quinta-feira, 3 de junho de 2010

Avatar Voz do Além

Mais um “missão cumprida” no sangrento currículo israelense

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"Há uma clara necessidade de que Israel atue com moderação e de acordo com as normas internacionais."

William Hague, chanceler britânico

"Toda a luz deve ser lançada sobre as circunstâncias desta tragédia, que enfatiza a urgência de reativar o processo de paz israelense-palestino."

Nicolas Sarkozy, presidente da França

"O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime."

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã

"(…) gradualmente Israel está deixando de ser um investimento vantajoso para se tornar um peso para os EUA"

Meir Dagan, chefe do Mossad, o serviço secreto israelense

A gente sempre espera o pior dos israelenses, mas eles sempre conseguem ultrapassar os limites da nossa imaginação.

Iara Lee, cineasta brasileira capturada por tropas israelenses

O que aconteceu é completamente inaceitável. Devemos ser claros sobre isso. E também devemos lamentar a perda de vidas. [...]

David Cameron, primeiro-ministro britânico

 

Israel cometeu mais um dos seus crimes na segunda-feira (31/05, às 4h, hora local, e 22h horário de Brasília). Dessa vez o alvo não foram crianças palestinas tendo aulas em escolas destruídas por mísseis de helicópteros Apache - o que parece ter virado uma rotina absurdamente normal para alguns -, mas sim embarcações de ativistas humanitários que tentavam ajudar aqueles a qual o estado israelense ataca por décadas, que foram brutalmente interceptadas pela marinha israelense. A chamada Frota da Liberdade saiu do Chipre, e era composta de três navios, com 750 ativistas - a maioria deles de nacionalidade turca -, e outros três, com 1o mil toneladas de ajuda humanitária - cadeiras de roda, casas pré-fabricadas e purificadores de água… coisas que o estado israelense não dá aos cidadãos palestinos. Segundo dos soldados que perpetraram a ação, morreram nove ativistas (reparem na notícia do G1, que fala na morte de pessoas, dando a entender que não foram somente ativistas que morreram), e mais 30 ficaram feridos. Hoje os legistas concluíram que todos os nove mortos eram turcos, e morreram em decorrência de tiros.

Esse é o fato que todos noticiaram. Agora os detalhes pouco divulgados: os navios estavam em águas internacionais (120 Km da costa israelense, cujas águas territoriais vão até 32 Km da costa), o que impedia que os três helicópteros apoiados por lanchas fizessem qualquer coisa, mesmo que estivesse absolutamente claro que eles romperiam o bloqueio vergonhoso da costa de Gaza; os ativistas estavam desarmados (os próprios soldados israelenses confirmaram isso) e sinalizaram para os soldados com bandeiras brancas.

As Forças de Defesa de Israel (nome bem irônico) não demoraram em afirmar que só responderam a um ataque que sofreram. Analisemos então. Um comboio com ativistas desarmados atacou tropas israelenses que estavam distantes dos navios. Atacaram com o que? Pedras, tijolos? Se houve algum ataque prévio, o que, de maneira alguma, foi provado, só pode ter ocorrido com essas armas. E eles responderam com o que? Tiros e gás lacrimogênio! Antes mesmo de desembarcarem no navio principal da frota para a tal “verificação de segurança”, um ativista já havia sido alvejado e morto, segundo jornalistas da Al-Jazeera e da TV Press à bordo dos navios.

Após a interceptação violenta, os ativistas foram presos e o material deles confiscado. A cineasta Iara Lee, brasileira descendente de coreanos, estava entre os presos, e relatou que autoridades israelenses exigiram que ela [e, provavelmente, os outros presos] assinasse um documento afirmando que entrou ilegalmente no país, o que ia garantir a libertação dela. Em conversa com o embaixador brasileiro em Jerusalém, Eduardo Uziel, ela ainda foi taxativa ao dizer que os soldados atiraram em feridos à bordo do navio. Outro crime contra os ativistas? As autoridades não permitiram contato deles com as respectivas embaixadas dos seus países, e confiscaram a bagagem de todos eles, juntamente com o passaporte… sem qualquer prova de crimes cometidos. Ontem, eles começaram a soltar os ativistas, liberando um grupo de 123 deles, proveniente de 13 países muçulmanos. Eles foram deixados na fronteira da Jordânia, onde uma multidão de simpatizantes e admiradores da Frota da Liberdade os aguardavam. Hoje, mais 450 foram soltos, e em até 24 horas os ativistas ainda presos devem ser libertados.

