domingo, 29 de maio de 2011

Avatar FiliPêra

A Maconha do ponto de vista científico

[Notado Editor: Como prometido, aí estão os dois artigos publicados na imprensa brasileira sobre a questão da maconha do ponto de vista científico. Os dois estão em ordem cronológica, e como fica claro, o segundo é uma resposta direta ao primeiro. Os links são do coletivo Desentorpecendo a Razão - DAR, organizador da Marcha da Maconha de São Paulo]

 

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Em artigo publicado hoje (22/07/2010) na Folha de SP, o Professor, Doutor, titular de psiquiatria da UNIFESP, coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas, e militante proibicionista em tempo integral, Ronaldo Laranjeiras escreve para que “nem pesquisadores nem nossa população se iludam de que exista hoje uma indicação terapêutica para utilizar maconha aprovada pela ciência”.

 

Maconha, o dom de iludir

Semanas atrás, a Folha noticiou a proposta de criar-se uma agência especial para pesquisar os supostos efeitos medicinais da maconha, patrocinada pela Secretaria Nacional Antidrogas do governo federal.  Esse debate nos dias atuais, tal qual ocorreu com o tabaco na década de 60, ilude sobretudo os adolescentes e aqueles que não seguem as evidências científicas sobre danos causados pela maconha no indivíduo e na sociedade.

Na revisão científica feita por Robim Room e colaboradores (“Cannabis Policy”, Oxford University, 2010), fica claro que a maconha produz dependência, bronquite crônica, insuficiência respiratória, aumento do risco de doenças cardiovasculares, câncer no sistema respiratório, diminuição da memória, ansiedade e depressão, episódios psicóticos e, por fim, um comprometimento do rendimento acadêmico ou profissional. Apesar disso, o senso comum é o de que a maconha é “droga leve, natural, que não faz mal”. Pesquisas de opinião no Brasil mostram que a maioria não quer legalizar a droga, mas grupos defensores da legalização fazem do eventual e ainda sem comprovação uso terapêutico de alguns dos componentes da maconha prova de que ela é uma droga segura e abusam de um discurso popular, mas ambivalente e perigoso. O interesse recente da ciência sobre o uso da maconha para fins terapêuticos deveu-se à descoberta de que no cérebro há um sistema biológico chamado endocanabinoide, onde parte das substâncias presentes na maconha atua.

Um dos medicamentos fruto dessa linha de pesquisa, o Rimonabant, já foi retirado do mercado, devido aos efeitos colaterais. Até hoje há poucos estudos controlados, com amostras pequenas, e resultados que não superam o efeito das substâncias tradicionais, que não causam dependência. Estados americanos aprovaram leis descriminalizando o uso pessoal de maconha, que é distribuída sem controle de dose e qualidade.
Contradição enorme, pois os médicos são os “controladores do acesso” para uma substância ainda sem comprovação científica.

De outro lado, orientam os pacientes sobre os riscos do uso de tabaco. Deve-se relembrar que os estudos versam sobre possíveis efeitos terapêuticos de uma ou outra substância encontrada na maconha, não sobre a maconha fumada. Os pesquisadores brasileiros interessados no tema devem realizar mais estudos por meio das agências já existentes, principalmente diante do último relatório sobre o consumo de drogas ilícitas feito pelo Escritório para Drogas e Crime das Nações Unidas, que aponta o Brasil como o único país das Américas em que houve aumento de apreensões e consumo da maconha. E se, no futuro, surgir alguma indicação para o uso medicinal da maconha, o processo de aprovação, que ainda não atingiu os padrões de excelência, deve contextualizar esse cenário, assim como o potencial da maconha de causar dependência. Espera-se que a política nacional sobre drogas seja redirecionada em caráter de urgência, pois enfrenta-se também aqui o aumento das apreensões e consumo de cocaína e crack, que exige muitos esforços e recursos para sua solução.

Que nem pesquisadores nem nossa população se iludam de que exista hoje uma indicação terapêutica para utilizar maconha aprovada pela ciência.


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RONALDO RAMOS LARANJEIRA é professor titular de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas (Inpad/CNPQ).
ANA CECILIA PETTA ROSELLI MARQUES, doutora pela Unifesp, é pesquisadora do Inpad/CNPQ.

 

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Ciência e fraude no debate da maconha

O artigo contra o uso medicinal da maconha de Ronaldo Laranjeira e Ana C. P. Marques (Maconha, o dom de iludir, “Tendências/Debates”, 22/7) contém inverdades que exigem um esclarecimento.

A fim de desqualificar a proposta de criação de uma agência brasileira para pesquisar e regulamentar os usos medicinais da maconha, os autores citam de modo capcioso o livro Cannabis Policy: Beyond the Stalemate.  Exatamente ao contrário do que o artigo afirma, o livro provém de um relatório com recomendações claramente favoráveis à legalização regulamentada da maconha.

