sexta-feira, 6 de agosto de 2010

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[Pipoca e Nanquim] HQs e filmes mais insanos

 

Hoje o Pipoca e Nanquim tem como tema um dos meus assuntos preferidos: insanidade na Cultura Pop. Então, espere indicações de obras realmente pesadas e malucas, como Eraserhead, Os Invisíveis, Uzumaki e El Topo. Se é fracote, passe batido desse episódio. Creio que nossos fãs de longa data vão se lembrar de um dos nossos melhores e mais conhecidos posts, que focou o tema, mas só no cinema. Em resumo: veja, é uma viagem sem fim (sem fim é só uma expressão legal, o programa tem 20 minutos) aquele canto mais bizarro do interior de cada um.

Também não poderia deixar de citar a promoção que tá rolando, que vai sortear os dois maiores clássicos do Demolidor - A Queda de Murdock e O Homem Sem Medo - é só twittar Quero ganhar a HQ do @PIPOCAENANQUIM e @Gibiteria e torcer! Se não tiver Twitter (tá esperando o que, amigo?), é só mandar um email para pipocaenanquim[at]gmail.com com a frase!

Trailer do Anime de Supernatural

 

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Eu já havia anunciado aqui no NSN que a aventura dos irmãos Winchester ia pular de uma série de TV para um anime de 22 episódios produzido por um dos estúdios de animação mais fodas do Japão, o Mad House. O desenho sairá direto em DVD e Blu-Ray no Japão, e nos Estados Unidos será exibido após o fim da última temporada de Supernatural. Agora finalmente saiu o primeiro vídeo da animação, a qual apesar de curta, já demonstra uma qualidade apurada.

A Mad House, como é de costume, parece ter feito um trabalho bastante competente. Mas o mais importante está aí, elementos primordiais da série estão presentes - o Impala está presente, além da famosa cena da mãe de Sam e Dean pegando fogo no teto- e os personagens principais estão bem caracterizados. Vamos ver o que Supernatural Animation nos reserva.

 

[Via Maximum Cosmo]

Avatar FiliPêra

Dêem boas vindas a Mob Ground

 

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Pronto, um dos mistérios mais adiados do nosso humilde blog acaba de ver a luz do dia. Estamos falando de revista pra cá, NSN Magazine pra lá, e vocês ainda estão no escuro, mesmo faltando poucos meses pro tal lançamento. Mas, vamos lá, curto e rasteiro.

O nome da nossa revista é Mob Ground (twitter AQUI, mas ainda não está sendo atualizado) - referência a Mobilização e ao meu personagem de quadrinhos favorito - e o tema da primeira edição (como disse Eu AQUI) será Compartilhamento. A galeria de redatores e colaboradores está do jeito que queríamos: Rodolpho Zippo, Gabriel Dread, Murilo Andrade, Santoja, José Renato, Von DEWS, Mauro Tavares, Kiara Domit, Jenny Taylor, Beatriz Paz, Felipe Storino e a Josi Woodstock (espero não ter esquecido ninguém). Fora esses que estarão nos textos, ainda temos cinco ilustradores fazendo a arte das matérias, uma fotógrafa - a Débora Rodrigues - , mais o BruNêra, que é nosso capista!

Bom, vocês sabem que a culpa é dela de só termos um ou dois posts por dia e tudo o mais, então, vamos fazer o seguinte: postem nos comentários o que quiserem saber sobre a revista que escolherei as melhores perguntas e posto as respostas no sábado. Isso porque não sei muito mais sobre o que falar dela e tem um monte de gente pedindo novidades!

É isso, aproveitem…

 

É NOZES!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

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O Wikileaks ganha mais uma…

 

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Em junho, Bradley Manning foi preso acusado de vazar dezenas de milhares de documentos secretos do Departamento de Estado americano para o Wikileaks. Toda a operação de prisão aparentemente envolveu traições e delações por parte de Adrian Lamo e Kevin Poulsen, dois amigos hackers e jornalistas. Os detalhes dessa ação permanecem às escuras, mas uma gama de boatos e informações não-confirmadas surgiu, inclusive uma que dizia que Manning era transexual. Depois de um mês, os tais milhares de documentos - principal motivo da prisão do analista - não haviam aparecido ainda. Bom, não haviam…