No segundo grupo de libertos, está a própria brasileira, que deu mais detalhes do massacre israelense a BBC. Ela disse que outras pessoas que estavam no barco viram soldados atirando corpos no mar, para diminuir o número oficial de mortos. “Nossa contabilidade é de que 19 pessoas morreram. Ainda há gente desaparecida, não sabemos o que aconteceu com eles. E ainda há feridos muito graves, praticamente morrendo, que não conseguimos retirar do hospital em Tel Aviv”, garante. Iara ainda deixou bem claro que os soldados atiraram pra matar, relatando que o operador de internet do navio Mavi Marmara - que foi o palco do massacre -, o responsável por escrever os primeiros relatos do ataque, foi morto com um tiro na cabeça, friamente, por um atirador de elite. O prejuízo dela com o material confiscado e ainda não devolvido das autoridades de Israel chega a US$ 150 mil, somente com câmeras e lentes - fora notebooks, smarthphones e outros eletrônicos confiscados.

 

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Imagem do navio Mavi Marmara, feita por soldados israelenses

Talvez alguém pense (assim como esse leitor falacioso d’O Globo, que o jornal deu voz na sua versão online): Ah, eles iam furar um bloqueio legítimo do governo israelense, mereceram os tiros! Sinceramente, espero que não seja o seu caso, mas é necessário citar que palestinos dependem de ajuda internacional porque o israelenses os cercaram em guetos, destruíram o que eles construíram, e ainda colocam a culpa na corrupção do governo palestino. A American Near East Refugee Aid (ANERA), ONG que provê ajuda para refugiados do Oriente Médio, mostrou números concretos acerca das necessidades de ajuda da população palestina, especialmente de Gaza, que está sob bloqueio:

 

8 em cada 10 habitantes de Gaza dependem da ajuda estrangeira para sobreviver.

O Programa Mundial de Alimentos diz que Gaza requer um mínimo de 400 caminhões por dia para atender as necessidades nutricionais básicas - mas somente uma média de apenas 171 caminhões de suprimentos entra em Gaza a cada semana.

Roupas que foram entregues no porto de Ashdod [porto em Gaza, mas controlado por israelenses] há mais de um ano, foram liberados recentemente… mas cobertas com mofo e bolor. Ou seja: inutilizáveis.

Anemia em crianças de idade inferior a 5 anos é estimado em 48%.

75 milhões de litros de esgotos não-tratados são bombeadas para o Mar Mediterrâneo todos os dias - porque tubulação e peças de reposição não são permitidas para os palestinos.

Nos bombardeiros de 2009, mais de 120 mil empregos foram perdidos na zona industrial de Gaza, que foi destruída... 15 mil casas e apartamentos foram danificados ou destruídos ... 1/3 de todas as escolas foram destruídas. Nenhum deles pode ser reconstruído, pois material de construção são mantidos pelas autoridades israelenses, e proibidos para o livre uso palestino.

Entendeu o que é o bloqueio a qual os ativistas se preparavam para furar e protestar contra? A ajuda era um ato legítimo de levar esperança para pessoas que há anos sofrem bombardeiros e humilhações nas mãos de autoridades míopes e hipócritas.

 

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Ativistas recebidos em Istambul (crédito: BBC)

A Comunidade Internacional se mostra de uma fraqueza irritante, e mais uma vez cautelosa com o episódio. Os americanos não condenarão o ataque, e se recusam a aceitar que existe uma crise humanitária em Gaza, mesmo com ONGs dos próprios EUA mostrando o contrário. Até os deputados se recusam a comentar o assunto, apontando a administração Obama como ainda mais falha que a Bush nesse aspecto - ao menos sob Bush, os EUA diziam que o bloqueio de Gaza estava se mostrando falho.

A participação de Obama pode ser ainda mais forte, e ele pode estar trabalhando pessoalmente para colocar panos quentes no caso. Desde que aconteceu o massacre, Obama já recebeu três ligações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. A primeira foi para saber que Netanyahu não iria a Washington devido a crise. A segunda foi para ser informado com detalhes de todo o episódio, com destaque para Benjamin frisando o fato de que suas tropas foram atacadas com paus, pedras, barras de ferro e facas. A terceira foi para traçar uma estratégia para “amolecer” o Conselho de Segurança da ONU e minimizar o impacto do massacre. E não deu outra: no dia seguinte o Conselho fez uma declaração formal condenando o episódio… mas num tom que mais se aproximava de uma diluição.