Conclui o livro: “A dimensão dos danos entre os usuários de maconha é modesta comparada com os danos causados por outras substâncias psicoativas, tanto legais quanto ilegais, a saber, álcool, tabaco, anfetaminas, cocaína e heroína (…) O padrão generalizado de consumo da maconha indica que muitas pessoas obtêm prazer e benefícios terapêuticos de seu uso (…)

O que é proibido não pode ser regulamentado. Há vantagens para governos que se deslocam em direção a um regime de disponibilidade sob controle rigoroso, utilizando mecanismos para regular um mercado legal, como a tributação, controles de disponibilidade, idade mínima legal para o uso e compra, rotulagem e limites de potência. Outra alternativa (…) é permitir apenas a produção em pequena escala para uso próprio” (LINK).

Qualquer substância pode ser usada ou abusada, dependendo da dose e do modo como é utilizada. A política do Ministério da Saúde para usuários de drogas tem como estratégia a redução de danos, que não exige a abstinência como condição ou meta para o tratamento, e em alguns casos preconiza o uso de drogas mais leves para substituir as mais pesadas.

O uso da maconha é extremamente eficiente nessas situações. A maconha foi selecionada ao longo de milênios por suas propriedades terapêuticas, e seu uso medicinal avança nos EUA, Canadá e em outros países. Dezenas de artigos científicos atestam a eficácia da maconha no tratamento de glaucoma, asma, dor crônica, ansiedade e dificuldades resultantes de quimioterapia, como náusea e perda de peso.

Em respeito aos grupos de excelência no Brasil que pesquisam aspectos terapêuticos da maconha, é preciso esclarecer que seu uso médico não está associado à queima da erva. Diretores da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) afirmam frequentemente que maconha causa câncer. Entretanto, ao contrário do que diz a Abead, a maconha medicinal, nos países onde este uso é reconhecido, é inalada por meio de vaporizadores, e não fumada. Isso elimina por completo os danos advindos da queima, sem reduzir o poder medicinal dos componentes da maconha, alguns comprovadamente anticarcinogênicos.

Causa, portanto, estranheza que psiquiatras venham a público negar o potencial terapêutico da maconha, medicamento fitoterápico de baixo custo e sem patente em poder de companhias farmacêuticas.

Num momento em que o fracasso doloroso da guerra às drogas é denunciado por ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso, em que a ciência compreende com profundidade os efeitos da maconha e em que se buscam alternativas inteligentes para tirá-la da esfera policial rumo à saúde pública, é inaceitável a falsificação de ideias praticada por Laranjeira e Marques.

O antídoto contra o obscurantismo pseudocientífico é mais informação, mais sabedoria e menos conflitos de interesses.

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SIDARTA RIBEIRO é professor titular de neurociências da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
JOÃO R. L. MENEZES é professor adjunto da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e coordenador do simpósio sobre drogas da Reunião SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento) 2010.
JULIANA PIMENTA é psiquiatra da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.
STEVENS K. REHEN é professor adjunto da UFRJ.

 

Uma boa matéria relacionada ao assunto: Política sobre maconha: avançando além do Impasse.

12 Comentaram...

runnerba disse...

Certo, mas vamos aceitar MAIS UMA DROGA? Já não bastam as que já estão legalizadas?

Rápido disse...

Tem um documentário interessante que fala sobre a polêmica da descriminalização, dependência, pesquisas científicas, uso terapêutico, etc., chamado "The Union". O filme foi rodado no Canadá, então há óbvias diferenças se comparado ao contexto brasileiro, mas ainda assim achei uma abordagem bastante esclarecedora e direta, diferente da batalha de frases prontas que vemos na imprensa sobre o assunto.

Aleatório disse...

"Entretanto, ao contrário do que diz a Abead, a maconha medicinal, nos países onde este uso é reconhecido, é inalada por meio de vaporizadores, e não fumada. Isso elimina por completo os danos advindos da queima, sem reduzir o poder medicinal dos componentes da maconha, alguns comprovadamente anticarcinogênicos."

Pergunta, quando alguém compra um baseado ele pretende inalar ou fumar?

Tavares disse...

Quem ganha com legalização da maconha é o PCC que não vai mais precisar lavar dinheiro, os bandidos vão virar empresários da noite pro dia...

sou a favor da liberdade de expressão, mas ela está ameaçada no Brasil por diversas razões, esse povinho ai dessa manifestação é o mesmo que defende "marco regulatório" na imprensa e lei PL 122, duas formas de censura muito mais perigosa.

sinceramente felipe, puta merda esse texto,

puta bobagem isso

PURA mentira

tenho um amigo de 37 anos que conheço desde criança, ele não bebe, não fuma cigarro comum, só maconha, todos os dias, desde os 14 anos.