Domingo (25/07) os documentos apareceram pomposamente  - na verdade, há controvérsias que sejam realmente esses, já que os documentos que os EUA disseram que foram vazados pertencem ao Departamento de Estado e envolvem menos militares do que as páginas que apareceram aí -  no site da organização e em três veículos que haviam sido selecionados com um mês de antecedência pela instituição para fazer uma interpretação da montanha de dados que são os documentos - ao todo são 91 mil documentos e mais de 200 mil páginas, abrangendo operações no Afeganistão no período de 2004 a 2009. A idéia era envolver a mídia na função de processamento dessas informações e torna-las palpável para o público em geral, afinal, nem 1% da população teria paciência e tempo disponível para destrincha-las por completo. Compondo o trio estava o New York Times, o Guardian e a revista alemã Der Spiegel. O grosso dos dados expostos contém informações sobre mortes de civis não-divulgadas e outras supostas motivações que levaram os EUA ao Afeganistão.

Os documentos surgem em boa hora. A Guerra do Afeganistão já é a maior operação militar oficial da história dos EUA, já consumiu mais de 300 bilhões de dólares e o Talibã continua forte como nunca em diversas regiões. Nas páginas dos documentos são relatadas informações interessantes, como o suposto apoio do Paquistão ao regime Talibã, o que mostra um triângulo amoroso/odioso extremamente hilário, que mais se aproxima de uma suruba: os EUA dão dinheiro para o Paquistão e fazem vista grossa a sua ditadura militar (com Saddam não teve vista grossa, né, Tio Sam?!) paquistanesa em troca do uso do território do país, enquanto esses apóiam e financiam o Talibã - e grupos terroristas da Caxemira. Lindo, não?!

Também é possível constatar que a sujeira das operações está atingindo níveis altos. Os militares - mais burocráticos e cheio de normas - estão cada vez mais dando lugar para o segundo escalão dos operários de guerra americanos: CIA e Mercenários (não são os comandados por Stallone) estão assumindo vários aspectos dos esforços de guerra americanos, e eles são completamente livres de tribunais, podem agir sem medo do futuro. Outro ponto interessante são as armas usadas pelo Talibã e por outros grupos anti-ocupação: boa parte delas é oriunda dos próprios EUA, que encheram o Afeganistão de armamentos na década de 80, quando os soviéticos entraram no país.

Também houve (e há) bastante contra-informação, e as chamadas Operações Psicológicas, entre os esforços de guerra norte-americanos. Rádios e outros veículos de comunicação afegãos só veiculam programas produzidos pelos EUA, enquanto os jornalistas do país são tratados como integrantes da imprensa oficial americana, se limitando a retransmitir tudo que Obama passa a frente.

Mas existem alguns não-pagos pelos EUA que se manifestaram. É o caso de dois blogueiros do país, que escreveram o seguinte:

 

Uma das principais questões reveladas nessas 90 mil páginas de documentos é o claro apoio do Paquistão ao Talibã. De acordo com estes documentos, o Paquistão tem laços muito estreitos com os talibãs e apóia os grupos extremistas como o Jalaluddin Haqqani. Os documentos que vazaram mencionam que o serviço de inteligência do Paquistão providenciou 1000 motocicletas para o grupo Haqqani, em abril de 2007. O relatório também fala sobre o apoio do Irã ao Talibã e as morte de civis que não foram relatadas. (Syed Akramoldin Taheri, no blog Isteqlal)

As 90 mil páginas de relatórios que vazaram mostram o apoio do Paquistão ao Talibã, o assassinato de civis, e a conspiração para matar líderes do Afeganistão, é provavelmente um dos mais originais acontecimentos de segurança/políticos da história recente. Parece que além do teatro político e militar no Afeganistão, outros cenários foram escritos … o povo afegão têm lutado com esses cenários nas últimas três décadas, e o resultado foi a morte e privação de milhões de pessoas. (Mahmoud Hakimi, no blog Tabarghanak)

Outro blogueiro - Nasim Fekrat, do AfghanLord - ainda comentou sobre o porquê da reação dos blogueiros e jornalistas afegãos ter sido aparentemente tão morna:

 

Todas as coisas [reunidas] no Wikileaks são uma questão tão evidente aqui [no Afeganistão] e as pessoas estão lidando com isso todos os dias. Eles sabem o que está acontecendo no local. Não parecem  arquivos secretos de inteligência reunidos para eles, como parece para o Oeste. Não faz sentido para eles.