A ONU pediu libertação dos prisioneiros, liberação da carga e uma investigação imparcial. A Turquia, Líbano e demais países árabes queriam julgamento dos responsáveis pelo ataque, compensação para as vítimas e uma investigação imediata da ONU. Em meio às discussões descobriu-se o motivo para o texto que os árabes escreveram não ser aprovado: a administração Obama. Por mais uma vez, o cinismo dos envolvidos foi tamanho, que horas depois ficou claro o tamanho da participação americana na jogada.

"Nós gostaríamos de expressar nossos agradecimentos aos Estados Unidos, que trabalharam nos bastidores para enfraquecer as Nações Unidas", disse Mark Regev, porta-voz do governo israelense, a jornalistas de Jerusalém. Resultante dessa parceria, o texto da ONU saiu mais desprovido de força que um saco de batatas ao vento. Mesmo com somente um dia para conversas formais, parece que os EUA têm muitas certezas sobre Israel; ao ponto de deixar nas mãos do país a investigação do caso - sem prazo de entrega -, e condena-lo da forma mais leve possível, preferindo lamentar a perda de vidas, do que propriamente apontar quem as tirou.

Hillary Clinton ainda fez o papel do cachorro latindo, e disse que “a situação em Gaza é insustentável e inaceitável”, mas legitimou o bloqueio existente desde 2007, afirmando que Israel tem o direito de zelar pela segurança do país. "As legítimas necessidades de segurança israelenses devem ser atendidas, assim como as legítimas necessidades palestinas de assistência humanitária e acesso regular a materiais de construção", disse ela. Parece a fala de alguém preocupada com a causa palestina, mas ela mostra as reais intenções dela e do governo americano ao deixar claro que quer o próprio governo de Israel liderando as investigações sobre o caso, o que tem grande chance de resultar em algo pretensamente vantajoso para os próprios israelenses.

O Brasil assumiu uma posição um pouco mais condenatória, apoiando uma forte reação da ONU contra o estado de Israel. “É até difícil colocar palavras numa nota porque as palavras ficam gastas. Ficamos mais do que chocados com um evento desse tipo. Trata-se de pessoas pacíficas que não significavam nenhuma ameaça e que realizavam uma ação humanitária, que não seria necessária se terminasse o bloqueio a Gaza. É necessário algum tipo de ação da ONU. Vai ficar uma marca muito forte”, disse Celso Amorim,  em nota liberada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro. A comunidade árabe foi mais veemente. O Egito, que sob forte pressão e a contragosto havia fechado sua fronteira para Gaza, a reabriu, para a entrada de ajuda humanitária. O ponto de cruzamento em Rafah é a única fronteira exterior de Gaza que não é controlada por Israel, e acabou de ser aberto, tanto para a entrada de ajuda humanitária, como para a saída de palestinos. A Liga Árabe, em reunião de emergência, encaminhou ao Conselho de Segurança da ONU um documento que pede o fim imediato do bloqueio a Gaza, e um processo na Justiça Internacional contra Israel. Já o Irã - o novo vilão do Ocidente, que pode ser embargado pela administração Obama - pediu para que vários países rompessem relações com Israel.

 

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Hamas: terrorismo ou resistência?

E o terrorismo palestino, que é a desculpa dada por Israel para o bloqueio? Bom, o Hamas - talvez o mais aguerrido dos grupos palestinos importantes, e que no momento administra Gaza - ofereceu a Israel cessar-fogo por tempo indeterminado em troca do levantamento do bloqueio. Os dois chegaram a esse acordo ano passado, mas o mesmo foi jogado por terra após o governo israelense recomeçar com o bloqueio, e iniciar uma série de assassinatos seletivos contra palestinos, alegando com um cinismo notável que acordos de cessar-fogo ainda garantem que eles podem assassinar todos palestinos que CONSIDERAM terroristas. O bloqueio, no fim das contas, acabou por fortalecer ainda mais o Hamas, que, assim como a Fatah (fundada por Yasser Arafat), está mudando de estratégia e usando o caminho da diplomacia. A ajuda vinda do Irã e Síria para o Hamas e a Jihad Islâmica ajuda essas duas organizações a construírem uma rede de creches, escolas, hospitais para ajudar a população, de forma bastante semelhante ao realizado pelo Hezbollah no Líbano. Ademais, os governantes do país exigem que o Hamas reconheça a existência de Israel, e por isso não fazem acordos de longo prazo (por que eles não reconhecem o estado palestino também?).

