quarta-feira, 14 de maio de 2008

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Freakonomics

                                     freakonomics

 

Por FiliPêra

O que têm em comum professores e lutadores de sumô? e Em que a Ku Klux Klan se parece com os corretores de imóveis?. As perguntas anteriores parecem esdruxúlas (e realmente são), mas suas respostas podem ser das mais intrigantes. Escrever um livro de economia com temas tão variados, pode parecer estranho, mas o brilhante Steve Levitt o faz com maestria. Ele é o responsável por mostrar novamente  que às vezes o mundo tem mecanismos um pouco mais complexos e escondidos do que imaginamos. Mas com a pergunta certa tudo se mostra claro e límpido. É o que ele prova em Freakonomics, um dos mais geniais livros que já li.

Eu lembro como conheci o livro. Foi em uma longínqua entrevista dada por Levitt ao Fantástico. À época, por volta de 2003, o livro estava no hype absoluto, em primeiro lugar nas mais importantes do mundo, inclusive a do The New York Times, o sonho de qualquer escritor com ambição. Depois de algum tempo consegui o livro. O li em menos de três dias. O fato é que, mesmo depois desses anos a leitura desse livro é das mais originais e intrigantes. Através de uma linguagem objetiva (nem parece que estamos diante de Ph. D, formado pelo MIT, um dos melhores centros de estudo do planeta) ele demonstra que às vezes coisas intrigantes podem estar por trás das coisas mais simples.

Levitt_Steve

O fato de tratar basicamente de economia pode afastar alguns, mas Levitt foge totalmente aos padrões da figura de economista pré-concebida geralmente. Ele admite que não é bom com matemática (o que Eu considerava impossível até ler o livro) e não sabe NADA de macroeconomia, e suas políticas cambiais, taxas de juros, inflações e um sem-número de conceitos que só os profissionais da área sabem. Seu foco é outro. Ele defende que as ciências econômicas são uma ferramenta em busca da compreensão do mundo (depois de ler Freakonomics, o primeiro pensamento que vem a cabeça é: sabe que eu nunca pensei nisso?) e demostra isso quase didaticamente. As perguntas propostas pelo autor, por mais esdrúxulas e estranhas que sejam levam a contatações das mais interessantes e inteligentes. Informação é (muito) poder, é uma delas. Pode parecer básico, mas ele mostra como corretores de imóveis e a Klu Klux Klan usam isso a seu favor, e de como essa constatação se aplica a quase todos os especialistas, como aquele médico que recomenda o paciente fazer uma angioplastia, mesmo que ela não seja o procedimento mais eficaz contra problemas no coração (o alto índice de cesárias no Brasil também se enquadra nos estudos de Levitt). Em outro dos capítulos ele analiza o porque de traficantes de Chicago ainda morarem com suas mães. Mais original impossível.

Mas não se engane, o livro não se propõe a ser um estudo acadêmico, mas sim relatar os fatos por ele apresentados ao grande público, o que ele consegue, sem sombra de dúvida. Por esse fato pode parecer que o autor poderia ter se aprofundado mais nos temas apresentados. Para mim está na medida certa, sua aparente superficialidade evita que o livro se torne um leitura cansativa e chata.

Se gosta de uma leitura inteligente e que leva a reflexão, Freaknomics é leitura obrigatória!

 

Autor: Steve Levitt e Stephen Dubner

Pág: 360

 

Nota: 9,0

 

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2 Comentaram...

caducoloco disse...

legal!!!!

monica disse...

gostei, vou ler o livro!

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