5 anos atras ele se casou e um ano depois me confidenciou que estava muito triste pois tinha tentado ter um filho com sua mulher e descobriu que estava esteril por causa da maconha.

outra coisa, como eu disse, eu o conheço desde criança pois ele foi namorado da minha irma mais velha.

alguns anos atras, pouco tempo antes dele se casar, estavamos trabalhando juntos e notei que ele estava ficando meio burro com o passar dos anos

antes ele era um cara ativo e inteligente, mas quanto mais o tempo passava parece que adquiria deficiencia cognitiva.

tudo por causa da maconha

sinceramente, não tenho nada contra a maconha, mas acho que existem coisas muito mais preementes acontecendo, como o enriquecimento suspeito de palocci, os videos de molestamento de menores que o ministerio da deseducação propos distribuir para crianças de 11 anos e o livro que ensina a falar errado.

gostaria que este blog se manifestasse sobre essa coisa toda

essa marcha da maconha é vagabundagem de quem nao tem o que fazer e se deixa manipular, bando de alienados, vão ler um livro e adquirir cultura e não ficar nessa alienação.

que o cara fume uma erva de vez em quando até que passa, mas se alienar com isso é vagabundagem pura.

aposto que o PCC ta super feliz com isso.

crackthecode disse...

Na verdade amigo, o PCC deveria estar preocupado. Como amigo de usuários, te digo que o maior interesse dos usuários na legalização é a possibilidade do cultivo caseiro e a consequente desvinculação do tráfico. Ninguem gosta de subir morro, pagar caro por um produto de baixa qualidade e ainda correr o risco de levar porrada da PM, que ao invés de prender bandidos de verdade, desconta suas frustrações em usuários de cannabis que em grande parte, não são vagabundos como voce pensa. Eu trabalho como professor e curso engenharia numa instituição federal. Estou longe de ser um vagabundo.

Outra coisa que me chama muita atenção, é o fato das pessoas tecerem comentários do tipo "bando de vagabundo. um monte coisa importante acontecendo e voces fazendo marcha da maconha". Pois creio que isso prova ainda mais o valor dos usuários, que ao invés de se manterem calados, lutam pelo que acreditam. E voces, já marcharam contra o enriquecimento do Palocci? Já marcharam contra os tais vídeos mencionados? Creio que a resposta seja não...

Quanto ao comentário do amigo indagando se ao "comprar um baseado" o indivíduo pretendo fumar ou inalar, gostaria de fazer algumas observações.
Ninguem compra um baseado. Dizer isso já foi uma demonstração de baixo conhcimento sobre o tema. Compra-se a flor de cannabis, geralmente prensada, e então se confecciona o "baseado" (cigarro de maconha).
Quanto à indagação, a resposta é óbvia, fumar. Mas a razão da obviedade da resposta, se encontra no fato do "vaporizador" ser pouco conhecido no Brasil, mesmo entre os usuários, já que não existe publicidade para o produto, visto que o mesmo é vinculado a uma substância ilegal. Ah, um vaporizador tambem é caro, já que o Brasil não os produz.

Panthro disse...

Eu acho que ninguém é tão imbecil de acreditar que a maconha seja "uma erva natural que não pode te prejudicar". Sério, talvez aqueles moleques retardados de 14 anos acreditem nisso, mas qualquer pessoa com um mínimo de consciência sabe que qualquer substância com princípio ativo é uma substância com efeitos colaterais.

Acho que ninguém defende também que a maconha não seja uma droga psicoativa e que tenha efeitos de curto e longo prazo no cérebro. Alguns benéficos e alguns maléficos, como qualquer outra droga psicoativa.

O grande ponto é que a maconha não é diferente do álcool. Ou do tabaco. Ou da cafeína. Ou de outras drogas leves (ou seja, que causam pequenos efeitos de curto prazo, embora possam causar efeitos de longo prazo severos). Entretanto ela é tratada de forma diferente.

O álcool causa diminuição da atenção, julgamento e controle - leia-se acidentes e assassinatos passionais; vertigem, desequilíbrio da fala, vômito incontinência, coma, parada respiratória e morte em exposições agudas e câncer na boca, faringe, laringe e esôfago, atrofia do cérebro, demência, icterícia, teleangioma (ruptura dos vasos sanguíneos da superfície), eritema palmar, varizes abdominais, fluído abdominal, atrofia testicular, pancreatite, edema de tornozelos, tendência a sangramento fácil, tremor, aumento do braço, cirrose, vasos sanguíneos dilatados, coração aumentado e enfraquecido e problemas de memória e aprendizagem. Entretanto, sua propaganda é liberada, seu consumo é socialmente incentivado e sua produção é legalizada.