É interessante frisar que somente governos alinhados com interesses americanos e europeus consideram esses três grupos como organizações terroristas (principalmente Austrália, Reino Unido, Japão). O Brasil, África do Sul, Rússia e Noruega estão entre os países que reconhecem o Hamas e o Hezbollah como organizações políticas legítimas, de resistência e bem-estar social. A declaração que legitima essas organizações foi dada pelo secretário-geral do Itamaraty, Antônio Patriota, em um painel do Instituto de Política de Segurança da Universidade de Washington, em 2008, que discutia a participação do Brasil no programa Três Mais Um, que queria unir os serviços de inteligência do Brasil, Argentina e Paraguai para investigar atividades terroristas na região da tríplice fronteira.

 

A própria questão do terrorismo é outro ponto a se considerar, e tratado de forma extremamente leviana pela mídia internacional. O que é terrorismo e o que é resistência? Movimentos legítimos de resistência foram classificados como terrorismo por décadas, até que alcançassem seus objetivos. É o caso do Congresso Nacional Africano (que teve seu braço armado, o Umkhonto we Sizwe, fundado por Mandela… que receberia o Nobel da Paz depois, mesmo nunca negando sua opção pela luta armada), do Sinn Fein irlandês, da própria Organização para Libertação da Palestina de Yasser Arafat, das organizações isralenses Irgun e Haganá, de onde saíram os primeiros-ministros israelenses Menachem Begin e Yitzhak Shamir (sim, amigos, Israel também é terrorismo)… Gandhi e Martin Luter King foram considerados, de certa forma, terroristas pelos governos que tentavam sufoca-los. O movimento de resistência dos EUA contra o domínio colonial inglês foi considerado uma espécie de terrorismo. O Hezbollah, um dos partidos mais populares do Líbano, foi considerado por muito tempo um grupo terrorista, até que expulsou - sim, expulsou - o Exército israelense do Sul do Líbano ocupado ilegalmente, com a sua guerrilha muitíssimo bem preparada. Dessa forma, chamam os movimentos de resistência palestino de terroristas baseados em que?

Se é pra chamar o Hamas e o Fatah de terroristas alegando que eles mataram inocentes, por exemplo, que digam o mesmo do governo israelense também, pois ele comete os mesmos erros (numa escala muitíssimo superior e com armas mais sofisticadas, diga-se de passagem) dos governantes eleitos pela população palestina. Não estou dizendo que os métodos palestinos estão corretos - mesmo que após a chegada ao poder, o Hamas e o Fatah estejam mais preocupados com o cessar-fogo -, mas sim não se deve isentar Israel de culpa somente por ele ser apoiado e reconhecido pelos EUA. Terrorismo de Estado como o praticado por Israel - não só bombardeando aéreas palestinas, mas também impedindo ajuda humanitária internacional chegar até a população - deve ser visto como num nível muitíssimo pior e mais condenável de atrocidade do que o praticado por organizações palestinas. Enquanto o governo de Israel pode efetivamente resolver esse conflito, os palestinos podem fazer o que? Sentar e ver bloqueios, muros, bombas, revistas para entrarem em suas casas, assassinatos? Ou lutar pelo fim disso, que é o que eles estão fazendo?

 

Pelo rumo das coisas, parece que tudo ficará por isso mesmo. Somente mais uma mancha num currículo recheado de crimes como o do estado israelense. Matar uma (ou duas) dezena de ativistas humanitários não deve ser nada para quem já lançou três mísseis no carro de um líder palestino cego e paraplégico (e matou outras sete pessoas no ataque),  assassinou 257 crianças palestinas (e feriu outras 1080) somente durante a última Intifada, que durou 14 dias; falsificou documentos britânicos para assassinar o líder do Hamas, al-Mabhouh, em Dubai; massacrou cerca de 3.500 pessoas inocentes nos campos de refugiados de Sabra e Chatila (e depois elegeu o terrorista responsável pela ação, Ariel Sharon, primeiro-ministro)…

 

[Via O Globo, Think Progress, Foreign Policy, BBC e Huffington Post]

12 Comentaram...

Diego disse...

