terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Avatar Beatriz Paz

Dexter no Escuro – Crise de Identidade?

 

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Olá leitores lindos! Enquanto a nossa chefia tá na Campus Party dormindo em puffs, sofrendo com a falta de energia, ganhando regalias em geral e festejando como se não houvesse amanhã, a gente trabalha (Nota do Editor: voltei ontem, mas estou tão morto como se tivesse por lá). Mas não que isso soe como uma coisa negativa, muito pelo contrário você sabem que nós o amamos.

E hoje continuarei com a minha saga de resenhas do assassino mais querido por mim e pela crítica depois de Hannibal Lecter, sim estou aqui com a missão de resenhar mais um livro da brilhante série escrita por Jeff Lindsay, Dexter no Escuro. Se você é novo no pedaço e não quer ler as minhas outras duas resenhas, eu te dou uma breve explicação: Dexter trabalha na polícia forense de Miami como um perito em borrifos de sangue, só que ele tem uma característica que o difere dos demais seres humanos que pertencem ao seu circulo social, Dexter é um serial killer.

No entanto, ele não sai matando a torto e a direito, como já foi explicado na minha primeira resenha, Dexter segue do “Código de Harry”, código esse que foi criado por seu pai adotivo e que o permite matar somente pessoas que mereçam morrer.

 

Dadas as devidas explicações agora é hora do livro. No terceiro volume o perito em borrifos se encontra numa situação nunca antes presenciada por ele, o stress. Caso vocês não se lembrem, Dexter é incapaz de sentir qualquer tipo de emoção devido ao seu Passageiro das trevas e condição dada devido ao Evento Traumático. Porém tudo muda e vira a vida de Morgan de cabeça para baixo quando a sua Sombra e companheiro fiel simplesmente resolve desaparecer.

Ao investigar uma cena de crime bizarra envolvendo corpos queimados e cabeças de touro de cerâmica, o Passageiro das Trevas se sente ameaçado e foge para algum lugar fora de Dexter e isso o deixa completamente confuso e indefeso, pois agora ele terá que lidar com todos os seus problemas sem a frieza lógica e praticidade que a sua condição lhe dava.

Resumindo, com a ausência do Passageiro, a pressão de Cody, Astor e Rita (se eu revelar alguma coisa é spoiler, desculpem), a volta de uma pessoa indesejada e o fato de que há alguma força maligna sondando Dexter, o policial tem ainda que enfrentar seu pior inimigo: Emoções humanas. Sim, o monstro matador é capaz de sentir e ele não fica nem um pouco contente com isso.

No decorrer do livro Dexter descobre que para recuperar seu Passageiro e ter sua vida normal de volta, ele precisa primeiro de tudo resolver o crime bizarro, descobrir quem ou o que é essa força maligna intitulada de “Eles” e fazer perguntas que ele nunca havia feito antes. Quem é o Passageiro? Por que ele existe dentro dele? Como ele funciona e como ele pode voltar? Eu particularmente nunca tinha feito esse questionamento a respeito do protagonista e achei muito interessante Jeff Lindsay abordar o transtorno neural de Dexter dessa forma.

Outra coisa que eu adorei a respeito desse livro foi o fato de ter a imagem do Poderoso e Invencível Dexter completamente destruída. Morgan sem o Passageiro é só mais uma pessoa inteligente, ele fica fraco, confuso, nervoso, perdido. Ele fica mais humano conforme o stress e a pressão psicológica aumentam e os assassinatos com corpos queimados e cabeças de touro continuam a ocorrer.

É como todos nós ficamos durante um dia infernal ou uma semana de provas finais da faculdade, inconscientemente nós achamos que só porque Dexter ser um assassino frio, ele não tem as suas fraquezas e se distancia da imagem de ser humano por ter que fingir ser um no meio dos demais, no entanto isso não é verdade e o fato do autor explorar os limites psicológicos e até emocionais do personagem nos faz gostar de Dexter mais ainda.

Agora, quanto ao Passageiro das Trevas, entre os capítulos do livro existem trechos que narram a existência, criação e migração daquilo intitulado somente de “A COISA”, sua origem e comportamento como se ela fosse um ser superior aos demais. Num primeiro momento achei que o transtorno que transforma as pessoas em seriais killer ia ser tratado como algum demônio ou possessão, mas como Jeff Lindsay aparentemente não viu Rec 2 então estamos salvos de mais uma reposição religiosa no lugar da ciência. Ainda bem.

 

Como sempre, os livros da série Dexter nunca decepcionam e eu particularmente adorei o final desse volume, não dá pra contar muito sem spoiler, mas o que me fez gostar tanto foi que você precisa pensar para conseguir entender o motivo pelo qual aquilo aconteceu e se você soltar uma risadinha quando descobrir não se espante, humor negro é assim mesmo.

E se você já leu o terceiro volume e está subindo pelas paredes para conseguir colocar as garrinhas no quarto, não pule da janela de desespero, o próximo livro da saga Dexter – Design de um Assassino (ou “Dexter by design” no título original em inglês), tem previsão de chegar as prateleiras em fevereiro desse ano pela editora Planeta. Agora é só esperar para mais uma vez morrer de amores pelo assassino mais querido da atualidade.

 

Título: Dexter no escuro (Dexter in the dark)

Autor: Jeff Lindsay

Páginas: 285

Nota: Fucking 10 de novo, porque eu amo esse homem

1 comentário

Matheus Brasil disse...

Depois que li isso, vou até começar a ver a série.

Se for interessante, leio os livros.

E olha que sou, totalmente, avesso às séries - e, principalmente, a baixá-las.

Valeu, manolo!

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