A reação dos EUA foi exatamente como se esperava: o porta-voz da Casa Branca declarou que os documentos são uma ameaça a segurança nacional, e convocou Julian Assange, a cara mais conhecida entre os fundadores do site, além de ativista da liberdade e transparência nas informações governamentais; para um assassinato interrogatório. Manning também continua preso no Kuait, ainda sem provas o incriminando.

Pelo visto, não é assim que o Tio Sam aprende a lição. Prefere calar o denunciante do que admitir os próprios erros - mesmo que os vá cometer novamente cinco minutos depois do perdão.

 

[Via Guardian, Boing Boing, Tiago Dória, Global Voices e New York Times]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

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Promoção Gibiteria, Pipoca e Nanquim & NSN - Tweet e concorra a duas HQs do Demolidor

Por Pipoca e Nanquim 

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A parceria entre Nerds Somos Nozes e Pipoca e Nanquim, estabelecida em julho de 2010, está sendo um sucesso! O blog passou a ter conteúdo em vídeo semanal e o programa ganhou novos espectadores! A cada semana fica melhor. Se você ainda não deu uma chance para esta empreitada e não assistiu ao programa, não sabe o que está perdendo. E os frutos desta união começam a surgir.

Em parceria com a Gibiteria, mais nova loja de quadrinhos de São Paulo, o Nerds Somos Nozes e o programa Pipoca e Nanquim trazem uma baita promoção! Você pode ganhar uma graphic novel do Demolidor de Frank Miller, versão encadernada da editora Panini. Estamos falando de A Queda de Murdock e O Homem Sem Medo. Pra quem não conhece (tem certeza que vive neste mundo?), essas são verdadeiras obras-primas dos quadrinhos, clássicos que não podem faltar na sua estante. Simplesmente duas das melhores histórias de super-heróis já feitas. Coisa fina!

Para concorrer, basta seguir no twitter o @PIPOCAENANQUIM e twittar a seguinte mensagem: Quero ganhar a HQ do @PIPOCAENANQUIM e @Gibiteria. Simples demais. Se você não tem twitter, participe enviando a mensagem para o e-mail do programa (pipocaenanquim@gmail.com) ou postando a frase nos comentários aqui do blog, junto com seu e-mail de contato.

Não se esqueça de também seguir no twitter a @Gibiteria e nós aqui do @BlogNSN, certo? Assim você nos dá uma força e seu retorno se reverte em mais promoções depois.

 

Assista o programa do sorteio acima. Boa sorte a todos e aquele abraço!

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Pink Floyd - Dark Side of the Moon

Por Felipe Camargo*

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Tempo. Dinheiro. Nós e eles. Podiam ser títulos de qualquer música composta nos dias atuais, mas são faixas do álbum conceitual Dark Side of the Moon, da banda inglesa Pink Floyd. Por conceitual entende-se um tema único para todas as músicas, além de não haver uma pausa entre as mesmas, como se o disco todo fosse composto de apenas uma faixa. No atual CD, é possível ouvi-lo em uma tacada só. Na época que foi lançado, 1973, o disco de vinil obrigava uma divisão da obra em duas partes, ainda que ligadas entre si.

Dark Side antecipou muitas tendências do mundo da música: foi o primeiro a incorporar elementos eletrônicos em canções de blues e rock - o que hoje é praxe, vide o crescimento da importância de um DJ nas produções musicais de diversos estilos, desde a MPB até o britpop. Os efeitos sonoros eram produzidos de forma mecânica, e muitas vezes não tinham relação com o som que produziam (como no caso da introdução de Money, em que foram usados diversos objetos, menos caixas registradoras). Também foi pioneiro na capa do disco, um dos primeiros de uma banda de rock sem a presença de seus integrantes – hoje, é mais comum este tipo de arte nos álbuns. Na época, membros da gravadora consideraram a capa um fracasso.