O tabaco provoca diversos problemas e embora seu consumo seja restrito e a propaganda proibida, seu consumo e fabricação são legalizados.

A maconha, que também provoca diversos problemas é socialmente condenada, tem propaganda, divulgação e mesmo menção em caso de debate proibidos. Afinal, apologia é crime. Agora como vai se defender alguma coisa em um debate democrático quando a própria defesa se faz criminosa? Estranhamente, ir até à TV e dizer que bandido bom é bandido morto e que tinha que pegar quem quer que fosse, torturar e matar como fazem diversos "jornalistas" não é crime. Deve ser alguma coisa sobre assassinato não ser um crime tão grave, não sei.

O que eu acho questionável, logicamente questionável, é essa diferença de critério. Do ponto de vista da dependência, a maconha é melhor do que o álcool e muito melhor que o tabaco (qualquer coisa é. Crack causa menos dependência que tabaco).

Do ponto de vista da toxicidade aguda, poucas drogas conseguem bater o álcool. Você pode morrer de tanto beber, mas nunca vai morrer de fumar tabaco ou maconha.

Considerando-se toxicidade crônica, o cigarro ganha de novo. O número de mutagênicos e carcinogênicos nele ultrapassa a maconha, que é ainda mais cancerígena que o álcool.

No fim das contas, qual o critério? E não falo apenas da maconha, porque este argumento poderia ser usado para qualquer outra substância psicoativa, desde o café e o chocolate até a cocaína e a heroína. Qual é o critério para se caracterizar uma substância, qualquer que seja ela como passível de repreensão ou não? Devemos liberar a maconha, mas não a cocaína? Devemos proibir o álcool e o chocolate (nããããããoo!!! tudo menos o chocolate!!). Esses pontos pra mim não são tão óbvios quanto eu acredito que sejam pra maior parte das pessoas, especialmente aquelas que acreditam que "não pode porque é ilegal". Tautologia define.

Apenas como provocação: Diadema instituiu uma lei seca na cidade, proibindo que os bares ficassem abertos depois das 10 da noite. O número de assassinatos e acidentes de trânsito diminuiu drasticamente. Proibir será uma solução? Os lobistas da Ambev com certeza dirão que não.

runnerba disse...

"Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda" =D

Anônimo disse...

Meu Deus do céu...eu desisto de vez da humanidade...nunca vi tanta idiotice junta.
Parabéns!!!

Antes de falarem coisas baseadas em preconceitos, procurem se informar em fontes LEGÍTIMAS e vejam que a maconha é usada a milhares de anos atrás, e nunca constatou-se nenhuma morte ligada ao seu uso.

Se informem ou morram na ignorancia plena!!!

Anônimo disse...

gente caiam na real, tudo q causa mal a saúde tem q ser proibido ainda mais um vício idiota desses q nao tem valor nutritivos para o organismo humano, até os antibióticos estão sendo restritos pelo uso indiscriminado,q causam alto resistência a bactérias e dificuldade para curar os doèntes....por q ninguém tem vício de comer alface?

Anônimo disse...

Como estudante de psicologia afirmo, o vício não é apenas químico, é psicológico. E não amigos, não estou falando apenas da maconha, estou citando café, álcool, tabaco,chocolate, enfim, até jujuba. Quando você condiciona o ato do uso a algo prazeroso ou necessário esta formado o comportamento operante, sendo que não é base de pseudociência, é behaviorismo, comprovado com muitas experiências científicas.
Claro que entendo perfeitamente a diferença das consequências em viciar-se em jujuba e maconha. Porém, se o FUMAR maconha não é benéfico, algo relacionado é muito pior: ação de traficantes.
Esta sim é a principal questão envolvendo a maconha. No critério saúde existem vários tipos de reação, até mesmo curas para psicopatologias leves até graves potencializações em casos de esquizofrenia, então a consequência ainda exige pesquisa. Mas fato que usuários de maconha são menos perigosos para os demais do que usuários de álcool(ver estatísticas do trânsito)cocaína e outras anfetaminas, porém o que afeta toda a sociedade diretamente é o tráfico, e até agora a proibição não tem se mostrado eficaz.

Hugo disse...

PROIBIÇÃO não resolve nada! Se resolvesse, já teria erradicado a maconha do mundo inteiro! Proibição só VALORIZA o produto no mercado negro! E tem muito POLITICO que atua no mercado negro e não tem interesse nenhum na legalização. É a simples lei da oferta e da demanda...

Se maconha (entre outra drogas) fosse LEGALIZADA e REGULAMENTADA, o crime organizado ia perder sua principal fonte de renda (bandido não pode ter empresa)...

Blogger disse...

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