O terceiro país do programa 'Três mais Um' é o Paraguai.
No post, está escrito 'Brasil, Argentina e Brasil'.

É nozes!

Ass: Ex-Diago do 'www.naumtenhosite.com.br'

Chaves Papel disse...

Como pode O Globo dar voz a um leitor com uma opinião tão ignorante?

A explicação desse ataque é somente uma, o Terrorismo. Não tem outra explicação.

Uma vez na aula de atualidades eu pude entender um pouco sobre esses conflitos, mas já não lembro de quase nada. Acho que vou dar uma pesquisada pra relembrar.

Ótimo artigo!

Eduann disse...

Aplaudo a iniciativa desse texto. A mídia mundial é, como um todo, cega e burra, e sempre joga panos quentes por cima das astrocidades sionistas.

E porque ninguém fala da verdade israelense? Por causa do holocausto! E Israel se aproveita disso. Sabe que ninguém ousará falar algo contra os judeus, porque qualquer coisa que qualquer um fale sobre Israel é logo tratado como anti-semitismo.

Reitero o que o Chaves disse, ótimo artigo.

Douglas Barbosa disse...

Definitivamente declaro que não mais lerei ou assistirei estes meios de entorpecimento e enganação em massa e somente o NSN sera a minha fonte de contéudo.

Pode até não ser de todo verdade, a minha frase acima, mas ultimamente admito que o NSN (o Filipera do Além) tem sido uma das fontes mais confiáveis de textos verdade sobre estes acontecimentos, gostaria de ve-lo um dia tendo a incubência de cobrir estes tipos de acontecimentos. É claro que teria que ser para alguma instituição que tivesse compromisso com a verdade.

E como dizem eles lá: "Estamos vendo a história ser contada ao vivo"

Belo texto.

Diego disse...

Chaves Papel. O 'O Globo', é a mesma empresa que manipulou o debate entre o Lula e o Collo, dando vitória ao segundo, emprega o 'rebelde do sistema' (Arnaldo Jabor), dentre vários outros desatinos. Possuir leitores sem o mínimo de senso crítico e permitir que defequem pela boca, é o mínimo que se pode esperar.

Ass: Ex-Diago do 'www.naumtenhosite.com.br'

Chico Fagundes disse...

Aê Filipêra, ouviu os meus pedidos!
Excelente post, o NSN está de parabéns. Um absurdo tão grande que aconteceu e o mundo fica parado, sem fazer nada. Israel é como um filho mimado e problemático que os pais se recusam em dar um bom tapa na bunda pra parar com suas atitudes.
Primeiramente é muito difícil separar "Israel" dos "judeus". É muito difícil separar "judeus" dos "judeus ultra conservadores"( que são os que dirigem o Estado).
Acontece que se formou uma blindagem muito grande em volta do povo judeu após o Holocausto. É permitido falar mal de Jesus, Alah, Buda, mas não se pode falar algo sequer dos judeus. Por causa do Holocausto?E os chineses massacrados na Segunda Grande Guerra?
Com certeza essa não é a única questão. O mundo deve muito dinheiro aos judeus, seja através de empréstimos ou financiamentos. Principalmente os EUA.
Israel deu mais um tiro no pé. A prepotência, a proteção dos EUA, fazem com o que o estado Israelense se sinta à vontade pra fazer o que bem entender. O ataque nas águas internacionais provam isso. Se forem apenas inspecionar o que tinha no carregamento, porque invadir as embarcações atirando?
O Terrorismo é questão de ponto de vista. Uma resistência se torna terrorismo a partir do momento que é definido pelo status quo. Sempre foi assim na história e sempre há de ser. O terrorismo só se torna resistência a partir do momento em que seus membros chegam ao poder.

É importante separar os judeus dos extremistas judeus. O mesmo vale para os muçulmanos e cristãos. É difícil mas é importante.

Doug disse...

Hum... segregar um grupo, separá-lo, negar-lhe direitos políticos... essa história também aconteceu na década de 30 do século passado, né? Acho que foi na Alemanha, não?
Bélissimo texto, parabéns!
Abraço

Felipe disse...

Tem um otimo texto em ingles no http://libcom.org falando sobre como os proprios zionistas traiam o povo judeu durante a Segunda Guerra.

Sao seus discipulos no poder em Israel. Usando os mesmos meios que aprenderam com o nazismo.

eu disse...