A sonoridade também é destoante da produção musical da época: solos de saxofone, como os presentes em Money e Us and Then, dão um clima mais ameno ao álbum. Falando em solo, o de guitarra em Time é um dos mais memoráveis da história do rock: uma melodia simples, triste e bonita, que contrastava com os virtuoses da época e faz oposição às microfonias dos grupos atuais. As vozes parecidas de David Gilmour e Richard Wright, guitarrista e tecladista, respectivamente, muitas vezes cantadas junto, dão a impressão de serem a mesma, nas primeiras faixas. Já nas últimas, somente Roger Waters, o baixista que escreveu todas as letras do disco, solta a voz, criando uma evolução sonora que dificilmente será ouvida em qualquer outro disco.

Outro ponto especial dos aspectos sonoros é a alternância entre músicas cantadas e instrumentais. Os espaços “em branco” também são valorizados no disco. O Pink Floyd não cedeu à ansiedade de preencher todas as lacunas, dando ao ouvinte um momento de descanso e reflexão sobre o que ouviu e o que há por vir.

Em entrevistas sobre o álbum, Waters revelou que preza por estes espaços nas suas produções. Um exemplo no álbum é a faixa The Great Gig in the Sky, instrumental e com uma improvisação vocal feminina que ficou marcada pela melodia e sentimento contidos na música.

As pressões da vida moderna são o tema principal das letras. Logo pelos títulos de algumas músicas, citadas no início desta crítica, já é possível ter uma noção disso. Falar sobre dinheiro, tempo (ou a falta dele), individualismo, danos cerebrais (que podem ser desde crises depressivas até alienação) é ser atual tanto nos anos 70 quanto nos atuais. E o famoso humor inglês, ácido e sem papas está presente tanto em Time (Hanging on in quiet desperation/Is the English way, ou Insistindo num desespero quieto/ É a maneira inglesa de ser - em uma tradução literal), Brain Damage (The lunatics are in my hall/The paper holds their folded faces to the floor ou Os lunáticos estão no meu corredor/ O jornal prende seus rostos dobrados no chão) e Money (Money, get away/Get a good job/With more pay and you're O. K. ou Dinheiro, vá embora/Arrume um bom emprego/Com um salário melhor você fica bem).

Todos esses elementos remetem a Syd Barret, um dos membros fundadores da banda, que teve um surto psicológico e teve que sair do grupo, dando lugar a David Gilmour. O acontecimento teve um impacto muito grande nos músicos, e é possível perceber citações a esta crise em todos os álbuns.

Dark Side of the Moon é um dos álbuns mais vendidos da história. A qualidade das músicas, teorias em torno da produção (há uma que diz que o disco foi feito em sincronia com o filme O Mágico de Oz) e as conseqüências dele para o mundo da música (dizem que o movimento punk ganhou força em contraponto à excessiva técnica do disco) corroboram isto. I 'll see you on the dark side of the moon.

Faixas:

1. "Speak to Me/Breathe" (Nick Mason, David Gilmour, Roger Waters, Rick Wright) - 3:59

2. "On the Run" (Gilmour, Waters) - 3:35

3. "Time/Breathe (Reprise)" (Gilmour, Waters, Wright, Mason) - 7:04

4. "The Great Gig in the Sky" (Wright, Torry) - 4:48 (originalmente somente por Wright. Cedida parte da autoria a Clare Torry depois da mesma ter exigido parte dos direitos de autor por ter improvisado por cima do famoso instrumental)

5. "Money" (Waters) - 6:24

6. "Us and Them" (Wright, Waters) - 7:49

7. "Any Colour You Like" (Gilmour, Wright, Mason) - 3:26

8. "Brain Damage" (Waters) - 3:50

9. "Eclipse" (Waters) - 2:04

 

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*O Felipe Camargo escreveu sobre Gundam 00 pra gente, há quatro meses.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

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Mais uma espiã sexy russa atacando a terra de Obama

 

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Vocês leram AQUI que recentemente os EUA colocaram o olho em alguns espiães russos atuando em seu território. E o mais importante: uma das principais ilegais do grupo era uma mulher, e linda. É uma boa tática, principalmente se levarmos em conta que os russos usam bastante engenharia social no seu trabalho de espionagem - e que até os maiores generais se derretem por uma bela mulher. E depois de Anna Chapman ser mandada de volta pra terra de Lênin, surge outra, ainda mais linda, e aparentemente mais eficiente. É Anna Fermanova, de 24 anos, acusada de tentar contrabandear tecnologia militar sensível pra Rússia - ela foi pega tentando enviar avançados rifles com visão noturna para Moscou, via métodos contrabandistas (segundo ela, as armas eram para seu marido caçar). Ela está em prisão domiciliar, no Texas, aguardando julgamento, e tem uma licença para estudar cosmética, o que não parece uma cobertura das melhores.

