

Gostei da nota, 9, é mais que merecedor, pois aqui temos um filme que, ao contrario do que certas publicações com vampiros emos que brilham como purpurina, trata de licantropia da forma correta como é apresentada em varias mitologias...

e o que é mais importante, é um classico, cheio de clichês e mesmo assim chama a atenção de todos...

parabens pelo blog e pelos comentarios... é aqui onde todos nos nerds nos encontramos... vlw

Anônimo disse...

Acho que um "9" é uma nota muito alta para um filme que é apenas divertido. Tudo bem que é um remake, mas em geral você já sabe tudo o que vai acontecer do começo ao fim do filme.

FIlme pipoca para se divertir, mas apenas isso. Eu daria um 7 e olhe lá...

Nana Noleto disse...

Em uma era na qual chamados lobisomens não conseguem ficar mais do que 5 minutos de camiseta, um filme de lobisomen no qual o monstro em questão fica vestido como um cavalheiro da era vitoriana é mais que bem vindo!

Carros Usados disse...

esse filme é zuado, sério, não recomendo!

tapetesdebarbante.com disse...

achei da hora. ainda mais com uma mina medrosinha do lado!

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