Engraçado, porque não defende sobre a causa curda? aaaahhhhh porque o envolvimento dos EUA e seus aliados e nulo certo? é melhor lutar pela causa palestina(que é valido, que eles tem que ter um estado)do que se envolver no conflito que envolve 10 milhões ou mais de pessoas, pois é é só o irã , turquia, iraque,siriá e armenia cederam um pouquinho do seus territorios para formar o estado curdo, e como eles não são os malvados de israel eles vão deixar né? a sim o irã matou um ativista da causa curda por "incitamento a violência" deve ter 1 mês mais ou menos, mas quase não da manchete,interessante não?

eu disse...

"O Terrorismo é questão de ponto de vista. Uma resistência se torna terrorismo a partir do momento que é definido pelo status quo. Sempre foi assim na história e sempre há de ser. O terrorismo só se torna resistência a partir do momento em que seus membros chegam ao poder."
Um pouco equivocado meu caro, atos são o que são, não a diferença se está no poder ou não, as chacinas perpetradas em ruanda continuam sendo genocídios, com os armênios também seja lá o que a turquia diga, e mesma coisa com o sudão, e todos estão lá firmes e fortes no poder, pois são pessoas que querem antes de tudo poder, e o poder revela o que eles são, assassinos e violentadores de qualquer qualidade do espírito humano.

Light Warrior disse...

A situação do Islamismo e a propria definição de Jihad Islamica atual não permite que se defenda de nenhuma forma os palestinos, isso é fonte dessa imprensa esquerdista cega e radical que esta surgindo com a tomada de poder dos democRATS nos EUA, de Chaves na AL e da ditadura do PT no Brasil com um discurso populacho dos mais iritantes. Para os Muçulmanos na verdade, todo mundo (inclusive o Brasil) que não é islamico deve ser ou convertido ou destruido, somos os cães infiéis. O meio diplomátic só é usado quando estão em desvantagem miltar, para logo apunhalarem pelas costas o negociador. Nemt oda cultura é boa, nem deve ser respeitada , isso é mentira destes fórum socais anarquistas e alienantes, a cultura que fere o direito do próximo cidadão , deve sim ser supimida e proibida. Isso é sim propaganda Islamica que cre na suposta teoria do levante "sionista" em conspiração de Israel , que na verdade é um estado legítimo, dono por herança de boa parte do oriente médio, muito além inclusive do território atual.

Esta pessoas deste navio estavam neste grupinho de "ativistas" e se meteram em uam guerra, e numa guerra todos são suspeitos, aind mais os simpatizantes da causa inimiga, Vai dizer que se o Brasile ntreasse em guerra coma Argentina, deixaria uma esquadrão de navios cheios de ativistas castelhanos com carga desconhecida passarem na boa pela nossa costa? por favor...

Não foi provado que estavam em águas internacionais (na verdade estavam em aguas controladas pelo bloqueio Israelense que se defende dos muitos mísseis jogados diariamente em suas cidades por fánaticos eligiosos muçulmanos) que vai além das 35 milhas nauticas oficiais... estavam sima rmados de revovleres e pistolas como ficou comprovado no video apresentado e hostilizaram coma rmas bracas a tomada do navio para averiguação... consequencia deu morte (tenta dar uma paulada num cada do CHOQUE da PM para ver o que te acontece).

Penso que a situação só vai se resolver quando morrerem todos os palestinos ou todos os judeus, porque os palestinos, sírios , egipcios e árabes nunca aceitarão apenas uma porção de terras mesmo que seja metade de Israel (o chamado estado palestino) uma vez que pensam que os judeus devem ser erradicados da existência e não só expulsos do oriente médio. Isto é religião e não pode ser negociado, o Islamismo é um perigo para o mundo e logo por todo apoio da midia marrome squerdista paises como Irã terrorista terão sua bomba atômica e voltaremos a ter dois blocos em guerra no mundo o oriente de Mohamed contra o ocidente de Cristo, será a terceira guerra mundial. A situação só estava boa no holocausto e na diáspora porque haviam tirado tudo dos hebreus, agora que voltaram a ter propriedade no seu lugar de origem, aí temos problemas e pelo jeito a maioria culpa Israel por pegar de volta o que é seu. Devem achar certo deixar o produto do roubo com o bandido.

Deus nos livre do radicalismo Islâmico e da cegueira destes pseudo-intelectuais que os apoiam.

Light Warrior disse...
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