O advogado dela, Scott Palmer, frisou que ela é bem sexy, mas disse que a moça não espiona, e ressaltou o fato dela ser uma cosmetologista formada, além de ser professora de inglês para crianças moscovitas. Só sei de uma coisa: daria a senha do meu AdSense pra ela tranquilamente!

 

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Tem mais fotos AQUI (via Gutierrrrrrrrrrez)

[Via Telegraph]

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

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Os cartões de pânico da internet

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Sabe aquele lance de que a internet não tem dono, não tem sistema de segurança? É mentira! Bom, mais ou menos. Com tantos dados vitais e importantíssimos contidos nela, é natural que se tenha uma espécie de descarga pra jogar os problemas fora e iniciar tudo outra vez. A idéia é impedir que algum ataque coordenado impeça que o DNSSEC - criptografia que controla o sistema de domínios - seja exposto ou danificado. Caso isso ocorra, você nunca saberia se, ao digitar http://www.nerdssomosnozes.com/ no seu navegador, seria apontado para cá... ou para um site qualquer.

O sistema é controlado pela ONG que, mais ou menos regula a internet: a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN). Caso ocorra esse evento digitalmente cataclísmico que todos temem, o sistema funciona da seguinte maneira: cinco das sete pessoas iluminadas que possuem os smart cards ultra-secretos que controlam o juízo final internético, precisam ir até uma base americana e reiniciarem tudo - o que deixaria a internet parada por no máximo 24 horas até tudo se propagar de novo, acredito. Esses caras estão na Grã-Bretanha, EUA, Burkina Faso, Trinidad e Tobago, Canadá, China e República Tcheca, o que deve dar umas boas milhas pra empresa que vai pagar as passagens de avião deles - se é que eles vão conseguir pegar algum avião com o DNS de todos os bugados.

Quanto tempo pra esse tema virar livro de Dan Brown?

 

PS: Isso me lembrou O Senhor dos Anéis, mas nós não somos anões para termos só sete anéis smart cards!

PS 2: Sem preconceito, mas Burkina Faso não parece muito seguro!

PS 3: Caso não saiba o que é DNS, leia isso AQUI.

 

[Via Guardian e PopSci]

domingo, 1 de agosto de 2010

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Cidadão Instigado - A mais nobre banda nacional

Por Josi Woodstock, do PopNutri

 

Escrever sobre uma banda é uma tarefa ilustre demais para considerar apenas a música propriamente dita como objeto principal a ser redigido. O impacto que a letra e sonoridade causam na alma, e o poder que essa mistura tem de agir sobre a existência e a condição do indivíduo, são capazes de tornar pequenos trechos escritos em expressões nobres e verdadeiras sobre a música, muito mais do que uma notícia anunciando um novo disco ou uma nova turnê mundial.

Escrevo sobre Cidadão Instigado não com a intenção de fazer crítica sobre o disco novo, e nem contar a história da banda, mas de deixar registrado em palavras cenas e sons de um show que, sem dúvida foi, o mais importante dos meus dias até hoje: o show do Cidadão que aconteceu no Sesc – Ribeirão Preto, em 26 de fevereiro de 2010.

 

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Fotos não eram permitidas, mesmo assim consegui essa

Cenário não era necessário. A imponência dos integrantes ao manipularem com uma agressividade necessária seus instrumentos trazia para o público canções profundas com melodias extremas incrementadas, com temas universais, como Deus, amor e loucura… sob luzes brilhantes em um galpão que abrigava com humildade um verdadeiro espetáculo de rock’n roll.

A guitarra gritava forte, um barulho ensurdecedor dignamente afinado, guiada pelas mãos de um verdadeiro GuitarHero, Fernando Catatau, que também é vocal e, além do Cidadão, toca com Otto e Vanessa da Mata. Com Clayton Martin na bateria acústica e eletrônica, Rian Batista no baixo e vocal, Regis Damasceno na guitarra, violão e vocal e Dustan Gallas nos teclados e vocais, a banda fez uma performance perfeita, apresentando seu último álbum de estúdio, o UHUU!.

Em Ovelhinhas, música mais aguardada por mim, fui do delírio ao mais puro encontro com a realidade tão sonhada. Foi em Doido, Deus é uma vigem e O nada que ápices de alegria e coro público puderam ser notados no show. Essas excelentes músicas da banda.

“são tantos ossos divididos em mim
sangue descendo e subindo, alimento mutando
foi deus que me fez assim
e também você”

(Trecho da música Deus é uma viagem de Fernando Catatau)

Esse foi o fragmento que cantarolei por vários dias seguintes ao show, no banho, no caminho da padaria, no meu expediente de trabalho e em todos os lugares que passei.

Depois da apresentação, quando tudo parecia acabado e eu já era portadora do disco, vendido ali mesmo como é comum nos shows, eis que ressurge dos camarins Fernando Catatau, com toda a humildade de um grande músico e com palavras simples características de um poeta. Sentou no palco e se pôs a receber os poucos fãs que restavam no local, agradecendo, tirando dúvidas ou então recebendo elogios como o meu, por proporcionar a Ribeirão Preto uma noite tão rica culturalmente falando.

 

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A lista com as músicas a serem apresentadas

Sem delongas agradeci, pedi um autógrafo e não cansei de louvar o verdadeiro GuitarHero da minha vida, aquele que pude tocar suas mãos e ver os pequenos arranhões causado pelo seu dom com as cordas de uma guitarra já velha de guerra. Dirigi-me aos portões para então aproveitar os prazeres proporcionados por esse que foi o show mais importante dos meus dias até hoje. Obrigado Cidadão.

 

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O CD autografado por Fernando Catatau

“e vai caminhar por aí
pensando em seus próprios passos
flutuantes com aquela vontade de sumir progressivamente
e você se vai, vai
e você se vai, vai
desaparecendo aos poucos
e depois voltando a realidade”

(Trecho da música O Nada de Fernando Catatau)

Pica-Pau censurado

 

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Os desenhos que marcaram a nossa infância estão bem longe de serem politicamente corretos. Crescemos vendo o Tom portando armas para pegar o Jerry, o Coyote detonando dinamites e o Pica-Pau roubando. Sem falar das várias cenas onde os personagens apareciam fumando ou bebendo, ou fazendo comentários preconceituosos. Tanto que quando algum filme ou desenho mais novo era censurado, reclamávamos que isso nunca acontecia com o Pica-Pau ou os desenhos das Looney Tunes. Pois bem, não acontecia, porque o Ministério da Justiça decidiu reclassificar Pica-Pau como impróprio para crianças, quando classificou o volume 6 da série Pica-Pau e seus amigos. As explicações do MJ é que o desenho pode induzir crianças ao fumo e ao consumo de bebidas alcoólicas e ao uso de armas.

Jura, Ministério da Justiça? Todo dia eu encontro alguém que começou a fumar e a beber por causa de Pica-Pau! Os desenhos que eu via na minha infância não me influenciaram em nada no meu modo de vida, tanto que não fumo, nem consumo nenhuma bebida alcoólica e sequer tive contato com armas de fogo. A coisa fica mais estranha quando se pensa que só o volume 6 dos DVDs foi considerado impróprio, quando os anteriores apresentam o mesmo conteúdo.

Mas analisando os métodos que o Ministério da Justiça utiliza para fazer a classificação indicativa de filmes e desenhos, já era de se esperar que isso fosse acontecer um dia.  O primeiro Crônicas de Nárnia recebeu a classificação indicativa para maiores de 14 anos no Brasil, por exemplo, só porque os personagens usam flechas. E tudo isso aconteceu mesmo após décadas de exibição no horário infantil e nenhum registro de que alguma criança foi influenciada negativamente por Pica-Pau. Deve acontecer igual com Tom e Jerry  em 3... 2... 1...

 

[Via ANMTV]


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